Mídia Rondônia – A poucos dias do início oficial da campanha eleitoral em Rondônia, uma operação da Polícia Federal (PF) chamou a atenção pelo volume de dinheiro apreendido em Porto Velho. Na segunda-feira (3), os policiais localizaram R$ 2 milhões em espécie durante uma ação de combate à lavagem de capitais realizada com apoio técnico da Controladoria-Geral da União (CGU).
Embora a investigação divulgada pela PF não relacione o caso ao processo eleitoral, a apreensão ocorre em um momento de intensa movimentação política no estado, quando candidatos iniciam a organização das campanhas e os órgãos de fiscalização reforçam o monitoramento de possíveis crimes financeiros.
O dinheiro foi encontrado no interior de um veículo abordado logo após um saque realizado em uma agência bancária da capital. Segundo a Polícia Federal, o motorista era escoltado por seguranças armados, que deixaram o local durante a abordagem, mas foram localizados posteriormente pelas equipes.
As investigações indicam que os valores eram retirados de forma sistemática em instituições financeiras de Porto Velho sob a justificativa de pagamento a um fornecedor responsável por uma obra em outro município de Rondônia.
Entretanto, conforme a PF, a apuração identificou indícios de incompatibilidade entre o local onde os recursos eram sacados e a cidade onde a obra supostamente estaria sendo executada, circunstância que levantou suspeitas sobre a movimentação financeira e motivou o aprofundamento das investigações.
A operação faz parte de um inquérito que apura um possível esquema de lavagem de capitais. Além do dinheiro, os agentes recolheram documentos e outros elementos que serão analisados para esclarecer a origem dos recursos e sua destinação.
A Polícia Federal informou que os investigados poderão responder, conforme o grau de participação de cada um, pelo crime de lavagem de capitais, além de outros delitos que eventualmente venham a ser identificados durante o andamento das investigações.
As diligências prosseguem para identificar todos os envolvidos e verificar se há outros fatos relacionados à movimentação dos recursos. Até o momento, a PF não divulgou nomes dos investigados nem informou qualquer vínculo entre a apreensão e campanhas eleitorais.






