Uma mulher de 32 anos, identificada como Soraya da Silva Leite, foi assassinada a tiros na tarde deste sábado (7) em uma residência localizada na Rua Bidu Saião, no bairro Aponiã, em Porto Velho (RO).
De acordo com as primeiras informações, dois criminosos encapuzados, que chegaram ao local em uma motocicleta, invadiram a casa e passaram a efetuar disparos contra a vítima. Soraya ainda tentou escapar, mas foi atingida por aproximadamente cinco tiros e morreu no local antes da chegada do socorro.
Após o crime, os suspeitos fugiram rapidamente e tomaram rumo ignorado. Até o momento, ninguém foi preso.
Equipes da Polícia Militar foram acionadas e isolaram a área para os trabalhos da perícia técnica. Em seguida, o rabecão do Instituto Médico Legal (IML) realizou a remoção do corpo para os procedimentos de necropsia.
O caso será investigado pelas autoridades competentes, que buscam esclarecer a motivação do crime, bem como identificar e localizar os autores do homicídio.
A medida busca reforçar e dar mais agilidade às apurações que já são realizadas pela delegacia, segundo a Polícia Civil. O Ministério Público do estado (MP-MT) também abriu procedimento após a repercussão do caso.
As mensagens vieram de um celular funcional da delegacia, que foi furtado em outubro do ano passado, de acordo com a polícia. O g1 teve acesso ao material. Os regis mostram a existência de um grupo intitulado “DHPP/Assuntos Oficiais”, uma referência à Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa, o nome da unidade.
Um print datado de 6 de novembro mostra uma conversa sobre uma detenta. Um dos participantes escreve: “uma escaldada nessa piranha, rapaz, pode comer”, seguido de risada. No mesmo grupo, uma mulher reage com surpresa à mensagem dizendo “Que isso”
À época do vazamento das conversas, com prints compartilhados pelo WhatsApp, o delegado titular Bruno França afirmou à imprensa que trechos das conversas foram apagados e editados para prejudicar o trabalho da Polícia Civil e sugerir condutas ilegais da equipe.
O g1 submeteu os prints à verificação do Foto Forensics, ferramenta que indica possíveis alterações em imagens, e o resultado apontou que não houve adulteração no conteúdo das mensagens.
Em nota, a Polícia Civil informou que irá apurar a autenticidade dos prints e o contexto em que foram postados, assim como possível desvio de conduta de policiais.
Diferente das estratégias tradicionais adotadas pelos grandes partidos, o PSOL em Rondônia inicia um novo ciclo político apostando na renovação de lideranças, com foco especial em nomes do interior do estado, historicamente excluídos dos espaços de poder político e econômico.
Sob nova direção, o partido passa por um processo de reestruturação interna conduzido pelo ativista político Geneci Gonçalves, atual presidente estadual da legenda. Segundo ele, o objetivo é fortalecer o PSOL nos municípios, ampliar a base social do partido e preparar o terreno para as próximas eleições.
“Rondônia tem lideranças populares fortes, comprometidas com a justiça social, mas que nunca tiveram oportunidade real de disputar espaços de poder. O PSOL quer ser esse instrumento”, afirma Geneci.
Interior
Ao lado de outras lideranças, como o ex-vereador e ex-vice-prefeito de Nova Mamoré, Isaías Fernandes, e o empresário e jornalista Juliano Plácido, proprietário do jornal Folha dos Municípios, o PSOL prepara uma agenda de visitas ao interior que começa já na próxima semana.
A caravana terá como foco a reestruturação dos diretórios municipais, o diálogo com lideranças comunitárias, movimentos sociais e sindicais, além de uma campanha de filiação voltada principalmente a trabalhadores, jovens e ativistas que nunca participaram da política institucional.
Projeto eleitoral
Geneci Gonçalves acredita que, com a nova estratégia, o partido tem condições reais de eleger um deputado estadual em Rondônia e ainda contribuir para a eleição de um deputado federal do campo progressista, fortalecendo a representação popular no Congresso Nacional.
“O PSOL já tem uma bancada federal combativa, reconhecida nacionalmente pela defesa da democracia, dos direitos humanos e da justiça social. Em Rondônia, queremos mostrar que o povo também pode ter voz na Assembleia Legislativa”, destaca o dirigente.
A nova fase do PSOL em Rondônia busca romper com a lógica da política concentrada nas capitais e nos grandes grupos econômicos, apostando em uma construção coletiva, enraizada nos municípios e nas lutas sociais.
“O foco é fortalecer o partido, ampliar a participação popular e mostrar que é possível fazer política com princípios, coragem e compromisso com o povo”, conclui Geneci.
O corpo da professora Juliana Santiago, morta após ser atacada por um aluno dentro de uma sala de aula do Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca), em Porto Velho, foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) na tarde deste sábado (7). Em seguida, o corpo foi transladado para Salvador (BA).
Segundo informações apuradas pelo g1, o traslado teve início por volta das 16h, com saída de Porto Velho. A família não divulgou o horário nem o local do velório, que deve ocorrer em Salvador.
De acordo com testemunhas, o crime aconteceu depois da aula. O aluno do 5° período de direito, João Cândido, aguardou a professora ficar sozinha e começou uma discussão. Na sequência, ele atacou Juliana a facadas. Ela foi atingida nos dois seios, além de sofrer uma laceração no braço.
Juliana foi socorrido por alunos e levada até o Hospital João Paulo II, mas morreu antes mesmo de ser atendida.
Após o crime, João tentou fugir, mas foi rendido por um aluno que é policial militar. Imagens feitas por pessoas que estavam na instituição mostram o homem sendo contido logo após o ataque. (Veja a imagem acima)
Em depoimento à polícia, João afirmou que manteve um relacionamento com a professora por cerca de três meses e que cometeu o crime por vingança, após saber que ela teria retomado o relacionamento com o ex-marido. A versão, no entanto, não foi confirmada pela família da professora nem pelas autoridades.
Ainda segundo o relato do autor à polícia, a faca usada no crime teria sido dada pela própria professora. Ele afirmou que, um dia antes do ataque, Juliana lhe presenteou com um doce de amendoim dentro de uma vasilha, acompanhado da faca utilizada no homicídio.
A faculdade emitiu uma nota de pesar e suspendeu as aulas por três dias. Várias instituições também lamentaram a morte da professora e repudiaram o crime. (G1)
Mais de 2,9 mil homens tiveram o pênis amputado no Brasil entre 2021 e 2025 em decorrência do câncer de pênis. No mesmo período, a doença também levou à morte mais de 2,3 mil pessoas, segundo dados do Ministério da Saúde.
Considerado um tipo de tumor raro, o câncer de pênis pode ser evitado com algumas atitudes simples: higiene adequada na região íntima, vacinação contra o HPV e cirurgia de postectomia (remoção do prepúcio).
De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) um dos principais pontos é a higiene correta. Quando o homem tem o prepúcio, isso acaba acumulando urina, que é ácida e pode causar fibrose (um acúmulo de tecido) e inflamações.
Quais são os sinais de alerta?
A incidência do câncer de pênis aumenta com a idade, com pico entre 50 e 70 anos. Ainda assim, especialistas alertam que homens de qualquer faixa etária devem ficar atentos aos sinais.
Entre os principais sintomas estão:
feridas que não cicatrizam;
verrugas ou caroços persistentes;
secreção com odor forte sob o prepúcio;
áreas endurecidas ou avermelhadas;
sangramentos na glande;
coceira persistente.
Ao perceber qualquer alteração, o homem deve procurar atendimento médico.
Os médicos explicam que o diagnóstico precoce trata a maior parte dos pacientes e sem a necessidade de uma amputação total. Isso porque quando a doença está em estágio inicial, é possível retirar apenas o tumor e preservar o pênis. (G1)
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária investiga seis mortes por pancreatite e pancreatite aguda associadas ao uso de canetas emagrecedoras. Desde 2020, o país vem registrando um aumento alarmante no número de casos suspeitos da doença.
De acordo com um levantamento do VigiMed, sistema utilizado pela Anvisa para monitorar eventos adversos relacionados a medicamentos, foram registradas 145 notificações de suspeitas de pancreatite associadas ao uso das chamadas “canetas emagrecedoras” entre janeiro de 2020 e dezembro de 2025. Se considerar também dados de pesquisas clínicas, o número pode chegar a 225.
Desse total, 59 registros citam hospitalização ou internação prolongada e seis casos resultaram em mortes.
Segundo a Anvisa, as mortes podem estar associadas aos medicamentos Saxenda (3), Ozempic (2) e Mounjaro (1). Esses medicamentos são direcionados ao tratamento de diabete tipo 2 e obesidade, mas começaram a ser amplamente usados para o emagrecimento ao redor do mundo.
No início de fevereiro, o Reino Unido emitiu um alerta sobre o aumento de casos de pancreatite relacionada ao uso das canetas emagrecedoras. Segundo a A Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA) no Reino Unido, o país registra 19 mortes, 24 casos de pancreatite necrosante, quando há a morte do tecido pancreático, e 1.296 notificações da doença relacionada ao uso dos medicamentos.
O que é pancreatite
A pancreatite é a inflamação do pâncreas, que pode ser aguda ou crônica. Entre os sintomas, estão dor abdominal, febre, náusea, vômitos e diarreia. Nos casos mais graves, a doença pode levar à morte do paciente.
Entre as substâncias ligadas aos casos de pancreatite investigados pela Anvisa estão semaglutida, liraglutida, dulaglutida e tirzepatida, presentes nas canetas emagrecedoras. (DCM)
Jeffrey Epstein e o ex-chefe de campanha de Donald Trump, Steve Bannon, trocaram mensagens sobre a necessidade de financiar organizações católicas como forma de se infiltrar no Vaticano com o objetivo de derrubar o papa Francisco.
A informação consta em documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
Em uma troca de e-mails, Bannon diz a Epstein: “Vamos derrubar Francisco”. Na mesma mensagem, acrescenta que também deveriam atacar Hillary e Bill Clinton, o presidente da China, Xi Jinping, e a União Europeia.
Diversas mensagens revelam a obsessão de Epstein pelo Vaticano e uma aliança perturbadora com Bannon para o que chamavam de “purificar” a Igreja. Epstein também demonstrava grande interesse pela política externa do Vaticano. Por isso, passou a financiar organizações beneficentes católicas por meio de sua fundação e enviou integrantes de sua equipe para eventos ligados ao Vaticano.
Em uma das conversas, Epstein incentiva a cruzada de Steve Bannon contra o papa Francisco. O aliado de Trump chegou a brincar dizendo que Epstein era agora produtor executivo de um projeto com o codinome “ITCOTV”, em referência a um livro que aborda segredos da Santa Sé.
A resposta de Epstein, que morreu na prisão em 2019, foi uma única palavra enigmática: “Pornografia”. Bannon reagiu com a frase: “Vou derrubar Francisco”.
Conversa entre o criminoso sexual Jeffrey Epstein e o ex-chefe de campanha de Donald Trump, Steve Bannon. Foto: Reprodução
As revelações destacam os vínculos de Epstein com setores católicos ultraconservadores, aos quais Bannon se aproximou, sobretudo em oposição às reformas promovidas pelo papa Francisco. O pontífice, por sua vez, fez críticas duras ao tráfico de pessoas e à exploração sexual, que classificava como “escravidão moderna” e “violação da dignidade humana”.
Esses são justamente os crimes pelos quais Epstein foi condenado: tráfico de dezenas de meninas, além de exploração e abuso.
Esse grupo passou a financiar campanhas contra o Pontífice em veículos alinhados, tanto nos Estados Unidos quanto na Europa. O próprio Bannon se estabeleceu em Roma entre 2018 e 2019, hospedado no luxuoso Hotel de Russie, onde fez declarações públicas de hostilidade. No período, reuniu-se com o político de extrema direita Matteo Salvini, líder da Liga e atual vice-primeiro-ministro no governo de Giorgia Meloni, além de outros dirigentes populistas europeus.
A ofensiva contra Francisco ganhou força em agosto de 2018, quando o arcebispo Carlo Maria Viganò, ex-núncio em Washington, acusou o Papa de ter acobertado os abusos do cardeal Theodore McCarrick e pediu sua renúncia. Viganò acabou excomungado em 2024, mas, durante anos, foi a principal voz de uma corrente que chegou a flertar com um rompimento dentro da Igreja e teve atuação intensa no último conclave.
Francisco tinha plena ciência dessa campanha. Tornou-se conhecida sua reação em setembro de 2019, durante uma viagem a Moçambique, quando o jornalista francês Nicolas Senèze, do diário católico La Croix, lhe presenteou no avião um livro recém-lançado, Como os EUA querem mudar o Papa. O pontífice recebeu o exemplar com bom humor e comentou: “Para mim, é uma honra que os americanos me ataquem”.
As mensagens trocadas com Jeffrey Epstein também expõem a atuação política de Bannon na Europa, onde tentou articular o projeto The Movement, uma rede de partidos populistas destinada a enfraquecer a União Europeia por dentro. Nesse intervalo, encontrou-se com Silvio Berlusconi e com Beppe Grillo, líder do Movimento Cinco Estrelas (M5S). Ainda assim, o nome que mais aparece nas trocas é o de Matteo Salvini: 89 menções em 30 mensagens, segundo veículos italianos. À época, Salvini integrava um governo de coalizão com o M5S. Ele afirmou agora não conhecer Epstein e disse ter visto Bannon apenas uma vez. A Liga declarou que se trata de “mensagens ridículas” e de bravatas sem base real por parte do ex-assessor de Donald Trump.
Canalhas unidos
Entre março de 2018 e maio de 2019, Bannon relatou a Epstein seus movimentos para impulsionar a extrema direita nas eleições europeias de maio de 2019. “Estou focado em arrecadar fundos para Le Pen e Salvini, assim eles podem concorrer com listas completas”, escreveu em 5 de março. Cinco dias depois, afirmou: “Agora sou conselheiro da Frente [Nacional, de Le Pen], de Salvini, da AfD, de Orbán e de Farage. Podemos saltar de 92 para 200 cadeiras e bloquear qualquer lei sobre criptomoedas ou sobre o que quisermos”. Naquele pleito, a Liga obteve seu melhor resultado histórico, com 34,26% dos votos, o que encorajou Salvini a tentar derrubar o governo e forçar eleições antecipadas — uma aposta que terminou em fracasso.
Em dezembro de 2018, em meio à crise dos coletes amarelos na França, Bannon escreveu a Epstein: “A direita agora tem a classe trabalhadora ao seu lado por causa da imigração. Macron desabou. Merkel acabou. Na próxima primavera vencemos com 60% no Parlamento Europeu”. Epstein respondeu elogiando: disse que ele fazia um “ótimo trabalho” e comentou: “Esperemos que você esteja sentado no colo de Salvini”. Bannon rebateu: “Pelo contrário”. O financista encerrou com ironia: “Lol. Mas ele não percebe. Ah, o poder da escuridão”.
Também veio a público um vídeo de uma longa entrevista entre Bannon e Epstein, gravada em 2019, pouco antes da prisão do financista. Na gravação, os dois conversam sobre política, economia e outros temas, demonstrando uma proximidade maior do que a conhecida até então. O material reacendeu o debate sobre a rede de contatos de Epstein com figuras poderosas e nomes influentes da mídia.
A professora de Direito e escrivã da Polícia Civil de Rondônia Juliana Mattos de Lima Santiago, de 41 anos, foi assassinada na noite de sexta-feira (6) dentro de uma sala de aula de uma faculdade particular em Porto Velho. O crime ocorreu logo após o término da aula e, segundo as investigações iniciais, foi motivado pela reprovação do aluno João Junior em uma disciplina no semestre anterior, por diferença de apenas três décimos na média final.
De acordo com informações apuradas pela polícia, e informadas pelo portal Guajará Conectado, o estudante não aceitou o resultado acadêmico e passou a demonstrar comportamento obsessivo em relação à professora.
No primeiro dia de aula do novo semestre, ele adotou uma postura considerada incomum por colegas: sentou-se na primeira fila, manteve atenção constante e fixou o olhar na docente durante toda a aula, sem interações com outros alunos.
Após o encerramento da atividade, quando a maioria dos estudantes já havia deixado a sala, o agressor fechou a porta e atacou Juliana com uma faca. A professora foi atingida por vários golpes. Funcionários e alunos acionaram o socorro imediatamente. Ela foi levada em estado grave ao Hospital João Paulo II, principal unidade de emergência da capital, mas não resistiu aos ferimentos.
A Polícia Militar chegou rapidamente ao local e conseguiu deter o suspeito ainda dentro da instituição de ensino. Ele foi conduzido à delegacia e permanece preso, à disposição da Justiça.
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do homicídio, o histórico de comportamento do agressor, eventuais registros de conflitos anteriores e possíveis falhas nos protocolos de segurança da faculdade.
Juliana Mattos de Lima Santiago conciliava a carreira acadêmica com a atuação como escrivã da Polícia Civil, função que exercia havia anos. Colegas de trabalho e alunos relataram que ela era reconhecida pela postura técnica, rigor acadêmico e dedicação ao ensino.
Preso em flagrante após ser contido por testemunhas e seguranças, João Cândido da Costa Junior, de 24 anos, confessou ter assassinado a professora Juliana Mattos de Lima Santiago, na noite desta sexta-feira (6), dentro da Faculdade Fimca, em Porto Velho (RO). À polícia, ele afirmou que mantinha um relacionamento amoroso com a vítima e que foi “tomado pelo ódio” no momento do crime.
Equipes do 9º Batalhão da Polícia Militar foram acionadas após a informação de que uma professora havia sido ferida com golpes de faca no interior da instituição de ensino. Ao chegarem ao local, os policiais foram informados pela equipe de segurança que a vítima já havia sido levada por acadêmicos, em um veículo particular, ao Hospital João Paulo II. O agressor, por sua vez, permanecia detido em uma sala próxima, após ser imobilizado.
Na sala onde ocorreu o ataque, os policiais localizaram a faca utilizada no crime, além de pertences pessoais do criminoso e da vítima, que foram apreendidos para investigação.
Criminoso foi contido por acadêmico policial e delegado
Após atacar a professora, João Cândido tentou fugir pelo interior do prédio, mas foi perseguido e contido por alunos na parte inferior da faculdade. Um dos responsáveis pela imobilização é acadêmico da instituição e policial militar, que ouviu os gritos, presenciou a professora ferida e iniciou a perseguição ao agressor, após orientar outros estudantes a prestarem socorro à vítima.
Também participou da contenção um professor da Fimca, que é delegado da Polícia Civil. Ele relatou que desceu de sala após ouvir a confusão e encontrou o agressor já imobilizado, sendo informado naquele momento de que uma professora havia sido esfaqueada.
Confirmação da morte
O criminoso apresentava ferimentos nos braços e nas pernas e foi encaminhado inicialmente para atendimento médico. Em seguida, foi conduzido ao Departamento de Flagrantes.
No Hospital João Paulo II, a equipe médica confirmou a morte de Juliana Mattos de Lima Santiago. A professora deu entrada na unidade já sem sinais vitais, com perfurações no tórax e uma lesão profunda no braço, provocadas pelos golpes de faca.
Relatos de quem presenciou o crime
Um acadêmico que estava em uma sala próxima relatou que ouviu um barulho estranho e, ao se aproximar, encontrou a professora caída no chão, tentando conter o sangramento no braço, em estado gravíssimo.
Confissão do autor
Durante atendimento médico, João Cândido afirmou aos policiais que manteve um relacionamento amoroso com a professora por cerca de três meses. Segundo ele, no último mês teria percebido um distanciamento por parte da vítima.
Ainda conforme o relato, há pouco tempo a própria professora teria lhe dado um doce acompanhado de uma faca, a mesma usada no ataque. Ele disse que guardou o objeto e aguardou o momento em que ficou sozinho com a vítima em uma sala de aula para conversar sobre o relacionamento.
Após uma discussão, o agressor afirmou que foi dominado pela raiva e desferiu diversos golpes de faca contra a professora, não sabendo informar a quantidade exata. Em seguida, tentou fugir, mas foi contido por alunos.
Objetos apreendidos
No Departamento de Flagrantes, o criminoso reconheceu como seus uma mochila azul e um relógio encontrados no local. Dentro da mochila havia objetos pessoais, materiais de estudo, roupas, uma lata de cerveja vazia, entre outros itens. Todo o material, juntamente com a faca utilizada no crime e os pertences da vítima, foi apreendido e anexado ao inquérito.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que irá apurar todos os detalhes do crime e a responsabilidade penal do acusado. (Rondoniagora)
Ela morreu após ser atacada a facadas por um aluno dentro de uma sala de aula da Fimca em Porto Velho, na noite desta sexta-feira (6). O crime ocorreu enquanto Juliana Mattos de Lima Santiago ministrava aula de Direito Penal.
Testemunhas relataram que o agressor é aluno da instituição. Ele foi rendido por pessoas que estavam no local e entregue à polícia. A professora chegou a ser socorrida com vida e levada ao Pronto-Socorro João Paulo II, mas não resistiu aos ferimentos. Até o momento, a causa do ataque não foi informada.Além de professora, Juliana era escrivã da Polícia Civil de Rondônia.