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22 junho 2026
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Lula propõe aumento de 8% e mais R$ 200 em vale-alimentação para servidores federais

O governo Lula propôs a representantes de sindicatos um reajuste salarial linear de 8% para todos os servidores públicos do Poder Executivo federal, válido a partir de 1º de março.

A proposta também inclui um aumento de R$ 200 no vale-alimentação dos funcionários públicos federais.

Os números foram discutidos em reunião na quinta-feira entre o Ministério da Gestão e representantes sindicais. O governo espera enviar a proposta de reajuste ao Congresso Nacional por medida provisória para que eles passem a valer imediatamente

O impacto será de R$ 11,6 bilhões, valor já previsto no Orçamento deste ano para reajuste salarial de funcionários do Executivo.

Para o governo, o reajuste no vale-alimentação é uma solução que irá beneficiar os funcionários públicos que ganham menos. O valor está congelado desde 2016 e passaria dos atuais R$ 458 para R$ 658.

Durante a reunião com sindicatos nesta quinta-feira, o secretário de Gestão de Pessoas e Relações de Trabalho do ministério, Sérgio Mendonça, disse que a proposta de aumento de R$ 200 no auxílio-alimentação corresponde a 2% do salário de um servidor que ganha R$ 10 mil, mas corresponde a 5% para os que ganham R$ 4 mil ou a 10% de um que recebe R$ 2 mil, de maneira que há uma progressividade no reajuste.

A não tributação do auxílio-alimentação foi outro ponto levado em consideração pelo governo, isto é, o acréscimo corresponde a um aumento líquido.

Em nota de repúdio, PT diz que privatização da saúde vilhenense é um processo de desmonte do SUS

Em nota de repúdio divulgada nesta sexta-feira (17), o diretório do Partido dos Trabalhadores (PT) em Vilhena, informou os motivos da desaprovação às medidas adotadas pelo prefeito municipal, Flori Cordeiro, sobre a terceirização da saúde.

Segundo o documento, a medida “inviabiliza a saúde pública vilhenense, ferindo  os princípios da Administração Pública em que a saúde pública não pode ser gerenciada por atores privados. Esse decreto assinado pelo prefeito Delegado Flori faz parte de um processo de fragilização e desmonte do Sistema Único de Saúde (SUS), sistema este que
atende mais de 150 milhões de brasileiros a maioria dos vilhenenses”, diz trecho da nota que segue na íntegra.

NOTA DO PARTIDO DOS/DAS TRABALHADORES/AS (PT) SOBRE A
PRIVATIZAÇÃO DA SÁUDE PÚBLICA DE VILHENA-RO

O Diretório Municipal do PT de Vilhena-RO vem a público manifestar o seu
repúdio e desaprovação às medidas que foram tomadas pelo Prefeito Municipal
de Vilhena, Delegado Flori. O decreto Nº 59.358/2023 inviabiliza a saúde pública
de Vilhena, fere os princípios da Administração Pública em que a saúde pública
não pode ser gerenciada por atores privados.
Esse decreto assinado pelo prefeito Delegado Flori faz parte de um processo de
fragilização e desmonte do Sistema Único de Saúde (SUS), sistema este que
atende mais de 150 milhões de brasileiros/as e a maioria dos/as vilhenenses.
Além disso, coloca os/as servidores/as públicos efetivos/as e comissionados/as
em situação irregular no que se trata das suas atividades de trabalhos.
Importante salientar que estes/as servidores/as são primordiais para o bom
atendimento e a efetividade da saúde pública no município.

As irregularidades deste decreto municipal, já questionadas pelos Ministério
Público de Contas de Rondônia (MPC-RO), o Ministério Público do
Trabalho/Procuradoria Regional do Trabalho – 14ª Região RO-AC (MPT/PRT14)
e o Ministério Público Federal (MPF), através da Notificação Recomendatória
Conjunta Nº 005/2023, pode trazer danos irreversíveis para a saúde pública
vilhenense comprometendo, inclusive, os repasses financeiros do Governo
Federal. O Diretório Municipal do PT de Vilhena-RO também acompanha o
entendimento do Conselho Estadual de Saúde e do Conselho Municipal de
Saúde que argumentam sobre a inviabilidade jurídica deste processo de
privatização.

O Diretório Municipal do PT de Vilhena-RO, com base no Estatuto do Partido
dos/as Trabalhadores/as, vem reafirmar o compromisso com a saúde pública de
qualidade, com as finanças públicas e o respeito aos procedimentos
administrativos para o fortalecimento da democracia. Neste sentido, manifesta o
seu POSICIONAMENTO CONTRÁRIO AO PROCESSO DE PRIVATIZAÇÃO
DA SAÚDE PÚBLICA DE VILHENA-RO efetivado por meio do decreto assinado
pelo Prefeito Municipal Delegado Flori.
SAÚDE PÚBLICA NÃO É MERCADORIA!
SUS SALVA VIDAS!
Diretório Municipal
Vilhena/RO, 17 de fevereiro de 2023

Brasil é o 5º país que mais mata mulheres

Até há quarenta anos, a justiça brasileira ainda previa a absolvição do marido assassino confesso da esposa adúltera. O crime era compreendido como ato em defesa da honra. Porém, os tempos mudaram. A adoção, principalmente, das leis Maria da Penha (7 de agosto de 2006) e Feminicídio (9 de março de 2015) promoveu um salto de qualidade no estatuto jurídico da mulher, embora ainda reste muito a ser feito.

No Brasil, a defesa dos direitos das mulheres sempre se confundiu com a luta contra todas as formas de opressão e autoritarismo. O feminismo surgiu no país no início do século XIX marcado por três ondas. A primeira foi centrada no direito ao voto e ao trabalho. A segunda, por volta dos anos 1960 e 1970, tinha como pauta a liberdade sexual, no quadro da luta contra ditadura. A terceira, na década de 1990, teve como pauta temas mais específicos, sem abandonar as questões mais gerais: a descriminalização e direito ao aborto assistido pelo Estado, violência doméstica, sexismo na escola e no trabalho, desigualdade salarial, direito à participação política.

Apesar de avanços importantes, as pautas, de forma geral, ainda seguem as mesmas, porque a estrutura permanece inalterada. Não houve mudanças significativas, sobretudo no campo dos direitos, e mais ainda no que se refere à condição das mulheres negras. “O feminismo é um movimento pela igualdade social, política e profissional independente do gênero”, aponta Angela Brandão Mendes, coordenadora do grupo Blogueiras Negras.

Uma mulher assassinada a cada 90 minutos

O feminicídio, definido como a perseguição e morte intencional de pessoas do sexo feminino, passou a ser classificado como crime hediondo pela lei sancionada em 2015. A cada hora e meia uma mulher é assassinada por um homem no país. O Brasil é o quinto país que mais mata mulheres no mundo. A maior taxa de feminicídio ocorre no Espírito Santo, com 11,24 por 100 mil mulheres, seguido da Bahia com 9,08 por 100 mil. “Há uma naturalização da violência contra as mulheres. Falta aos profissionais estudar e estar atentos ao que o movimento feminista diz”, afirma a pesquisadora da Unifesp, Djamila Ribeiro.

Para a professora da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) Fernanda Bestetti de Vasconcellos, a luta contra o feminicídio é uma das bandeiras centrais do feminismo que, muitas vezes, é mal compreendido pela população. “O feminismo, não deveria ser visto como um movimento que se apõe aos homens. E, além disso, não é homogêneo, pois integra várias vertentes”, esclarece.

“Dentro do próprio movimento, algumas lutas principais vão tomando outras direções. Acredito que a corrente mais central do feminismo vai trabalhar com a ideia da busca de igualdade de direito e oportunidades para homens e mulheres”. O feminismo, diz Fernanda, está vinculado a uma agenda de esquerda, mas ele busca a igualdade de todas as mulheres independente das questões ideológicas. “O feminismo tem crescido muito no Brasil, principalmente nos ambientes acadêmicos e escolares. Meninas começam a se unir em forma de fórum virtual, em encontros presenciais para discutir o problema de violência que elas sofrem, preconceito ou outros fatores”.

Construções sociais

Cada vez mais, coloca-se para o conjunto da sociedade a questão da inadequação das identidades construídas com base no aspecto biológico. Desde quando nascemos já existe a distinção do feminino e masculino, a atribuição e designação sexual; com isso a separação de cores, roupas, brinquedos, entre outras coisas. A questão é que não há uma construção biológica nisso e sim social. A sociedade criou esse estereótipo e, desse modo, é impossível não ter um sexo no sistema (hetero)sexual. Para a filósofa Judith Butler, as imagens corporais que não se encaixam em nenhum dos dois gêneros ficam fora do humano. Segundo a antropóloga Gayle Rubin, é a dicotomia entre o sistema sexo/gênero que transforma uma matéria-prima em um produto, como no caso de comparar o sexo feminino ao gênero mulher domesticada. Para Djamila, as discussões sobre a violência de gênero no Brasil têm avançado. “Acredito que as mídias sociais colaboraram muito para isso, mas ainda, em termos institucionais, há muito a ser feito”. O militante Thiago Aguiar apoia essa luta. Para ele, o machismo tem estruturas muito arraigadas e é preciso ter políticas públicas de amparo para mulheres que sofrem violência.

Para Djamila, é necessário reconhecer que as mulheres não podem ser tratadas como uma categoria homogênea. Políticas universais são insuficientes porque atingem somente mulheres de um determinado grupo. Se a mulher negra, por exemplo, sofre com o racismo e machismo, que a coloca em uma maior situação de vulnerabilidade social, é necessário se pensar políticas a partir dessa realidade. “Sou feminista negra interseccional e, como disse a escritora e poeta Maya Angelou, seria estúpido não estar do meu próprio lado”, afirma Angela. Para ela o feminismo trata de questões diversas que não se limitam à equiparação de salários ou a reiterar o direito de vestir a roupa que quiser, trata também da autoestima, bem-estar, irmandade entre mulheres contra a competição que é imposta para beneficiar homens.

A escola tem um papel fundamental de educação para igualdade de gêneros. “É fundamental para evitar, é mais barato e é menos problemático você ensinar desde cedo as pessoas a respeitarem o gênero, não ter machismo, do que depois de velho ter que reconstruir”, afirma o jornalista Leonardo Sakamoto. Para ele, é importante contribuir para as demandas que as mulheres realizam e refletir sobre o papel do homem, que é lateral, e mostrar que o homem também é vítima do seu próprio machismo. “A educação é a opressora que escolhe, separa determinados papéis para determinadas pessoas, conjunto de coisas”, expõe Aguiar.

Direito ao aborto

A expressão “aborto” caracteriza a morte do embrião ou feto, tanto por causa  espontânea quanto  provocada. O aborto espontâneo, que ocorre em aproximadamente 25% das gestações, acontece, em geral, durante as primeiras 20 semanas de gravidez, e é motivado, em mais de 50% dos casos, por alterações genéticas no embrião. Aborto provocado consiste na interrupção intencional da gestação. Há aproximadamente 50 milhões de casos de abortos provocados em todo o mundo.

A prática do aborto é legalizada, no Brasil, em três situações: quando não há meio de salvar a vida da mãe, em caso de estupro e de anencefalia (má formação rara do tubo neural, caracterizada pela ausência parcial do encéfalo e da calota craniana). “O que discutimos no Brasil é a ampliação ao direito do aborto em outras situações”, pontua Sakamoto. Segundo pesquisa feita pelo IBGE, mais de 8,7 milhões de brasileiras com idade entre 18 e 49 anos já fizeram ao menos um aborto na vida. Desses, 1,1 milhão foram provocados. O artigo 124 do Código Penal prevê prisão de um a três anos para quem aborta propositalmente. O IBGE estima que haja um grande número de casos não notificados na pesquisa.

No Nordeste, por exemplo, o percentual de mulheres sem instrução que fizeram aborto provocado (37% do total) é sete vezes maior que o de mulheres com ensino superior completo (5%). Entre as mulheres negras, o índice de aborto provocado (3,5% das mulheres) é o dobro daquele verificado entre as brancas (1,7% das mulheres). Muitas mulheres e meninas que morrem em procedimentos clandestinos ou tomando medicamento sem acompanhamento deve-se ao fato do aborto não ser legalizado no país.

“Acho que nos últimos anos existe toda uma abertura para esse tema que passa a impressão de que isso esteja reduzindo, mas eu acho que a verdade é que segue sendo um problema muito candente na sociedade”, relata Aguiar. Djamila afirma que é a favor da descriminalização do aborto. “Quando o Estado criminaliza o aborto está decidindo quais mulheres vão morrer e quais não vão, quais terão acesso ao método com dignidade e quais não terão. É um assunto de saúde pública”, pontua. Com os casos de zika vírus, que são um escândalo no país, há a demonstração da falência do saneamento, da falta de investimento, do atraso, apesar de ser um país muito rico. Isso escancara os casos de microcefalia que mostram esse dilema de que as mulheres deveriam ter direito e acesso ao aborto sem ter que fazer um movimento de luta por isso.

Maria da Penha ajuda, mas não resolve

Maria da Penha ajuda, mas não resolve A Lei Maria da Penha foi uma conquista muito grande do movimento feminista, por implicar o reconhecimento da violência contra a mulher como um problema nacional, mas ainda é insuficiente, afirma a professora da Universidade Federal de Pelotas Fernanda Bestetti de Vasconcellos. “A letra da lei é fantástica, prevê várias ações de prevenção, proteção, na área da saúde, educação e segurança pública para essas mulheres. Mas o problema que vive constantemente no Brasil é que somos muito bons em elaborar leis, mas não as colocamos em prática”, desabafa.

A lei não veio acompanhada com o investimento adequado no que se refere a contratações de novos profissionais capacitados para trabalhar com as vítimas. “Não adianta colocar um profissional para trabalhar com esse grupo sem sensibilizá-lo. Vamos lidar tanto com uma falta de investimento quanto com uma falta de força de vontade, uma dificuldade de mudar uma cultura policial hierárquica bem judicial”, diz Fernanda. Além da cultura, a questão econômica também é muito importante e complicada.

“A violência de gênero parte da necessidade patriarcal de manter homens no comando e mulheres submissas”, diz Angela Brandão Mendes, coordenadora do grupo Blogueiras Negras. Mas a violência gratuita contra a mulher para a comprovação da masculinidade continua e é crescente. O primeiro passo para erradicá-la é a desconstrução da naturalização do machismo. “É por essa imposição machista de afirmação da dita masculinidade que o homem se sente supremo, dono do corpo de qualquer mulher, ainda mais se for negra; é essa falta cultural de limite e respeito que nos impede de eliminar ou começar a diminuição significativa da violência”, finaliza.

Feminicídio faz 13 vítimas por dia

Dados divulgados pelo Mapa da Violência 2015 – Homicídio de Mulheres no Brasil, elaborado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), indicam que entre 2003 e 2013 o número de vítimas do sexo feminino passou de 3.937 para 4.762, incremento de 21% na década. As 4.762 mortes em 2013 representam 13 homicídios femininos diários. Levando em consideração o crescimento da população feminina, que nesse período passou de 89,8 para 99,8 milhões (11,1%), vemos que a taxa nacional de feminicídio, que em 2003 era de 4,4 por 100 mil mulheres, passou para 4,8 em 2013, crescimento de 8,8% na década.

O racismo é mais um motivador do feminicídio: o assassinato de mulheres negras cresceu 54,2% em 10 anos (de 2003 a 2013), enquanto que o número de mulheres brancas assassinadas caiu 9,8% no mesmo período. Desses crimes, 55,3% aconteceram no ambiente doméstico, sendo 33,2% cometidos pelos parceiros ou ex-parceiros das vítimas. Diversos Estados evidenciaram um pesado crescimento na década, como Roraima (343,9%) e Paraíba (mais de 300%). Entre 2006, ano da promulgação da Lei Maria da Penha, e 2013, apenas cinco Estados registraram quedas nas taxas: Rondônia, Espírito Santo, Pernambuco, São Paulo e Rio de Janeiro. Vitória, Maceió, João Pessoa e Fortaleza encabeçam as capitais com taxas mais elevadas no ano de 2013, acima de 10 homicídios por 100 mil mulheres. São Paulo e Rio de Janeiro são as capitais com as menores taxas.

As políticas públicas praticadas no Brasil são rasas, afirma Angela Brandão Mendes, coordenadora do grupo Blogueiras Negras. “Poucas são as políticas que realmente funcionam na prática. Por exemplo, a Lei 7.716/1989, que configura o crime de racismo, quase nunca é considerada pelos juízes, delegados e promotores judiciais brancos. Ou, então, a Lei 10.639/03, que tem a intenção de tornar obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana em todas as escolas, públicas e particulares, do ensino fundamental até o ensino médio, obrigatoriedade essa que é solenemente ignorada”.

Os movimentos sociais têm um importante papel na questão da violência de gênero do Brasil, diz Angela. Eles não têm todo um eleitorado com que se preocupar, o que é um dos grandes motivos do não avanço por meio da boa vontade de políticos e partidos. Para a professora Cynthia Sarti, do Departamento de Ciências Sociais da Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH/Unifesp) – Campus Guarulhos, os movimentos nas ruas, mídia e internet são fundamentais para dar forma a essas políticas. “O fundamental é criar espaços para que as pessoas violentadas possam ser acolhidas e escutadas”.

Símbulo do sexo feminino com rosas dentro dele

Sendo assim, podem os movimentos sociais botar o dedo em toda e qualquer ferida tendo como intenção causar incômodo a quem deve ser incomodado. Em relação ao movimento feminista negro interseccional, a questão é ainda mais complicada. “Racismo, lesbofobia, transfobia e bifobia não podem mais ser tolerados da parte de quem se diz aliado”. Sem a visibilidade de manifestações públicas, o feminismo, como qualquer proposta de transformação social, não teria como se expandir. “Ano passado houve uma marcha lindíssima, a Marcha Nacional das Mulheres Negras. Elas também estão em uma posição de empoderamento, reação e questionamento. É o poder de reação”, conclui a professora do Departamento de Gênero e Feminismo da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Maíra Kubik Mano.

Carine Mota*

Com ciúmes, caminhoneiro mata esposa a tiros em Vilhena

Moradora do bairro Assossete, em Vilhena, Zuleima Brustolin Poleto, de 75 anos, foi morta a tiro na manhã desta sexta-feira(17) pelo seu companheiro.

Após cometer o crime, o agressor acionou o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar. Aos policiais que atenderam a ocorrência, ele alegou ter tido uma crise de ciúmes.

De posse de uma garrucha, o caminhoneiro disparou contra sua esposa. Em tratamento de câncer, o acusado foi preso em em flagrante e vai responder pelo crime de feminicídio.

Titã Paulo Miklos viverá Adoniran Barbosa em filme

Ex-vocalista da banda Titãs, o ator Paulo Miklos vai interpretar o personagem Adoniran Barbosa no longa “Saudosa Maloca”, dirigido por Pedro Serrano. As filmagens acontecem no estado de São Paulo. A previsão de lançamento é para 2024, informou a coluna de Patrícia Kogut No filme, o compositor vive com dois amigos na Maloca, um antigo casario no Centro da capital paulista. Um homem fica interessado em demolir o espaço para modernizar a região.

Cláudia de Jesus destaca mandato coletivo durante sessão ordinária

A deputada estadual Cláudia de Jesus (PT) utilizou a tribuna durante a sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero), nesta quarta-feira (15), em seu segundo pronunciamento como parlamentar. Ele agradeceu os mais de 8.800 mil votos recebidos e reforçou o compromisso de fazer um mandato coletivo e dar à voz a população que mais precisa.

“A minha luta sempre foi pautada pelo coletivo. Entendo que a política é a única ferramenta que nós temos de luta para ajudar a população e, que meu papel aqui é ser a voz das pessoas que mais precisam, principalmente das pessoas excluídas da sociedade, das que precisam de políticas públicas e esse é o nosso compromisso”, disse.

Cláudia de Jesus reforçou seu compromisso com as políticas públicas para habitação, saúde, educação e mulheres. “A gente precisa ter esse olhar sobre quantas pessoas hoje tem moradia, quantas pessoas estão na fila do SUS, esperando por apoio, ser chamada para uma cirurgia que está aguardando há anos. Quantas crianças não têm a garantia de entrar nas creches e escolas porque ta faltando. Meu papel é muito maior do que ficar discutindo algumas pautas irrelevantes, e nós estamos aqui para fazer o debate de que a sociedade precisa ser feita, o construtivo, coletivo, o do orçamento do estado de Rondônia, no qual nós precisamos inserir as mulheres. Nosso estado, infelizmente, tem dados alarmantes relacionados ao feminicídio e nós precisamos pautar isso aqui dentro de Casa”, reforçou.

Dono de posto descobre fraude com cartões de crédito e funcionária é presa

Uma mulher de 23 anos foi presa nesta quinta-feira (16), após ser flagrada pelo dono de um posto de combustível em Porto Velho cometendo fraudes na empresa, por meios de duplicação de comprovantes de cartão de créditos.

O empresário disse à Policia que desde outubro do ano passado vinha percebendo desfalques no caixa, mas que o flagrante aconteceu somente nesta quinta-feira quando viu a duplicação do comprovante de venda. A mulher negou, mas depois acabou confessando. A PM foi chamada e efetuou a prisão, segundo informou o Rondoniagora.

PRF inicia Operação Carnaval nesta sexta-feira

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informa que todas as rodovias federais na Bahia encontram-se com o livre fluxo de veículos, não havendo nenhum ponto de retenção total ou parcial

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) inicia, nesta sexta-feira (17), a Operação Carnaval 2023. Ela será implementada até o dia 22 em todo o país, de forma a promover segurança nos deslocamento dos usuários pelas rodovias federais.

Durante operação, a PRF aumentará as rondas ostensivas e o policiamento em locais estratégicos, em especial nos trechos mais movimentados e nos considerados críticos, onde há altos índices de acidentes ou elevado número de infrações de trânsito.

O carnaval é um período do ano em que se observa aumento significativo do fluxo de veículos e passageiros em rodovias. Este ano, com o retorno das festividades, a expectativa é, segundo a PRF, de número recorde, tanto de pessoas como de veículos em circulação – motivo pelo qual os condutores e transeuntes precisam redobrar os cuidados, visando a segurança de todos.

“Os motoristas devem dirigir de forma moderada, realizar a revisão preventiva do automóvel antes da viagem, programar pausas para descanso, procurar se informar sobre o estado de conservação das estradas e também as condições do tempo por onde vai passar”, sugere em seu site a PRF.

Álcool e direção, não!

Segundo a PRF, o combate à embriaguez ao volante, uma das maiores causas de acidentes nas rodovias do país, será um dos principais focos da operação, tanto por meio de ações educativas como de fiscalização.

“É importante lembrar que dirigir sob o efeito do álcool reduz a capacidade de reação do motorista, colocando em risco a segurança de todos os usuários das rodovias. É preciso que toda a sociedade se conscientize de que beber e dirigir são atividades incompatíveis”, informa a PRF.

Monitoramento

A mistura de álcool e direção acaba encorajando motoristas a cometerem também uma das irregularidades mais perigosas: a ultrapassagem em locais proibidos. “As equipes da PRF estarão equipadas com etilômetros e qualquer motorista, independentemente da situação será convidado a passar pelo equipamento”.

Também estarão entre os focos das equipes destacadas para a operação o uso do cinto de segurança, do capacete, dos dispositivos de retenção para crianças e de telefone celular ao volante, além de fiscalizações específicas de motocicletas e condições de conservação dos veículos.

A partir das centrais de Comando e Controle (estaduais e nacional), a PRF vai monitorar todas as rodovias federais, com câmeras, rádios e telefones disponíveis – ferramentas que permitem acompanhar, em tempo real, “as ocorrências relevantes, com segurança, precisão e velocidade para que a tomada de decisão seja a mais eficiente e acertada possível”.

As ligações feitas para o 191 são atendidas diretamente por uma pessoa, sem qualquer interlocutor digital, permitindo aos cidadãos informar ou fazer denúncias de forma célere.

Enfrentamento à criminalidade

As ações de combate ao crime serão intensificadas por meio de “abordagens focadas nas informações do serviço de inteligência e a utilização de ferramentas de comunicação para prender criminosos, recuperar veículos roubados e retirar armas ilegais, drogas e produtos contrabandeados de circulação”.

Também serão foco das ações a fiscalização do tempo de direção e descanso de motoristas profissionais e do exame toxicológico.

Balanço

Está previsto para o dia 23 a divulgação de um balanço final da Operação Carnaval 2023. Ao serem comparados com o balanço divulgado na Operação Carnaval 2022, os dados possibilitarão, às autoridades, identificar ações bem-sucedidas, bem como pontos a serem aperfeiçoados, de forma a diminuir os índices de acidentes nas rodovias federais.

Nos seis dias de operação no carnaval de 2022, 165.319 pessoas e 132.931 veículos foram fiscalizados nas rodovias federais brasileiras por um efetivo de 16,8 mil policiais.

Ao todo, 77.832 autuações foram registradas: 10.921 por ultrapassagem em local proibido, e 8.296 por condutores e passageiros que não utilizavam o cinto de segurança. Foram 2.551 autos de infração para motoristas dirigindo sob a influência de álcool.

A PRF divulgou uma lista de orientações voltadas aos foliões que pretendem pegar estrada neste carnaval de 2023. Vale conferir:

● Antes de viajar, o proprietário do veículo deve verificar as condições do carro. A manutenção deve estar em dia, em especial em relação aos itens de segurança, como sistema de freios, de pneus e sistemas de iluminação e sinalização;

● A viagem deve ser planejada, de modo que o condutor não dirija por mais de quatro horas ininterruptas. Ele deve estar descansado e em condições físicas e psicológicas para conduzir o veículo. Deve haver planejamento para abastecimento e alimentação também;

● O veículo só pode levar até a capacidade máxima de passageiros permitida pelo manual. Todos os ocupantes devem usar o cinto de segurança ou, em caso de crianças, o sistema de retenção equivalente;

● As bagagens devem ser levadas em compartimento próprio, para evitar lesões em caso de envolvimento em acidentes. Se forem levadas em compartimento de passageiros, elas podem se deslocar e machucar os ocupantes do carro;

● Os motoristas devem respeitar a sinalização, a velocidade máxima estabelecida para a via e, em relação às ultrapassagens, devem realizar a manobra somente em locais permitidos e quando houver tempo e distância para concluir a manobra sem colocar o trânsito em risco. Ressalta-se que ultrapassagens mal realizadas são responsáveis por um terço das mortes em rodovias federais;

● Em caso de chuva, a velocidade deve ser reduzida, os faróis devem permanecer acesos e a distância de segurança entre os veículos deve aumentar.

“Acabou o liberou geral de armas de fogo no Brasil”, afirma ministro

Brasília (DF) -16/02/2023 0 ministro da Justiça, Flávio Dino, acompanhando do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, durante coletiva

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, disse hoje (16) acabou o “liberou geral de armas” no país, ao comentar  decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que reconheceu a constitucionalidade do decreto presidencial que limita o acesso a armas de fogo e determina o recadastramento.

Até o momento, segundo o ministro, cerca de 68,5 mil armas no poder de CACs (caçadores, colecionadores, atiradores e particulares)e 2,2 mil armas de uso restrito foram recadastradas. O número equivale a 10% das armas que devem ser recadastradas no país. O total é estimado entre 700 mil e 800 mil armas.

Na avaliação de Dino, com a decisão do STF, deve haver um aumento no número de armas recadastradas. “A nossa expectativa é que esse número cresça nos próximos dias, uma vez que havia a ilusão de alguns que o decreto do presidente Lula seria revogado e não há nada disso. O prazo está fluindo e a decisão do Supremo confirma o caminho que foi decidido pelo presidente da República e vamos levar adiante esse recadastramento”, disse.

O recadastramento deve ser feito até o final de março e quem não fizer, poderá sofrer sanções. “A Polícia Federal fará esse recadastramento até o final de março para as armas de uso permitido e de uso restrito. Quem não recadastrar, automaticamente essas armas passarão a ser proibidas e, por isso, estarão sujeitas à apreensão e os proprietários estarão cometendo crimes”, alertou Dino.

Desde o início da vigência do decreto, em janeiro, o ministro destacou queda no número de armas de fogo registradas no país: 3.888 armas em janeiro de 2023, contra 9.719 no mesmo mês de 2022.

O próximo passo será a elaboração de uma norma para regular o acesso da população a armas. Serão realizadas audiências públicas com diferentes segmentos da sociedade, a exemplo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), entidades de direitos humanos, indústria de material bélico e confederações de tiro esportivo, tático e prático.

“Vamos fazer audiências públicas, inclusive com os representantes dos armamentistas. Vamos ouvi-los, estamos abertos a ponderações, mas o liberou geral não voltará ao Brasil. Acabou o liberou geral de armas de fogo no Brasil”, ressaltou.

Dino adiantou que a regulamentação sobre acesso a armas será revista e há estudo para a criação de um programa de recompra de armas indisponíveis para a população. “Pedimos que as pessoas cumpram a lei, entendam que a lei tem que ser cumprida no Brasil. O recadastramento é que vai permitir que a gente dimensione o programa de recompra”, disse.

MEC retomará 4 mil obras em universidades e institutos federais

Brasília (DF) 16/02/2023 – O ministro de Estado da Educação,Camilo Santana fala durante Cerimônia de anúncio dos novos valores e da expansão das bolsas CAPES, CNPq e do Programa de Bolsa Permanência (MEC): Foto Valter Campanato: Agência Brasil.

O ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou nesta quinta-feira (16) que o governo vai retomar cerca de 4 mil obras paradas, que vão desde creches até campi de universidades e institutos federais de ensino superior.

“Já fizemos todo um levantamento, onde estão, que tipo de obra. Vai ter que ter uma arcabouço jurídico legal para permitir a retomada de muitas dessas obras. Tem obra desde 2007, obras em que já foram encerrados os convênios”, explicou Santana, após participar de cerimônia do anúncio do reajuste das bolsas de pesquisa, congeladas desde 2013. Segundo o ministro, uma medida provisória deve ser editada para permitir a retomada dessas obras.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também anunciou, em discurso na cerimônia, que o governo federal vai investir cerca de R$ 23 bilhões em obras apenas este ano. O valor, segundo ele, supera tudo o que foi feito ao longo da gestão passada.

“Só no ano de 2023, o nosso governo vai investir mais em infraestrutura do que nos 4 anos do ex-presidente. Foram R$ 20 bilhões em 4 anos, e nós só em 1 ano vamos investir R$ 23 bilhões”, disse.

Merenda escolar

Outro anúncio que deve sair em breve, segundo o ministro da Educação e o presidente, é o reajuste no valor da merenda escola, há pelo menos 6 anos defasado. Os recursos são os repassados a estados e municípios destinados à compra da merenda para estudantes da rede pública.

Atualmente, os valores são R$ 0,36 por estudante dos ensinos fundamental e médio; R$ 1,07 para estudantes e crianças matriculadas em creches e no ensino integral; R$ 0,53 para estudantes da pré-escola; R$ 0,64 para escolas indígenas e quilombolas e R$ 0,32 para estudantes da educação de jovens e adultos.

De acordo com Camilo Santana, que não quis antecipar os novos valores, o reajuste deverá ser acima da inflação acumulada no período.