Três pessoas irão a júri popular pela morte do empresário Edson Nascimento Dalto, nos dias 12 e 13 de maio de 2026, em Porto Velho. Entre os réus estão dois funcionários da vítima, acusados de participação direta no crime, e a esposa de um deles, que responde por ocultação de cadáver.
Os principais acusados são Daniel Barroso de Souza e William Borges Costa. De acordo com as investigações, Dalto foi morto dentro de uma propriedade rural, onde teria sido agredido com uma colher de pau. Após o crime, o corpo foi transportado e jogado em um rio na região de Candeias do Jamari.
A localização do corpo, em um ponto diferente de onde o veículo da vítima foi encontrado, levantou suspeitas e reforçou a linha investigativa da polícia. Testemunhas relataram que havia desentendimentos anteriores entre a vítima e um dos acusados.
Um dos depoimentos aponta que um dos suspeitos teria confessado o crime, alegando não suportar mais supostas ofensas feitas por Dalto. Outra testemunha afirmou que a vítima foi agredida dentro da residência. Durante a apuração, policiais identificaram contradições nas versões apresentadas pelos acusados, além de utilizarem imagens de câmeras de segurança para reforçar os indícios.
Em agosto de 2025, o juiz responsável pelo caso entendeu que havia provas suficientes para levar os envolvidos a julgamento pelo Tribunal do Júri. Daniel e William respondem por homicídio qualificado, com agravantes como motivo fútil, meio cruel e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, além de ocultação de cadáver.
Já Jucelainy Coelho de Araújo, esposa de Daniel, também é ré no processo, mas responde apenas pela acusação de ocultação de cadáver. Segundo a denúncia, ela teria auxiliado na tentativa de esconder o corpo após o crime. A participação dela será analisada durante o julgamento.
Em nota, a defesa de Daniel e Jucelainy informou que não irá se pronunciar neste momento. O caso será analisado pelo Conselho de Sentença nos dois dias de julgamento.






