O Ministério Público de Rondônia (MPRO) reforçou a equipe responsável por acompanhar os processos decorrentes da Operação Feldberg, uma das maiores investigações de combate à corrupção já realizadas no estado. A medida foi oficializada por meio da Portaria nº 701/PGJ, publicada em 10 de junho de 2026 e assinada pelo procurador-geral de Justiça, Alexandre Jésus de Queiroz Santiago.
A portaria designa os promotores de Justiça Ivanildo de Oliveira, Eriberto Gomes Barroso e Rogério José Nantes para atuarem em todas as fases processuais relacionadas à operação, incluindo procedimentos originários, ações cautelares e incidentes vinculados às investigações.
De acordo com o Ministério Público, os membros poderão atuar de forma conjunta ou individual nos processos que tramitam perante o Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO), garantindo acompanhamento especializado e continuidade da atuação institucional.
A Operação Feldberg foi deflagrada em 16 de maio de 2020 pelo Ministério Público de Rondônia com apoio de forças policiais e teve como foco a apuração da atuação de uma suposta organização criminosa que operaria em órgãos públicos estaduais, incluindo a Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO).
As investigações apontaram suspeitas de fraudes relacionadas à eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, prática de “rachadinha”, utilização de servidores fantasmas, desvios de recursos públicos e atuação coordenada para obtenção de vantagens financeiras ilícitas.
Segundo informações divulgadas à época da operação, assessores e servidores ligados ao Poder Legislativo estadual teriam sido obrigados a repassar parte dos salários a investigados, prática popularmente conhecida como rachadinha.
A ofensiva mobilizou uma grande estrutura policial e resultou no cumprimento de 11 mandados de prisão preventiva, três mandados de prisão temporária, dez determinações de suspensão do exercício de funções públicas e 52 mandados de busca e apreensão.
As diligências ocorreram simultaneamente nos estados de Rondônia, Amazonas e Mato Grosso, envolvendo aproximadamente 200 policiais e 50 viaturas.
Outro destaque da operação foi o bloqueio judicial de cerca de R$ 500 milhões em bens e valores pertencentes aos investigados, medida adotada para garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos e assegurar a efetividade das investigações.
A nova portaria também estabelece a revogação de eventuais delegações anteriores que conflitem com a atual designação, centralizando a atuação ministerial nos desdobramentos da Operação Feldberg.
Mesmo seis anos após a deflagração da investigação, os processos continuam em tramitação. Para o Ministério Público, o reforço da equipe demonstra a importância atribuída ao caso e busca assegurar acompanhamento técnico e jurídico permanente das ações relacionadas à operação.
Considerada um dos maiores casos de combate à corrupção e ao crime organizado envolvendo agentes públicos em Rondônia, a Operação Feldberg segue produzindo desdobramentos judiciais e permanece sob monitoramento das autoridades responsáveis pela investigação e persecução penal.





