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5 julho 2026
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Dirigentes do Sintero terão que afastar do cargo no período eleitoral

O SINTERO segue orientação da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) sobre dirigentes de sindicatos que recolhem a contribuição sindical a se desincompatibilizar de seus cargos até quatro meses antes das eleições, prazo que neste ano corresponde ao dia 6 de junho.

Em consonância com as diretrizes da CNTE e da Assessoria Jurídica do SINTERO, a Direção Executiva segue a orientação e recomenda que os/as diretores interessados/as em concorrer às eleições 2024 se licenciem de seus cargos sindicais.

A medida tem como objetivo evitar qualquer ruído junto à categoria e permitir que os/as candidatos/as se dediquem plenamente ao desafio eleitoral, uma vez que ambas as funções demandam dedicação exclusiva e integral.

A recomendação é uma medida de precaução com jurisprudências em constante mudança, especialmente no Supremo Tribunal Federal (STF), que possui a prerrogativa de alterar decisões da justiça eleitoral.

Entenda sobre a extinção do “imposto sindical”

Desde que o desconto obrigatório do “imposto sindical” foi extinto, o SINTERO não recolhe mais essa contribuição, pois ela não é obrigatória. O sindicato não é mantido por contribuições impostas pelo governo ou pela Previdência Social. Assim, os/as dirigentes sindicais do SINTERO não se enquadram na regra que exige afastamento para disputar eleições, o que está previsto na Lei Complementar nº 64, de 18 de maio de 1990, e confirmado pela jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral.

De acordo com a lei, só precisam se afastar aqueles que ocupam cargos em entidades de classe financiadas por contribuições obrigatórias ou recursos da Previdência Social, o que não é o caso do SINTERO.

No entanto, ao seguir a orientação da CNTE, o SINTERO visa evitar qualquer mal-entendido com a categoria e garantir que os/as candidatos/as possam se concentrar totalmente na disputa eleitoral, já que tanto a função sindical quanto a candidatura exigem dedicação exclusiva e integral.

Rondônia pode ter cadastro de condenados por violência doméstica e sexual

O Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO) entregou, na manhã desta quarta-feira (5/6), ao Governo de Rondônia uma proposta de Projeto de Lei (PL) visando à criação de um Cadastro Estadual de Pessoas Condenadas por Violência Doméstica e Violência Sexual. A medida tem como objetivo formar uma base de consulta pública para auxiliar investigações futuras e prevenir novas agressões.

A entrega do projeto foi feita pelo Chefe de Gabinete da PGJ, Promotor de Justiça Alexandre Jésus de Queiroz Santiago, e pelo Coordenador do Núcleo de Atendimento às Vítimas (NAVIT) Promotor de Justiça André Luiz Rocha de Almeida, ao Secretário-Chefe da Casa Civil, José Gonçalves da Silva Júnior. A reunião também contou com a presença do Secretário de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania, Coronel BM Felipe Bernardo Vital.

O cadastro proposto incluirá informações detalhadas sobre os condenados, como dados pessoais, infrações cometidas, foto e características físicas, com a exclusão de qualquer informação que possa identificar as vítimas. As informações serão disponibilizadas no site da Secretaria de Estado de Segurança, Defesa e Cidadania (SESDEC), permitindo acesso público à identificação e fotografia dos condenados, desde a condenação transitada em julgado até o fim do cumprimento da pena.

O Supremo Tribunal Federal (STF), ao julgar a Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 6.620/MT, declarou constitucional a criação de cadastros de pedófilos e de condenados por violência contra a mulher, reforçando o princípio da publicidade previsto na Constituição Federal. Este princípio garante a transparência e o acesso às informações de interesse público.

A proposta legislativa do MPRO visa conscientizar a sociedade sobre os altos índices de violência doméstica e sexual, fornecendo uma ferramenta eficaz para a prevenção e combate a esses crimes. O cadastro servirá como instrumento de apoio para as autoridades de segurança pública, Ministério Público e Judiciário, além de estar acessível ao público em geral.

Com a implementação do cadastro, o Estado de Rondônia dará um passo significativo na proteção das vítimas e na prevenção de novas agressões, seguindo exemplos de outros estados que já adotaram medidas semelhantes. A SESDEC será responsável por regulamentar a criação, atualização e acesso ao cadastro, garantindo a integridade e o uso adequado das informações.

Com assessoria do MP

Violência contra idosos tem aumento de casos: filhos são maioria dos suspeitos

 

Os filhos são maioria dos suspeitos em casos declarados de violência contra idosos. Os registros aumentaram de quase 48% em 2020 para mais de 56% em 2023. O dado faz parte de um artigo escrito por pesquisadoras da Universidade Federal Fluminense e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

A pesquisa analisou as denúncias de agressões documentadas contra idosos no banco de dados do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania entre 2020 e 2023. A violência a idosos no país teve um aumento de quase 50 mil casos em 2023, quando comparado com 2022.

Das mais de 400 mil denúncias, cerca de 220 mil ocorreram no Sudeste, o que representa 53% dos casos entre 2020 e 2023.

Já as denúncias de violência envolvendo idosos que estão na faixa etária de 80 anos ou mais, atingiram o seu máximo em 2023, com 34% dos casos.

A violência contra a mulher idosa teve o maior número de denúncias notificadas, com 67% dos casos registrados somente em 2022.

A falta de informação sobre os dados da vítima, ou seja, casos não declarados, foi um dos problemas encontrados no estudo. O maior número deles foi em 2023, quando chegou a 73% dos registros.

Casos não declarados são aqueles em que faltam dados como a idade e a renda, por exemplo. Quando isso acontece, a denúncia fica restrita aos fatos e não pode ser analisada de forma socioeconômica.

A professora da escola de Enfermagem da Universidade Federal Fluminense e do Programa Acadêmico em Ciências do Cuidado, Alessandra Camacho, alerta que a apuração detalhada das ocorrências ajuda no direcionamento dos investimentos governamentais.

“Os dados presentes são importantes para dar uma atenção através das políticas públicas voltadas principalmente para o acolhimento do idoso vítima de violência”.

Alessandra Camacho, também afirma que o menor registro de violência contra os idosos de maior escolaridade e renda nem sempre reflete a realidade.

“Quando a gente fala de escolaridade elevada, a questão de renda, também não é um fator protetivo contra violência. Existem situações de subnotificação do idoso com grau de instrução e renda elevados, que podem se sentir constrangidos em fazer denúncias, e podem acabar não buscando acolhimento para essa situação. É preciso cuidado para que a gente não faça suposições equivocadas”

A UFF lançou, em parceria a UERJ uma cartilha informativa e educativa sobre violência contra idosos, com legislação brasileira sobre o assunto e os tipos de violência. O conteúdo pode ser acessado no site ducapes.capes.gov.br digitando no buscador: Cartilha Violência contra Idosos.

Enem 2024: inscrições terminam nesta sexta; saiba como se inscrever

Em que site fazer a inscrição? É só entrar na Página do Participante, em enem.inep.gov.br/participante.

💰Qual é o valor da taxa de inscrição? Ela custa R$ 85 e deverá ser quitada até 12 de junho. Somente após o pagamento, a inscrição estará confirmada (veja passo a passo mais abaixo).

💲Quais as formas de pagamento? A taxa deve ser paga por boleto, PIX ou cartão de crédito.

❗Quem está isento da taxa precisa se inscrever no Enem? SIM! Mesmo quem conseguiu a isenção (como os alunos da rede pública) precisa se inscrever. Caso contrário, não poderá fazer a prova.

 Para que serve o Enem? Ele é uma das principais portas de entrada para a educação superior no Brasil, utilizado por instituições públicas e privadas como critério de seleção, além de ser um requisito para programas governamentais de auxílio estudantil. Não há como se inscrever no Sisu, no Prouni e no Fies sem ter feito o Enem.

🗓️ Quando as provas serão aplicadas? Em 3 e 10 de novembro.

Dados necessários e etapas da inscrição

 

Os principais passos para realizar a inscrição no Enem são:

  • Informe seus dados pessoais: Durante a inscrição, você deverá informar o número do CPF e a data de nascimento.
  • Preencha seus dados de contato: Forneça um endereço de e-mail único e válido, assim como um número de telefone fixo e/ou celular válido. O Inep poderá utilizar o e-mail cadastrado para enviar informações sobre o exame.
  • Escolha onde quer fazer a prova: Indique o estado e município onde deseja realizar o exame.
  • Língua estrangeira: Selecione a língua estrangeira (inglês ou espanhol) na qual realizará a prova.
  • Crie seu cadastro e senha: Utilize o endereço https://sso.acesso.gov.br/ para criar um cadastro e senha de acesso que irá utilizar na Página do Participante.
  • Anote a senha em um local seguro, pois você precisará dela para: gerar o boleto com a taxa, que o Inep chama de Guia de Recolhimento da União (GRU Cobrança); realizar alterações nos dados cadastrais; acompanhar a inscrição e obter resultados e outras funcionalidades.
  • Verifique seus dados e anexe sua foto: Certifique-se de preencher corretamente todas as informações solicitadas, incluindo o Questionário Socioeconômico. Você também terá a opção de anexar uma foto atual, nítida e individual, seguindo as orientações fornecidas.
  • Confirme os dados e acompanhe a situação da inscrição: Após concluir a inscrição, verifique se todos os dados estão corretos.
  • G1

PM é preso acusado de abusar da enteada em Rondônia

Um cabo da Polícia Militar, de 43 anos, foi preso nesta quarta-feira (05) no primeiro Batalhão da PM no bairro Arigolândia, região Central de Porto Velho.
Em desfavor do militar consta um mandado de prisão pelo crime de estupro de vulnerável praticado contra a enteada, menor de idade.
O cabo da PM recebeu voz de prisão de um oficial no quartel e foi levado ao Departamento de Flagrantes da Polícia Civil. A informação é do site Rondoniaovivo. O homem foi condenado a 13 anos e seis  meses de prisão no regime fechado.
A defesa entrou com pedido e conseguiu redução da pena para 12 anos.

Deputados acionam STF contra terceirização de escolas públicas

A discussão entre grupos favoráveis e contrários à iniciativa do governo do Paraná de conceder à iniciativa privada a gestão de escolas públicas do estado, mudou de endereço. Com a aprovação do Programa Parceiro da Escola pelo legislativo local – e a sanção, pelo governador Ratinho Junior –, a questão agora está no Supremo Tribunal Federal (STF), onde nove deputados estaduais contrários ao programa ingressaram com uma reclamação constitucional.

De acordo com o gabinete da deputada estadual Ana Júlia (PT), a reclamação foi apresentada na terça-feira (4) e já tem definido como relator o ministro Nunes Marques.

Entre as argumentações apresentadas está a tramitação da matéria na Assembleia Legislativa que teria ferido normas internas, uma vez que não passou pela Comissão de Finanças e Tributação, para averiguar se está em consonância com a Lei de Responsabilidade Fiscal, bem como com as leis de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e Orçamentária Anual (LOA) estaduais.

O bloco de oposição argumenta, também, que a concessão da gestão de escolas públicas à iniciativa privada significa a terceirização da atividade-fim das escolas, e que prejudicaria a autonomia e a liberdade de cátedra do professor em sala de aula.

Além disso, argumenta que “a privatização da gestão das escolas públicas está sendo feita sem a participação da sociedade”, e que esse modelo de gestão pedagógica não compactua com a lei de diretrizes de base da educação. Por fim, afirmam que ela “burla concursos públicos”.

Administrativo x pedagógico

“A gente vê nas entrelinhas do projeto que o governo dividirá em três a gestão da escola: gestão financeira, estrutural e pedagógica. Percebemos que, obviamente, o administrativo prevalecerá sobre todas as demais, coordenando também o pedagógico. Inclusive usaram o termo ‘poderá’, que é impreciso, para se referir à utilização e disponibilização das plataformas de ensino. Ou seja, se quiserem, podem não usar, retirando a autonomia dos professores para dar aula”, argumentou a deputada.

“E, ao vedar a autonomia do professor, as escolas acabam sendo ideologizadas, com profissionais efetivos lotados na instituição tendo de atender critérios e metas estabelecidos pela empresa.”

Contatado pela Agência Brasil, o governo do Paraná disse entender que o projeto é constitucional. “Não se trata de uma privatização, tampouco de terceirizar a atividade-fim, uma vez que a gestão pedagógica segue totalmente a cargo do estado. Também não há interferência na liberdade de cátedra ou mudança sobre concursos públicos”, informou a assessoria do governador Ratinho, ao destacar que, em 2024 foram convocados mais de 2 mil professores aprovados em concurso público.

Projeto-piloto

Na avaliação da assessoria jurídica da deputada Ana Júlia, está previsto, no texto sancionado, a contratação de professores, caso não haja quadro suficiente. Isso já estaria ocorrendo nas duas escolas estaduais onde está sendo implementado o projeto-piloto da gestão terceirizada – a Escola Anibal Khury Neto e Escola Anita Canet.

Segundo a assessoria, o quadro de funcionários da Escola Anibal Khury Neto conta, atualmente, com 14 professores concursados e 27 terceirizados; três pedagogos concursados e 2 contratados. Já na Escola Anita Canet seriam 8 professores concursados e 28 contratados; 2 pedagogos e 6 contratados.

Na Escola Anita, foi observada uma alteração nos índices de desistência, que passou de 3% para 5% desde a implementação do programa. Já na escola Anibal, saiu de 5%, em 2022, para 1,5% em 2023.

Há também denúncias de que professores estariam sendo pressionados para falsear os dados, e que eles têm sido constrangidos a alterar registros e notas nessas escolas, de forma a viabilizar o uso do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em discursos favoráveis à terceirização da gestão de escolas estaduais.

“Isso compromete a credibilidade da nota obtida no Ideb, uma vez que há suspeitas de alteração dos componentes frequência, taxa de evasão e nota”, informou a assessoria jurídica do gabinete de Ana Júlia.

Governo rebate

Segundo o governo do estado, em ambas as entidades, os índices de matrículas, frequência e desempenho escolar dos estudantes apresentaram “melhoras significativas” entre 2023 e 2024.

“No Colégio Estadual Anita Canet, o êxito do modelo de gestão foi observado nos índices de matrículas e desempenho dos alunos. Em 2023, a escola contava com 895 alunos matriculados e as matrículas subiram para 965, um aumento de 8%. A frequência dos estudantes saltou de 84% para 88%”, informou a assessoria do governador.

Em relação ao aprendizado, a média de acertos dos alunos da escola aumentou de 41% em 2022 para 45% em 2023.

“No Colégio Estadual Anibal Khury os resultados são similares. Em 2020 a escola atendia cerca de mil alunos, número que subiu para 1.141 em 2024. Em relação à frequência, o número passou de 85% em 2022 para 87% em 2023”, detalhou o governo paranaense.

Outro dado apresentado se refere ao número de aulas que deixam de ser dadas por falta ou ausência do professor. “Em 2022, 22% das aulas do ano não foram realizadas. Em 2023, a partir do modelo que garante a presença de docentes na escola, o número de aulas vagas caiu para 6%”.

O governo estadual cita também uma pesquisa feita com os pais e responsáveis nas duas escolas. A aprovação do modelo superaria a marca dos 90%. “No Anita Canet, 96% da comunidade aprovou o modelo e 93,1% se sente satisfeito ou muito satisfeito com a parceria. No Anibal Khury 90% aprovam e 81,6% dos pais e responsáveis estão satisfeitos ou muito satisfeitos”.

Fiscalização terceirizada

Uma outra crítica apresentada pelo bloco de deputados estaduais está relacionada à fiscalização dos contratos firmados entre o estado e a empresa gestora da escola, algo que, segundo o bloco da oposição, deveria ser feita pelo próprio governo e pelo Tribunal de Contas. Essa licitação, inclusive já foi feita, restando apenas a homologação do contrato.

De acordo com o governo do Paraná, “todas as etapas internas da administração pública contam com apoio da Procuradoria-Geral do estado”, o que garante a legalidade desse procedimento.

“Após a aprovação da lei, o próximo passo é a publicação do decreto de regulamentação e do edital de credenciamento das empresas. Depois serão realizadas as consultas e identificadas as escolas que querem adotar o modelo”, acrescentou.

Ocupação da Assembleia Legislativa

Durante a tramitação do projeto que institui o programa, na Assembleia Legislativa do Paraná,  cerca de 200 estudantes ocuparam a galeria do plenário por 24 horas, a fim de pressionar os deputados a retirarem a matéria de pauta.

A estudante Larissa Souza, uma das lideranças estudantis do movimento contrário ao projeto, disse que a situação estava tranquila até o momento em que foram disparadas bombas de gás lacrimogênio contra os estudantes. “Quando passávamos pelas portas de vidro, os seguranças reagiram e, ao tentarem fechar a porta, o vidro acabou estourando por causa da pressão”, contou a liderança estudantil.

Diante da situação, foi solicitada a abertura de um inquérito na Polícia Civil do estado para apurar o caso, que acabou resultando na quebra de vidros e portas de acesso ao plenário, bem como de algumas cadeiras na galeria. (AB)

Em bicicleta elétrica, mulher morre após ser atropelada em Vilhena 

Na tarde desta quinta-feira, 6, um trágico acidente ceifou a vida de Maria Francisco Castro, de 54 anos, em Vilhena. O incidente ocorreu na Avenida Paraná, quando Maria, que estava em sua bicicleta elétrica, foi atingida por um veículo Gol branco. O impacto do acidente fez com que o carro capotasse, parando no meio da via pública.

Segundo relatos, Maria Francisco Castro, moradora do bairro Alto Parecis, estava realizando uma manobra em sua bicicleta elétrica quando foi surpreendida pelo veículo Gol que trafegava pela avenida. O motorista do carro não conseguiu desviar a tempo, resultando em um impacto violento. Com o choque, o Gol capotou, enquanto Maria foi lançada ao chão, sofrendo ferimentos graves.

Equipes de resgate foram rapidamente acionadas e chegaram ao local em poucos minutos. Infelizmente, apesar dos esforços dos socorristas, Maria não resistiu aos ferimentos e foi declarada morta ainda no local do acidente.

PF faz operação para prender 208 condenados ou foragidos no 8/1

 

Polícia Federal (PF) prendeu, nesta quinta-feira (6/6), pelo menos 48 pessoas em nova fase da Operação Lesa Pátria, deflagrada com o objetivo de identificar pessoas que financiaram e fomentaram os ataques às sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023, em Brasília.

O objetivo era capturar mais de 208 réus, que, deliberadamente, descumpriram medidas cautelares judiciais ou fugiram para outros países, com a intenção de se furtarem da aplicação da lei penal. Entre as mais de 200 pessoas, estão os 48 presos.

A PF continua realizando diligências para localização e captura de outros 160 condenados ou investigados considerados foragidos.

Os mandados de prisão preventiva foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 18 estados e no Distrito Federal.

Segundo o governo, os fatos investigados, em tese, constituem os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido.

As investigações continuam, pois a Operação Lesa Pátria é permanente, com atualizações periódicas sobre o número de mandados cumpridos e pessoas capturadas.

Em Cerejeiras, prefeita Liseth tem gestão marcada por aumento exorbitante do IPTU, denuncias no MP e até ocorrências na polícia

 

O mandato da prefeita de Cerejeiras, Lisete Marth, está chegando ao fim, mas as marcas de uma gestão atabalhoada ficarão marcadas, em especial no bolso no bolso da população, que agora terá que pagar até quatro vezes mais no valor do IPTU e ainda terá que arcar com o 13º salário da prefeita, aprovado na surdina juntamente com o aumento do IPTU. O caso gerou revolta entre os moradores que, de forma organizada, foram à Câmara Municipal cobrar uma posição dos vereadores.

Insatisfeitos com os rumos tomados pela prefeita Lisete Marth, que assumiu o mandato abandonado pelo ex-prefeito Airton Gomes, alguns moradores denunciaram os desmandos no Ministério Público do Estado enquanto outros registraram até boletim de ocorrência na delegacia relatando os abusos nos valores do IPTU.

Na sede do Paço Municipal, um dos denunciantes teria sido ignorado por servidores da Prefeitura após pedir explicações para o aumento nos valores do seu IPTU deste ano. O caso ganhou espaço na mídia regional, detalhando o descaso com o morador que, indignado com a situação, foi à delegacia de polícia registrar ocorrência.

Recentemente contribuintes de Cerejeiras começaram a receber em suas casas o “tão esperado” carnê do ITPU, o que acabou gerando novas denúncias. Bairros sem asfalto, sem iluminação, sem qualquer infraestrutura estão pagando IPTU como recebessem todos esses benefícios da prefeitura. E as denúncias não param por aí. Terrenos vazios pagando IPTU como se houvesse construção no local.

A insatisfação popular também chegou às redes sociais: uma charge assinada pelo artista Jonilson Souza circula nos grupos, exibindo uma imagem da gestora sorridente ao  entregar o novo e indigesto carnê de IPTU versão 2024.

Ironia à parte, a prefeita Lisete, que recebeu o cargo das mãos do então prefeito Airton Gomes, agora trabalha com o grupo para tentar devolver a prefeitura para Airton Gomes, que abandonou o mandato com dois anos de gestão, porém, como é sabido na cidade Gomes seria o articulador político da prefeita, aquele quem realmente manda, conforme comentam nos bastidores lideranças e analistas políticos do cenário cerejeirense.

Embora o espaço deste jornal eletrônico siga aberto para as explicações e esclarecimentos sobre os casos, até o fechamento deste nota as assessorias de imprensa da Prefeitura e Câmara Municipal não se manifestaram oficialmente.

 

A insatisfação popular também chegou às redes sociais: charge mostra uma alegre gestora, entregando o polêmico carnê do novo IPTU

 

 

 

Governo forma 310 novos policiais civis em Rondônia

A Segurança Pública de Rondônia passa a contar com 310 novos policiais civis que irão reforçar as ações policiais. O governo realizou solenidade de formatura dos novos integrantes da Polícia Civil do Estado de Rondônia (PCRO), nesta quinta-feira (6), em Porto Velho.

O governador de Rondônia, Marcos Rocha, destacou que os investimentos realizados na segurança pública reafirmam as ações da gestão estadual em proporcionar aos rondonienses mais segurança e bem-estar, com profissionais capacitados para atuar em qualquer situação. “A população passa a contar com novos policiais civis, para honrar o distintivo e a nossa estrela maior, que é o estado de Rondônia. O governo do estado tem investido na área da Segurança Pública, principalmente com a valorização dos nossos policiais. São ações que refletem positivamente na missão de defender e proteger a sociedade”, ressaltou.

INVESTIMENTOS

O governo de Rondônia, através da Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec) investiu R$ 5.469.918,77 (cinco milhões, quatrocentos e sessenta e nove mil, novecentos e dezoito reais e setenta e sete centavos), no valor global das bolsas de estudo dos novos policiais, e um total de R$4.627.150,00 (quatro milhões, seiscentos e vinte e sete mil, cento e cinquenta reais), referente às horas aulas.

Para o titular da Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec), Felipe Bernardo Vital, esses recursos não apenas garantem uma formação de excelência para os novos policiais, mas também refletem o empenho do governo de Rondônia em proporcionar condições ideais para o desempenho de suas funções.

De acordo com a diretora da Acadepol, delegada Rosilei de Lima, o curso de formação teve início em fevereiro deste ano, totalizando 110 dias, com 892 horas de aula no regime semi-internato, das 6h às 21h, de segunda a sábado. “Na formação os alunos aprenderam a investigar, solucionar crimes e utilizar armas de fogo. Treinaram também técnicas de imobilização e defesa pessoal, bem como, a registrar ocorrência, montar inquérito policial, e todo o processo penal na prática”, afirmou.

Os novos policiais passaram por processo de treinamento desenvolvido na Academia da Polícia Civil (Acadepol). Passam a integrar a corporação:

  • 147 agentes de polícia
  • 98 escrivães de polícia
  • 29 datiloscopistas
  • 17 técnicos em necrópsia
  • 10 médicos legistas
  • 9 delegados

CONCURSO

Os novos policiais foram aprovados no concurso da Polícia Civil do Estado de Rondônia, aberto em 2022, com provas realizadas em setembro do mesmo ano. Segundo demanda de inscritos do certame, 19.812 inscrições foram realizadas. O cargo mais disputado foi o de Agente de Polícia, com 10.831 candidaturas. O concurso foi realizado para as carreiras de Agente de Polícia, Datiloscopista, Escrivão, Técnico de Necropsia, Médico Legista e Delegado.