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5 maio 2026
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Sábado nublado com pancadas de chuva em RO

A previsão do tempo para a Região Norte do país, neste sábado (7), indica céu com muitas nuvens para toda a região e chuvas de diferentes intensidades com trovoadas para quase todos os estados ao longo do dia. As precipitações devem cobrir quase toda a região durante todo o dia e ter maior intensidade à tarde. Há, ainda, previsão de possibilidade de queda de granizo para o Tocantins durante o início do dia.

Pela manhã, a previsão é de muitas nuvens e possibilidade de chuvas isoladas para quase toda a região — à exceção de Roraima, oeste do Amapá e noroeste do Pará, onde não deve chover —, com maior intensidade e acompanhadas de trovoadas em todo o Tocantins e centro-sul do Pará. Há, ainda, possibilidade de queda de granizo para o extremo-sudeste do Tocantins.

Durante a tarde, as chuvas se intensificam em toda a região e as pancadas de chuva com trovoadas se restringem ao Acre, Rondônia, Tocantins, centro-sul e nordeste do Pará, centro-sul e oeste do Amazonas e extremo-leste do Amapá.

À noite, as pancadas de chuva com trovoadas se restringem ao Tocantins, Rondônia, centro-sul do Pará e centro-sudeste do Amazonas, enquanto as chuvas perdem força mas se mantêm sem trovoadas no Acre, sudoeste do Amazonas, litoral nordeste do Pará e extremo-leste do Amapá. O restante da região escapa das precipitações à noite.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta de perigo potencial de chuvas intensas para quase toda a região — à exceção do Acre, sudoeste do Amazonas e centro-norte de Roraima —, além de alerta de perigo de chuvas intensas para o Tocantins, leste de Rondônia, centro-sul do Pará e sudeste do Amazonas.

Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 23 °C, em Belém, Palmas e Rio Branco. Já a máxima pode chegar até 35 °C, em Boa Vista. A umidade relativa do ar varia entre 40% e 100%.

 

Professora de Direito é morta a facadas por aluno em RO

A professora do curso de Direito, Juliana Mattos de Lima Santiago, que também atuava como escrivã da Polícia Civil de Rondônia, morreu na noite desta sexta-feira (6) após ser atacada a facadas dentro da Faculdade Fimca, em Porto Velho. O crime causou grande comoção entre alunos, colegas de trabalho e a comunidade acadêmica.

De acordo com as primeiras informações, Juliana foi atacada por um aluno nas dependências da instituição de ensino. Ainda não há detalhes oficiais sobre a dinâmica do crime ou a motivação do ataque. Testemunhas relataram que a vítima foi socorrida por acadêmicos, que acionaram o atendimento de emergência imediatamente após a agressão.

O agressor foi contido e preso ainda no local por outros acadêmicos, sendo posteriormente encaminhado às autoridades competentes. A Polícia Militar e a Polícia Civil estiveram na faculdade para registrar a ocorrência e iniciar os procedimentos de investigação.

A professora foi levada em estado grave ao Pronto-Socorro João Paulo II, mas não resistiu aos ferimentos e morreu pouco tempo depois de dar entrada na unidade hospitalar.

As forças de segurança foram acionadas e o caso está sendo investigado pelas autoridades competentes. A Polícia Civil deve apurar as circunstâncias do crime, ouvir testemunhas e esclarecer a autoria e motivação do ataque.

Imagem: Rondoniagora

Mensagem de celular revela tortura e estupro em delegacia

Mensagens vazadas de um celular funcional da Delegacia da Polícia Civil em Sorriso (MT) sugerem práticas graves, como abuso sexual contra detentas e tortura de investigados. Os diálogos circularam em um grupo de WhatsApp chamado “DHPP/Assuntos Oficiais”, referência à Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

A corporação afirma que o aparelho de onde partiram os vazamentos havia sido furtado em outubro do ano passado. O g1 teve acesso a mensagens e áudios do grupo. Em um print datado de 6 de novembro, um dos participantes comenta sobre uma detenta: “uma escaldada nessa piranha, rapaz, pode comer”, seguido de risadas. Em resposta, uma mulher no grupo escreve: “Que isso”.

As mensagens levantaram suspeitas de violência sexual e outras ilegalidades praticadas por agentes públicos. À época da divulgação, o delegado titular da unidade, Bruno França, afirmou que trechos das conversas teriam sido apagados ou editados com o objetivo de prejudicar o trabalho da Polícia Civil.

No mesmo período do vazamento, uma mulher que estava presa na delegacia relatou ao advogado ter sido estuprada por um investigador da unidade. O policial foi indiciado por estupro e abuso de autoridade nesta sexta (6).

Conversas de policiais encontradas em celular furtado. Foto: Reprodução

Em nota, a Polícia Civil afirmou que irá apurar a autenticidade das mensagens e o contexto das conversas, além de eventual desvio de conduta. “As mensagens de conversa que constam no aparelho celular, se verdadeiras, não têm nenhuma relação com o caso de estupro de uma mulher que aconteceu no mês de dezembro de 2025”, declarou a instituição.

As mensagens também mencionam expressões que, segundo fontes ouvidas sob reserva, indicariam outras práticas ilegais, como forjar flagrantes, instalar aplicativos espiões em celulares de investigados e reutilizar armas em supostos confrontos.

Um dos trechos cita que agressões físicas deveriam ocorrer apenas após o retorno de um médico legista de férias, para evitar registro de lesões.

Denúncias anteriores reforçam o histórico de suspeitas na mesma delegacia. Em janeiro de 2024, uma jovem denunciou ao Ministério Público ter sido agredida e ameaçada de abuso sexual por policiais durante uma abordagem.

O caso foi formalizado, mas segue sem avanço. A OAB-MT informou que encaminhou pedido de providências à Corregedoria, enquanto o Ministério Público disse não ter recebido denúncia formal até o momento. (DCM)

Vírus animais ameaçam o mundo com nova pandemia

Cientistas alertaram para o risco de dois vírus de origem animal pouco conhecidos desencadearem uma nova pandemia caso passem a se transmitir com facilidade entre humanos. O aviso surge em meio à temporada de doenças respiratórias nos Estados Unidos, mas pesquisadores afirmam que essas ameaças seguem fora do foco principal da vigilância em saúde.

O alerta consta em uma revisão publicada em janeiro com apoio do Centers for Disease Control and Prevention, citada pelo DailyMail. O estudo aponta a influenza D, que afeta sobretudo bovinos, e o coronavírus canino, altamente contagioso entre cães. Segundo os autores, ambos se espalham com facilidade entre animais e são pouco monitorados, o que abre espaço para mutações silenciosas.

“Nossa revisão indica que esses dois vírus representam riscos respiratórios para humanos, mas pouco tem sido feito para responder ou prevenir infecções”, afirmou John Lednicky, professor da Universidade da Florida.

Identificada em 2011, a influenza D já foi encontrada em diversas espécies e sofre mutações frequentes. Embora não esteja ligada a quadros graves em humanos, estudos detectaram anticorpos contra o vírus em até 97% de trabalhadores rurais que lidam com gado nos EUA, o que indica ampla exposição. Já o coronavírus canino, sem relação direta com o SARS-CoV-2, foi identificado em humanos a partir de 2021, em casos registrados nos EUA, Malásia, Tailândia, Vietnã e Arkansas. (DCM)

PM é preso no próprio batalhão por extorsão, estupro e roubo

Um policial militar do 22º BPM, na Maré, foi preso dentro do próprio batalhão pelos crimes de roubo, estupro e extorsão cometidos em Maricá, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. A prisão ocorreu após investigação conduzida pela 82ª DP do município.

Segundo a polícia, Lucas de Sousa Mathias procurou a vítima para cobrar uma suposta dívida de R$ 800. Durante a ação, ele teria praticado extorsão e, na sequência, cometido estupro e roubado objetos da residência.

A operação contou com apoio da Corregedoria da Polícia Militar. De acordo com as apurações, o policial já possuía histórico de envolvimento com milícia em Araruama e ameaças com uso de armas de fogo. Na casa de um comparsa, que segue foragido, foram apreendidas uma pistola e uma espingarda calibre 12.

Em nota, a Polícia Militar informou que o agente está preso na Unidade Prisional da corporação e que será aberto procedimento administrativo disciplinar. “O Comando da Corporação reitera que não compactua com quaisquer desvios de conduta ou com o cometimento de crimes praticados por seus integrantes, punindo com rigor os envolvidos sempre que os fatos forem devidamente constatados”. (DCM)

Com salários de até R$ 14 mil, Unir abre concurso para professores

Rio de Janeiro - A Universidade Estadual do Rio de Janeiro(Uerj) volta às aulas. De acordo com os diretores, a decisão pela volta deve-se ao avanço no restabelecimento das condições mínimas de limpeza, manutenção de elevadores e segurança e à preocupação com o enorme prejuízo que os sucessivos adiamentos vêm impondo aos estudantes de graduação e do Colégio de Aplicação (CAP). Profundamente atingida pela crise financeira do governo fluminense, a Uerj adiou cinco vezes o início das aulas referentes ao segundo semestre de 2016. (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

A Universidade Federal de Rondônia (Unir) publicou nesta quarta-feira (4) um novo edital de concurso público para a contratação de 47 professores efetivos do Magistério Superior. As vagas são para áreas das ciências humanas, sociais aplicadas, exatas, saúde e linguagens.

As inscrições começam no dia 13 de fevereiro e seguem até 5 de março. Os aprovados vão atuar em cursos de graduação nos campi de AriquemesCacoalGuajará-MirimJi-ParanáPorto VelhoRolim de Moura e Vilhena. As vagas são para os regimes de 20 horas semanais e Dedicação Exclusiva (40 horas). A remuneração inclui vencimento básico, adicional por titulação e auxílio-alimentação.

O concurso contempla áreas como Administração, Artes, Ciências Contábeis, Ciência da Computação, Direito, Economia, Engenharias, Educação, Filosofia, Física, História, Letras, Linguística, Medicina, Psicologia, Química, entre outras. A formação exigida varia conforme a vaga, podendo ser especialização, mestrado ou doutorado.

O edital também prevê reserva de vagas para ações afirmativas. Das 47 oportunidades, 12 são destinadas a pessoas negras, três a pessoas com deficiência, uma a indígenas e uma a quilombolas, conforme a legislação.

Rio de Janeiro – A Universidade Estadual do Rio de Janeiro(Uerj) volta às aulas. De acordo com os diretores, a decisão pela volta deve-se ao avanço no restabelecimento das condições mínimas de limpeza, manutenção de elevadores e segurança e à preocupação com o enorme prejuízo que os sucessivos adiamentos vêm impondo aos estudantes de graduação e do Colégio de Aplicação (CAP). Profundamente atingida pela crise financeira do governo fluminense, a Uerj adiou cinco vezes o início das aulas referentes ao segundo semestre de 2016. (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Etapas do concurso

 

A seleção será feita em três fases:

  • Prova escrita, com avaliação de conhecimentos específicos
  • Prova didática, para avaliar a capacidade de ensino
  • Prova de títulos, que considera formação acadêmica e experiência profissional

Sexta-feira com alerta de chuvas intensas em RO

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta de perigo para chuvas intensas em todos os estados da Região Norte do país nesta sexta-feira (6).

No Acre, Rondônia, Roraima e Amapá, a expectativa é de muitas nuvens ao longo do dia, com instabilidade persistente em áreas do interior e das capitais.

No Amazonas, a chuva pode ocorrer com forte intensidade em municípios do sul e sudeste do estado, como Novo Aripuanã, Borba e Apuí.

Já no Pará, o tempo segue instável em áreas do sudoeste e oeste paraense, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas nos municípios de Aveiro, Trairão e Altamira.

Em Tocantins, a instabilidade permanece ao longo de todo o dia. Municípios da região leste e central do estado, como Mateiros, Ponte Alta do Tocantins e Rio Sono, podem registrar nuvens carregadas, pancadas de chuva e possível queda de granizo.

Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 23°C, em Rio Branco. Já a máxima pode chegar a 35°C, em Boa Vista. A umidade relativa do ar varia entre 40% e 100%.

Cláudia de Jesus não votou em lei de perdão bilionário

A deputada estadual Cláudia de Jesus foi citada por setores da imprensa alinhada ao governo como tendo votado a favor do projeto de lei apresentado pelo Governo de Rondônia que cria regras para a chamada transação tributária. No entanto, a informação não condiz com os registros oficiais da Assembleia Legislativa.

A sessão extraordinária realizada no dia 26 de janeiro, que tratou da matéria, não contou com a participação da parlamentar, que esteve ausente por compromisso previamente agendado. Assim, Cláudia de Jesus não votou no projeto que posteriormente deu origem à Lei nº 6.328, sancionada em 4 de fevereiro pelo governador Marcos Rocha.

A nova lei estabelece mecanismos que permitem descontos, parcelamentos longos e renegociação de dívidas tributárias e não tributárias com grandes devedores do Estado, inclusive valores já inscritos em dívida ativa. A norma autoriza o governo, por meio da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), a firmar acordos diretos com empresas endividadas.

Reação e críticas

Desde a sanção, a lei tem provocado forte reação de críticos, que classificam a medida como uma “mamata” estimada em até R$ 5 bilhões em benefícios concedidos a grandes empresas. Para esses setores, o Estado estaria sendo generoso com grandes devedores enquanto mantém a pressão tributária sobre a população em geral.

Um dos casos que mais chamam atenção é o da Energisa, concessionária de energia elétrica em Rondônia. Segundo estimativas divulgadas, a empresa poderá obter abatimentos que chegam a até R$ 2 bilhões em débitos junto ao governo estadual.

Informação distorcida

Diante da repercussão do tema, a ausência de Cláudia de Jesus na votação ganha relevância, especialmente após a divulgação de informações que atribuíram à deputada um voto que não ocorreu. A correção é importante em um debate que envolve cifras bilionárias e impacto direto nas finanças públicas do estado.

Deputado Marcelo Cruz não votou em projeto que permite transações do Governo com empresas na dívida ativa

Flávio Bolsonaro teria oferecido R$ 5 mi para acusar Lula

A sessão que marca a retomada dos trabalhos da CPMI do INSS, que acontece nesta quinta-feira (5), começou quente com uma denúncia feita pelo deputado Rogério Correia (PT-MG), vice líder do PT na Câmara, contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), antecipando o clima eleitoral que deve imperar nos trabalhos da comissão.

Em sua primeira intervenção, Correia denunciou que o filho de Jair Bolsonaro (PL), ungido pré-candidato à Presidência dentro da cela na Papudinha, teria oferecido R$ 5 milhões para que o advogado Eli Cohen, um dos primeiros denunciantes do esquema de desvios no INSS, fosse contra o governo e Lula na CPMI.

“Eu estou apresentando o requerimento porque ele [Eli Cohen] vem aqui, e ele denuncia dois senadores, um que eu não posso falar o nome e o outro Flávio Bolsonaro, que teria mandado emissário para oferecer os R$ 5 milhões. É muito grave. Ele esteve aqui, falou um monte de coisa e agora é preciso esse rapaz vir aqui explicar, esse ex-policial”, afirmou Correia.

Em 24 de outubro de 2025, o ex-policial Rogério Gilio Gomes registrou documento, com firma reconhecida, que Cohen teria pedido R$ 5 milhões para atacar Lula e o governo durante seu depoimento à CPMI.

Em seu depoimento, em setembro, Cohen criou narrativas de que José Ferreira da Silva, o Frei Chico, atuaria como um “laranja” em esquema de fraudes no INSS no Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos), entidade do qual ele é vice-presidente.

O depoimento motivou a tentativa de convocação de Frei Chico, que não prosperou. Em troca, a base governista pediu a quebra de sigilo bancário e fiscal de Eli Cohen para detectar o suposto suborno de R$ 5 milhões.

Em dezembro, após pressão e ameaças de bolsonaristas, o ex-policial apresentou um novo documento se retratando da acusação sobre os R$ 5 milhões.

Na abertura da CPMI, no entanto, Correia sinaliza que teria novos elementos que comprovariam o envolvimento de Flávio no caso.

“Quero depois falar, não tenho tempo aqui, mas o filho do Bolsonaro, eu vou mostrar, tá envolvido nisso e vai ter que vir [depor] aqui depois”, disse o petista, que protocolou um requerimento pedindo a convocação de Flávio para depor.

Assista

O requerimento pedindo a convocação do filho “01” de Bolsonaro foi protocolado nesta segunda-feira (2) pelo deputado Rogério Correia (PT-MG), vice líder do PT na Câmara, que pede ainda a convocação e quebra de sigilo de Letícia Caetano dos Reis, administradora da empresa Flavio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia.

“Falaram tanto do filho do Lula, do irmão do Lula, mas parece que quem tá mesmo no fogo e na relação com o careca do INSS é o filho do Bolsonaro, que até hoje não conseguiu explicar uma mansão de R$ 6 milhões. Será que teve ajuda do BRB? Será que teve ajuda do careca? Ao que tudo indica, não foi dinheiro limpo”, afirmou o deputado à Fórum.

Segundo o requerimento, suspeita-se de uma conexão entre Flávio Bolsonaro e o núcleo de Antonio Carlos Camilo Antunes, que ficou conhecido como “Careca do INSS”.

“Ocorre que a Sra. Letícia é irmã de Alexandre Caetano dos Reis. No relatório da Polícia Federal (PF), o Senhor Alexandre é apontado como sócio de Antonio Carlos Camilo Antunes, principal operador do esquema de desvio de dinheiro de aposentados e pensionistas, na empresa CAMILO & ANTUNES LIMITED (RPDL LTD33), sediada nas Ilhas Virgens Britânicas. A empresa, que adquiriu quatro imóveis em 2024, totalizando R$ 1.050.000,00, seria uma offshore constituída por Antonio Carlos a fim de blindar o patrimônio ilegítimo amealhado”, diz o requerimento.

Irmão de Letícia, Alexandre Caetano dos Reis foi alvo de uma das fases da operação Sem Desconto e, segundo a PF, seria o contador das empresas e integrante do núcleo administrativo-financeiro do grupo financeiro que lesou aposentados e pensionistas.

“Em entrevista para veículo a imprensa, a sra. Letícia disse que foi indicada para ser administradora do escritório pelo advogado Willer Tomaz de Souza, que é amigo de Flávio Bolsonaro e bastante influente no meio político. Em seu aniversário de 2021, por exemplo, Willer promoveu festa pomposa, na qual, além de Flávio Bolsonaro, estiveram presentes: Arthur Lira, Paulo Octávio (ex-vice-governador do DF) e José Roberto Arruda (ex-governador do DF)”, afirma o requerimento, destacando link para a “festa ostentação do advogado” em Brasília.

Tomaz de Souza é amigo de longa data de Flávio Bolsonaro e, segundo o requerimento, “advoga em um processo em que Alexandre Caetano dos Reis, investigado no esquema do INSS, estava no polo passivo (Voga Brasil Solucoes Empresariais E Ambientais Ltda X Ricardo Gadelha
Lustosa – Processo nº 003XXXX-07.2015.8.07.0001)”, ou seja, atua como defensor do sócio do Careca do INSS.

“Além disso, na análise dos RIFs enviados pelo COAF, a PF destacou que dr. Willer Tomaz movimentou R$ 45,5 milhões entre maio e novembro de 2021, contando entradas e saídas (página 900, IPL). Além disso, a PF apontou que o advogado pagou R$ 120 mil a Milton Salvador de Almeida Júnior, operador financeiro de Antonio Carlos Camilo Antunes”, diz o documento.

“Diante das evidências, suspeita-se de uma conexão entre Flávio Bolsonaro e o núcleo de Antonio Carlos Camilo Antunes, visto que seus sócios são irmãos”, emenda.

Quebra de sigilo

Em outros dois requerimentos, que serão discutidos na sessão da próxima quinta-feira (5), que abre os trabalhos da CPMI em 2026, o vice-líder do PT pede a convocação e a quebra de sigilo de Letícia Caetano dos Reis, administradora da empresa Flavio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia.

“Diante da gravidade dos fatos, torna-se indispensável a quebra dos
sigilos bancário, fiscal e de Relatório de Inteligência Financeira (RIF) da Sra. Letícia Caetano dos Reis, a fim de possibilitar a identificação de movimentações financeiras atípicas, eventuais e recebimento de valores de pessoas e empresas investigadas no âmbito da CPMI do INSS”, diz o pedido.

Correia ainda chama a atenção possíveis crimes que podem ser desnudados com o levantamento das informações.

“A investigação desse fluxo financeiro é fundamental para apuração
sobre possíveis conflitos de interesse, favorecimento indevido, tráfico de influência, recebimento de vantagens econômicas, ou seja, a eventual vinculação entre decisões administrativas, interesses eleitorais e as atividades da Sra. Letícia, pelo que se requer a aprovação deste requerimento”, diz. (Revista Fórum)

Alunas denunciam assédio sexual de PMs em escolas militares

Um grupo de pelo menos nove meninas, com idades entre 11 e 13 anos, relatou à polícia que sofreu toques indevidos atribuídos a um monitor militar em uma escola cívico-militar localizada em Cornélio Procópio, no norte do Paraná. Os episódios teriam ocorrido ao longo de 2023, em momentos distintos, sempre dentro do ambiente escolar. Com informações da BBC Brasil.

As denúncias deram origem a um inquérito policial para apuração de estupro de vulnerável. O caso foi encaminhado à Justiça e passou a tramitar sob sigilo, condição que permanece até hoje. Por estar em fase recursal, o processo ainda não resultou em condenação, e as investigações seguem formalmente em andamento.

Em depoimentos prestados às autoridades, as estudantes afirmaram que os contatos físicos aconteciam durante conversas. Segundo os relatos, o monitor tocava partes do corpo das alunas quando “ia chamar a atenção ou conversar”. Uma das meninas declarou que ele “chegou a tocar em seu seio durante uma conversa, mas não consegue explicar se ele tocou ou olhou para ela de jeito sexual”.

Outras estudantes descreveram situações semelhantes. Uma delas afirmou que o monitor pegava “em sua nuca, mão, cabelo e cintura e isso lhe causava um certo incômodo”. Em outro depoimento, consta que, após um desentendimento entre colegas, o funcionário teria começado “a passar a mão em sua perna, o que a deixou desconfortável, mas entendeu que ele estava querendo acalmá-la”.

Mães das alunas também prestaram declarações no processo. Uma delas relatou que, sempre que o monitor conversava com a filha ou outras meninas, “colocava a mão no ombro, na cintura” ou apertava o braço delas”. Com a repetição dos relatos, familiares criaram um grupo de WhatsApp para trocar informações sobre o comportamento do funcionário.

Um boletim de ocorrência anexado ao processo menciona ainda uma denúncia feita ao Disque 100, canal do Ministério dos Direitos Humanos. No registro, a acusação era de que alunas “estariam sendo alisadas pelo monitor dentro da escola”. O ministério confirmou que recebeu a denúncia em 2023 e que a encaminhou ao Conselho Tutelar e à Polícia Civil da cidade.

Fachada do Ministério Público do Paraná. Foto: Alexandre Mazzo/Arquivo Gazeta do Povo

Apesar das acusações, o monitor militar continuou vinculado à escola após os primeiros relatos. Como a direção da unidade não tinha poder para demiti-lo, ele foi afastado das atividades de monitoria e passou a exercer funções administrativas, com restrição de contato com os estudantes.

O desligamento do programa de escolas cívico-militares ocorreu apenas em 2025, quase dois anos depois. Em resposta enviada por meio da Lei de Acesso à Informação, a Secretaria Estadual de Educação afirmou: “Ressalta-se que o desligamento foi efetivado tão logo esta Coordenação tomou conhecimento da decisão judicial, visando ao seu imediato cumprimento”. A pasta acrescentou que a medida “ocorreu em razão do cumprimento de medida cautelar imposta pelo Ministério Público do Estado do Paraná”.

O Ministério Público do Paraná informou que se manifestou pela absolvição do monitor, mas destacou que o processo segue em andamento, com recurso pendente de julgamento. Como a ação corre sob sigilo e ainda não transitou em julgado, o nome do acusado foi preservado nesta reportagem.(DCM)