O ex-senador e ex-governador de Rondônia, Ivo Cassol, voltou ao centro do debate político nesta quinta-feira (04) ao conceder uma entrevista polêmica à Rádio PlanFM, de Vilhena. Durante a conversa, Cassol disparou duras críticas contra o senador Jaime Bagattoli (PL), a quem chamou de “falso moralista” e “covarde”.
A declaração foi uma resposta direta à postura de Bagattoli, que se manifestou contra a mudança aprovada no Senado em relação à Lei da Ficha Limpa. O senador classificou a alteração como “um péssimo recado à sociedade” e “carta branca para a impunidade”, o que irritou Cassol. “Jaime Bagattoli é um falso moralista. Um covarde. Ele não tem moral para falar de mim”, afirmou Cassol, em tom de indignação.
O ex-governador relembrou ainda o apoio dado a Bagattoli antes da eleição de 2022, insinuando que o atual senador só conquistou a cadeira com sua ajuda política. “E ó, pra quem não sabe a história do Jaime, vou dizer mais: Jaime, você só é senador da República, ô Jaime, por causa de mim. Por causa do Ivo Cassol.”
Cassol também citou o ex-presidente Jair Bolsonaro em sua fala, associando sua trajetória política à de líderes que, segundo ele, foram injustiçados:“O Bolsonaro foi injustiçado. E eu também estou sendo injustiçado.”
Em contraponto às críticas a Bagattoli, Cassol elogiou a postura do senador Marco Rogério (PL), que votou a favor da mudança na legislação.
“Marco Rogério teve coragem de defender o justo. Ele não votou pensando em Ivo Cassol, mas no direito de qualquer político que já pagou sua pena poder voltar. Isso é justiça. Bagattoli não entende, é analfabeto político.”
Durante a entrevista, Cassol reiterou que já cumpriu integralmente a pena determinada pela Justiça e negou envolvimento em corrupção ou desvio de recursos.
“Eu já paguei pelo que a Justiça determinou. O que não pode é transformar isso em prisão perpétua política.”
A fala de Cassol ocorre em meio ao intenso debate sobre a alteração da Lei da Ficha Limpa, aprovada no Senado nesta semana, que reacendeu discussões sobre inelegibilidade e retorno de políticos condenados ao cenário eleitoral.





