Um jovem de 23 anos foi condenado a 20 anos de prisão pelo assassinato do motoboy Gabriel Mello Castorino, em Vilhena. O julgamento pelo Tribunal do Júri ocorreu na sexta-feira (18), no município.
Gabriel foi morto em março de 2025. Segundo informações apresentadas no processo, ele era amigo do acusado, Marcelo Augusto Crispin de Oliveira, e teria sido atraído para uma emboscada. A acusação apontou que o crime teria sido motivado pela suspeita do réu de que a vítima mantinha um relacionamento com sua companheira.
A versão sobre a suposta traição, porém, foi contestada posteriormente pela família de Gabriel. Segundo os familiares, mensagens e o depoimento da mulher apontada como pivô da desconfiança indicariam que não houve relacionamento entre ela e a vítima.
Além dos disparos, a investigação apontou que Gabriel sofreu agressões antes de ser morto. O exame de necropsia identificou lesões compatíveis com golpes semelhantes a chicotadas nas costas. Posteriormente, o jovem foi atingido por disparos de uma pistola calibre .380.
Na denúncia, o Ministério Público pediu que os jurados reconhecessem as qualificadoras de meio cruel e de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima.
Durante o julgamento, os jurados reconheceram as circunstâncias apresentadas pela acusação, e a Justiça fixou a pena em 20 anos de prisão. O condenado também teve negado o direito de recorrer em liberdade, conforme a decisão divulgada após o júri.
Gabriel tinha 19 anos quando foi assassinado e havia morado anteriormente nos Estados Unidos.
O caso segue com os demais desdobramentos relacionados à participação de outras pessoas na execução.






