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6 fevereiro 2026

Imprensa sem máscara: dono de jornal apoia extrema-direita

O presidente da Gazeta do Povo, Guilherme Döring Cunha Pereira, divulgou um vídeo nesta terça (3) em que faz um ataque frontal ao funcionamento das instituições brasileiras, especialmente ao Poder Judiciário.

Sob o discurso de “defesa da democracia”, a mensagem apresenta um diagnóstico alarmista de suposta “anomalia institucional” e “suspensão permanente do Estado de Direito”, num tom que ecoa narrativas já consolidadas no campo bolsonarista e que, na prática, funciona como um apoio indireto à candidatura de Flávio Bolsonaro.

No vídeo, Cunha Pereira acusa o Judiciário de agir à revelia da Constituição, de concentrar poderes excessivos e de promover censura, perseguições e condenações arbitrárias. Abúlico, Pereira apela para a parábola manjada do sapo na frigideira, uma idiotice que ele mesmo se dá ao trabalho de explicar.

O discurso ignora decisões colegiadas, o papel constitucional do Supremo Tribunal Federal e o contexto de investigações envolvendo ataques às instituições, preferindo apresentar o cenário como uma “autocracia pavorosa”. “Não são toleráveis a censura prévia, a criminalização da crítica política e institucional, nem penas intimidadoras como desmonetização e cancelamento de perfis, que representam uma verdadeira morte civil”, afirma.

Presidente do GRPCOM, conglomerado que controla a Gazeta do Povo e afiliadas da TV Globo no Paraná, ele é numerário da Opus Dei e, desde que assumiu o comando do grupo após a morte do pai, em 2009, passou a imprimir de forma crescente uma agenda conservadora ao jornal. Essa orientação se intensificou a partir de 2015, acompanhando a ascensão da extrema-direita no país.

Iniciativas como o site Sempre Família, criado sob sua gestão, escancararam esse alinhamento. O portal atacou um padre que celebrou missa em apoio à candidatura de Fernando Haddad, estimulou denúncias formais contra o sacerdote, publicou textos desencorajando católicos a participarem de atos do movimento #EleNão e exaltou figuras como Magno Malta e Eduardo Bolsonaro como “defensores da vida”.

Em 2017, a Gazeta lançou o Monitor da Doutrinação, ferramenta que incentivava leitores a vigiar e denunciar professores acusados de “doutrinação de esquerda”, episódio que gerou forte reação negativa e levou o jornal a recuar poucos dias depois.

O vídeo é mais um capítulo de uma aventura busca criar um ambiente de desconfiança generalizada contra o Judiciário às vésperas de disputas eleitorais. Ao falar em “responsabilidade histórica” e conclamar leitores a “acordarem”, Cunha Pereira sopra o velho e bom apito do cachorro.

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