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7 julho 2026
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Autor de Mad Maria, escritor Márcio Souza, participa de seminário na Unir em Vilhena

Entre os dias 6 e 8 de maio acontece o XXVIII Seminário de Estudos Linguísticos e Literários (Sell). O evento, organizado pelo Departamento Acadêmico de Estudos Linguísticos e Literários (Dell) da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), será realizado presencialmente no campus UNIR de Vilhena. As inscrições para ouvintes podem ser realizadas neste  neste link.

O evento contará com a presença de renomados conferencistas, como a do romancista amazonense Márcio Souza, que participará de uma conversa e mesa de autógrafos no dia 7 de maio. O escritor também ministrará a palestra de encerramento do evento, no dia 8 de maio, com o tema “O processo histórico da Amazônia”. Márcio Souza é autor de livros como Mad Maria, Galvez – Imperador do Acre, História da Amazônia: Do período pré-colombiano aos desafios do século XXI, dentre outros. Márcio também é dramaturgo, editor e roteirista.

A 28ª edição do Seminário de Estudos Linguísticos e Literários traz como tema central “Línguas e Literaturas na/da Amazônia: Inter/Trans/Culturalidades e Políticas Linguísticas”. O Sell busca explorar e aprofundar temáticas cruciais como o papel das línguas indígenas, a preservação da LSB e o impacto das políticas linguísticas no ensino para grupos específicos, como indígenas, surdos e estrangeiros.

O evento visa reunir professores, pesquisadores e estudantes para uma reflexão profunda sobre o cenário das línguas e literaturas na região amazônica, realçando sua rica diversidade linguística e cultural. Além disso, serão abordados os avanços e desafios enfrentados pela literatura amazônica e indígena, cuja relevância tem crescido tanto nacional quanto internacionalmente nas últimas décadas.

Promover debates sobre como as inter/trans/culturalidades na Amazônia têm moldado a formação de professores, tanto no Ensino Superior quanto na Educação Básica, considerando o contexto de grande diversidade étnica, linguística e cultural presente em Rondônia é um dos demais objetivos do Sell.

 

Também estão entre os palestrantes o professor Francisco Foot Hardman, da Unicamp, e o professor Gilvan Müller de Oliveira, da UFSC. Além desses nomes destacados, a participação de professores da UNIR, da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) e Universidade Federal de Alagoas (UFAL) enriquecerão ainda mais as discussões e reflexões propostas pelo Seminário de Estudos Linguísticos e Literários.

SINTERO orienta professores leigos contratados em 1987 a fazerem novo requerimento

 

Após análise da CEEXT, profissionais que cursaram Logos II ou magistério até os anos 90 e foram contratados pelo Estado até 15 de março 1987, têm chance de inclusão na transposição, mediante apresentação de documentação específica. Sindicato oferece suporte para processo.

O SINTERO, após anos de lutas em busca da inclusão dos/das profissionais denominados/das como “professores(as) leigos(as)” contratados/as até 15 de março de 1987,pode comemorar a inclusão desses/dessas profissionais na transposição. A Comissão Especial dos Ex-Territórios Federais de Rondônia, do Amapá e de Roraima (CEEXT), responsável pela análise, está reavaliando os critérios de elegibilidade.

Diante dessa atualização nos critérios, o SINTERO oferece suporte aos profissionais interessados/as. Esses/essas devem procurar o sindicato em Porto Velho ou em suas regionais para obter mais informações sobre o procedimento de requerimento.

“Uma luta que há tempos temos traçado, e esse é passo importante para garantir o reconhecimento e os direitos desses e dessas profissionais na transposição”, disse a Presidenta do SINTERO, Dioneida Castoldi.

 

Mais de 20,3 milhões de contribuintes já enviaram declaração do IR

 

 

Mais de 20,3 milhões de declarações do Imposto de Renda 2024 já foram entregues online à Receita Federal, até as 9h desta quinta-feira (2), a 29 dias do prazo final para envio da declaração, que se encerra às 23h59 de 31 de maio

As entregas correspondem a 47,27% das 43 milhões de declarações de contribuintes que a Receita Federal estima receber este ano.

Quem tem que declarar?

Em 2024, está obrigado a entregar a declaração quem, no ano anterior, recebeu rendimentos tributáveis (salários, aposentadoria, aluguéis), entre 1º janeiro e 31 de dezembro, acima de R$ 30.639,90; ou recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200 mil, como Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), indenização trabalhista e pensão alimentícia.

No caso de a pessoa física ser um Microempreendedor Individual (MEI), se tiver recebido no ano anterior rendimentos acima dos limites citados, estará igualmente obrigado a apresentar a declaração do imposto de renda.

A pessoa física que constar como dependente na declaração de outra pessoa não deve fazer uma declaração própria, a não ser que tenha deixado esta condição ao longo de 2023 e se enquadre em uma das obrigatoriedades informadas pela Receita Federal.

A Receita Federal esclarece que pessoas com doenças graves e acima de 70 anos de idade não estão desobrigadas de entregar a declaração.

Como declarar?

Os contribuintes podem entregar a declaração de imposto de renda pela plataforma online (direto na internet), pelo aplicativo Meu Imposto de Renda disponível para smartphones e tablets, e, ainda, pela instalação do programa no próprio computador.

Os cidadãos também contam com a declaração pré-preenchida, com as informações recebidas pela Receita Federal via empresas, bancos, médicos e outros. O objetivo da Receita é facilitar o preenchimento e evitar erros. No entanto, todas as informações devem ser checadas e validadas pelo contribuinte antes do envio da declaração à Receita Federal.

A partir de 2022, passou a ser obrigatória a conta no conta de nível prata ou ouro no portal do governo federal para preencher e entregar a declaração pelo celular ou tablet.

Na entrega da declaração original, o número do recibo de entrega anterior é opcional. Ele é  usado somente para fazer uma vinculação com a declaração anterior. Porém, se a declaração for retificadora (para corrigir a anterior do mesmo ano), o número do recibo de entrega da declaração original é obrigatório.

A Receita Federal multa quem está obrigado a declarar e perde o prazo de 31 de maio. O valor da multa é de 1% ao mês de atraso, sobre o valor do imposto de renda devido, limitado a 20% do valor do imposto de renda. O valor mínimo da multa é de R$ 165,74.

arte imposto de renda 2024
Arte/Agência Brasil

Adolescente é encontrado morto em cemitério de Vilhena

 

O adolescente Cleberson Keller Nogueira, 17 anos, foi encontrado morto com um tiro nas costas, na manhã desta quinta-feira (2), no cemitério Cristo Rei, em Vilhena.Ele estava no velório de seu amigo Carlos Eduardo Nunes, que também foi assassinado, quando criminosos invadiram o local e dispararam. Ele não foi mais visto desde o ataque. Funcionários do cemitério encontraram o corpo do adolescente caído próximo de uma sepultura nesta manhã.

 

Mulher é executada em Vilhena

 

 

Mídia Rondônia -A vítima foi identificada como Paola Emanuele Alves da Silva, 34 anos. Ela foi assassinada na casa em que ela morava, no bairro Alto Alegre, em Vilhena. Um casal é suspeito do crime.

Paola foi encontrada em uma cama, em meio a manchas de sangue e de sutiã. Os disparos atingiram a cabeça e o torax.

Ainda não há pistas sobre a autoria ou a motivação do ataque a tiros. A Polícia investigará mais um homicídio na Cidade Clima da Amazônia.

Dia do Trabalhador: regulamentar inteligência artificial é essencial para manter empregos

O Brasil precisa fazer um debate sobre a regulamentação da inteligência artificial, para que as novas tecnologias não provoquem um “estrago inimaginável” no mercado de trabalho. A preocupação é do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, que fez um balanço dos avanços e desafios do mercado de trabalho brasileiro neste Dia do Trabalhador (1º), em entrevista exclusiva aos veículos da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

“Se não for regulada, a inteligência artificial vai provocar um estrago inimaginável no mercado de trabalho. Seja na comunicação, na tradução, no trabalho do teatro, do cinema, da educação. Na advocacia, no mundo judiciário, tudo isso vai ser atingido pela inteligência artificial, se não for regulado”, alertou.

Para ele, a sociedade precisa fazer um debate ético globalmente sobre o tema.

Marinho cita como exemplo os serviços de autoatendimento nos supermercados e a substituição dos serviços feitos pelos bancários pelo atendimento automático. “Hoje em dia, você entra no mercado e já tem as maquininhas de autopagamento. Cada vez que você usa, você está prestando o serviço para a empresa que está te vendendo. Então,  além de explorado pelo seu consumo, você está prestando o serviço para ele, diminuindo o custo para ele, mas quantos empregos você eliminou?”, questiona.

Ele lembra que, há cerca de duas décadas, o Brasil tomou uma decisão importante: a de não substituir o trabalho de frentistas e de cobradores de ônibus por soluções tecnológicas. “Pensar o emprego, o mercado de trabalho, as tecnologias e toda essa inovação tecnológica de forma regulada me parece o melhor caminho”, defende.

Motoristas de aplicativo

Um dos temas que já está em debate no país é a regulamentação do trabalho de motoristas por aplicativo. A proposta tramita na Comissão de Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados e deve ser encaminhada para votação em plenário no dia 12 de junho.

Segundo Marinho, o governo admite mudanças no projeto de lei que trata da questão, desde que garanta os direitos dos profissionais. “Não há problema nenhum para o governo de ajustar o projeto, a única preocupação do governo é proteger os trabalhadores. As empresas terão que ser enquadradas, é disso que se trata a lei”.

Ele percebe que a rejeição dos motoristas à proposta vem diminuindo, à medida que o governo tem conversado com a categoria e explicado as mudanças propostas. Segundo o ministro, o governo garante que a proposta é mais vantajosa para os motoristas. “Posso garantir que, se aprovado do jeito que está, sem mudar nenhuma vírgula, com a remuneração mínima você vai levar mais dinheiro para casar com a jornada que você faz”.

A média de remuneração no Brasil para esse tipo de trabalho é R$ 43 por hora, e o projeto prevê uma remuneração mínima de R$ 32,10 por hora. “Mas essa é a remuneração mínima e não máxima, igual venderam para os motoristas”, explicou o ministro, garantindo que a empresa que descumprir a determinação será fiscalizada e punida.

Desoneração

O ministro criticou o “vai e vem” do texto sobre a prorrogação da desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia. A medida já passou pelo Congresso e agora está em análise no Supremo Tribunal Federal (STF). “Esse vai e vem é um complicador. É preciso ter previsibilidade, ter segurança. Eu creio que talvez o Congresso não soube ouvir as razões do ministro Fernando Haddad [da Fazenda], as razões do governo em relação a isso e intermediar melhor esse diálogo”, disse.

Marinho afirma que não há comprovação de que a desoneração tenha gerado empregos e nem que a retirada do benefício vai aumentar o desemprego no país, como argumentam as empresas, pois a atividade econômica está em expansão. “Portanto, é plenamente possível fazer essa transição”, acredita.

Para Marinho, o ideal é que esse debate seja colocado na reforma tributária. “Aí você analisa o que é possível ou não isentar, como balizar as folhas de pagamento, qual o tamanho da tributação que você tem. O ideal é que a folha seja desonerada, mas no todo, e olhando o equilíbrio a partir de uma reforma tributária ampla”.

Trabalho escravo

No ano passado, foram resgatados 3.240 pessoas em trabalho análogo à escravidão, o maior número de resgatados nos últimos 14 anos, com pagamento de R$ 13 milhões em verbas salariais e rescisórias, o maior número de ações fiscais e de pagamentos em um ano da história. Outro recorde registrado foi a inclusão de 248 empregadores na Lista Suja do trabalho escravo, considerada a maior inclusão já realizada na história. As atividades econômicas com maior número de empregadores incluídos na atualização são trabalho doméstico, cultivo de café, criação de bovinos, produção de carvão e construção civil.

Para o ministro, os números podem ser explicados pelas mudanças introduzidas na reforma trabalhista de 2017, que aumentou a precarização do trabalho. “Os elos das cadeias produtivas vão apertando a sua lucratividade e, muitas vezes, o último elo dessas contratações acaba sendo muito achatado e acaba provocando o trabalho precário, o trabalho indecente, o trabalho que leva à condição do trabalho análogo da escravidão”.

Ele também cita que a recriação do Ministério do Trabalho e a intensificação das fiscalizações contribuíram para o aumento no número de autuações.

Motivos para comemorar

A geração de empregos e a valorização salarial são citadas pelo ministro como motivos para os trabalhadores brasileiros comemorarem esse 1º de maio.

“Nós passamos um período sem aumento real do salário mínimo, com a tabela de Imposto de Renda congelada, portanto os trabalhadores passando a ganhar menos porque o imposto de renda ia comendo os reajustes de inflação, mas sem ganho real. Nós retomamos uma política vigorosa de crescimento do poder de compra do salário mínimo, ou seja, aumento além da inflação”.

Ele também cita o aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até dois salários mínimos por mês. A promessa de campanha do presidente Lula é isentar quem ganha até R$ 5 mil até o final do governo.

“Isso é uma grande conquista, pois faz elevar a capacidade de consumo dos menores salários. Casado com a política de valorização do salário mínimo, nós tivemos aqui um crescimento importante do poder de compra desse salário”, diz.

Mega-sena acumula e prêmio vai para R$ 28 milhões

 

Nenhuma aposta acertou as seis dezenas do Concurso 2.719 da Mega-Sena, sorteadas nesta terça-feira (30). Os números são 16 – 25 – 27 – 30 – 42 – 48

Com isso, o prêmio da faixa principal para o próximo sorteio, no sábado (4), está estimado em R$ 28 milhões.

A quina teve 39 apostas ganhadoras, e cada uma vai receber R$ 45.515,78. Já a quadra registrou 2.110 apostas vencedoras, e cada ganhador receberá prêmio de R$ 1.201,83.

As apostas para o próximo concurso podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.

O jogo simples, com seis dezenas marcadas, custa R$ 5.

Contran permite que motoristas solicitem o cancelamento da CNH

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran), vinculado ao Ministério dos Transportes, publicou uma resolução que permite aos motoristas solicitar o cancelamento da própria Carteira Nacional de Trânsito (CNH) sem a necessidade de apresentar motivação, no departamento estadual de trânsito (Detran) responsável pelo registro. Uma CNH comprova que o condutor está apto a dirigir veículos para os quais está habilitado em todo território nacional.

O Ministério dos Transportes explica que a solicitação de cancelamento do registro da CNH terá como consequência a retirada do condutor da base nacional do Registro Nacional de Condutores Habilitados (Renach). “Desta maneira, caso o cidadão deseje voltar a dirigir, deverá iniciar novo processo de primeira habilitação”, diz a nota.

Segundo a pasta, os motoristas habilitados nas categorias C, D e E, que estão autorizados a conduzir vans, ônibus e caminhões, podem solicitar o cancelamento da CNH para não serem obrigados a fazer o exame toxicológico e, consequentemente, evitariam a aplicação de penalidades, caso não façam o teste. O exame laboratorial é exigido de todos os condutores das três categorias com habilitação válida, mesmo que estejam sem dirigir há bastante tempo.

“Os motoristas das categorias C, D e E, que não têm mais a intenção ou não precisam dirigir esses veículos ou já não exercem mais uma atividade remunerada na direção, têm até o 30º dia após o vencimento do exame [toxicológico] para poder pedir o rebaixamento dessa CNH e, assim, não pagar a multa”, explica a diretora de Comunicação da Associação Brasileira de Toxicologia (ABTox), Camille Lages.  A partir do 31º dia, eles já terão que arcar com a multa do Código Nacional de Trânsito, pelo simples fato de não fazer o exame toxicológico”

Outra possibilidade é o motorista profissional pedir ao Detran estadual o rebaixamento das categorias C, D e E para as habilitações mais comuns no país, a A e B. A categoria A é destinada à condução de motocicletas, triciclos, motonetas e outros veículos de duas rodas. No tipo B, a pessoa pode conduzir veículos de quatro rodas com capacidade para até oito passageiros.

De acordo com Ministério dos Transportes, tanto a mudança das categorias C, D ou E para as categorias B e AB, como a solicitação de cancelamento da CNH, até o 30º dia após o vencimento do prazo para realização do exame toxicológico afasta a possibilidade da multa de R$ 1.467,35 e sete pontos na CNH por infração gravíssima.

Exame toxicológico 2024

Em 2024, precisam atualizar o exame toxicológico até esta terça-feira (30), os motoristas profissionais com a CNH nas categorias C, D e E, com prazos de validade entre janeiro e junho, de qualquer ano. “Assim, solicitando hoje, 30 de abril, o cancelamento junto ao Detran, [o motorista] estará respaldado e não incorrerá em infração de trânsito”, esclareceu o Ministério dos Transportes, a poucas horas do fim do prazo, nesta terça.

O segundo grupo de motoristas profissionais com a CNH com validade entre julho e dezembro, têm até 31 de maio deste ano para realizar exame toxicológico.

A diretora Camille Lages explica que estes condutores, especificamente, ainda poderão ser beneficiados pela nova resolução do Contran, se pedirem o rebaixamento da CNH ou cancelamento nos próximos dois dias. Contudo a resolução terá impacto mesmo nos próximos vencimentos.

“Todos os meses, há motoristas precisando fazer o exame {toxicológico]. Então, eles precisam saber que se têm a CNH nestas categorias que não são usadas por alguma razão ou não precisam mais dela, o melhor é realmente pedir o rebaixamento, que aí ficam livres disso tudo”, orienta a diretora da ABTox.

PF mira quadrilha do Bolsa Família em Rondônia

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira, 30, a Operação Identidade Oculta, para combater o crime de estelionato e uso de documento falso perante às Agências da Caixa Econômica Federal em Porto Velho/RO.

A operação teve início a partir de desdobramentos de uma prisão em flagrante realizada no mês de abril/24, quando um indivíduo compareceu à uma agência da capital portando um documento falso, com a intenção de sacar um benefício.

Através das investigações, descobriu-se que existe uma rede de criminosos que atua oferecendo valores a pessoas em situação de vulnerabilidade em troca da utilização de documento falso para abertura de contas e saques de benefícios como FGTS e Bolsa Família.

Foi cumprido um mandado de busca e apreensão na residência do investigado, expedido pela 7 Vara Federal, a fim de obter mais elementos de informação que possam auxiliar na condução do inquérito policial.

O nome da Operação “Identidade Oculta” faz referência a utilização dos documentos de identidade falsificados para aberturas de conta e obtenção de benefícios de forma fraudulenta.

MP obriga retorno de registros de ocorrências pelas UNISPs em Porto Velho

Desde esta terça-feira (30), foi reestabelecido o serviço de registro de ocorrência na Delegacia da Mulher (DEAM) e de Proteção à Criança (DPCA), de segunda a sexta até as 13h30. O atendimento havia sido suspenso no dia 2 de fevereiro deste ano pela Delegacia Geral em todas as delegacias localizadas nas UNISPs. Até então, os registros de ocorrências estavam concentrados somente na Central de Ocorrências.

A retomada do serviço atende um dos pedidos constantes na Ação Civil Pública protocolada pelo MPRO, por meio das Promotorias da Segurança Pública, da Infância e Violência Doméstica, em função do impacto gerado com a mudança, que ocasionou uma demanda reprimida, dificuldade de acesso, por conta do entrave geográfico e financeiro para as vítimas, em especial crianças e as mulheres. Conforme explicou a Promotora de Justiça Alba da Silva Lima, “dentre os obstáculos , a Central de Ocorrência que fica localizada na rua Duque de Caxias, obriga que uma vitima por exemplo, da Zona Leste, precisa se se utilizar de dois ônibus”.

Agregaram a ACP os Promotores de Justiça André Almeida; Yara Travalon e Tâmera Padoin. Eles justificaram que a desativação do serviço, significou o fechamento das delegacias, porque o primeiro contato da população que precisa da polícia é por meio do registro de ocorrência.As tratativas para o serviço retomar nas outras duas UNISPs estão em andamento.

A Promotora de Justiça da Curadoria da Segurança Pública, Alba da Silva lima, em suas alegações, ponderou que mesmo não havendo transporte direto, a Central de Ocorrência foi inaugurada, desestruturando as UNISPs. A medida também provocou o deslocamento do efetivo para a referida Central, o que inviabilizou a política da segurança pública da capital, inclusive respingando na Polícia Militar, que passou a ser solicitada por pessoas que precisavam de apoio para ir à Central de Ocorrência ou pedindo que os policiais militares fizessem o registro por eles, o que não é possível.

Em audiência conciliatória realizada na 2ª Vara da Fazenda Pública, no último dia 23, ficou acordado que, inicialmente, seria retomado o registro de ocorrências, inicialmente na DEAM e DPCA de segunda a sexta , nos mesmos moldes de funcionamento anterior.

Do mesmo modo ficou ajustada a necessidade de reabrir mais centrais de polícia na capital, para que a população tenha acesso com mais facilidade, principalmente essas vítimas mais sensibilizadas, que são a criança e a mulher.

Os promotores reforçaram ainda a necessidade de a Polícia Civil dar publicidade acerca do retorno das ativiades na DEAM e na DPCA para que a população saiba, ao mesmo tempo em que colocaram o MP à disposição para receber reclamações, do usuário que não conseguir o devido atendimento.

 

Fonte: MP-RO