O governador de Rondônia, Marcos Rocha (PSD), decidiu permanecer à frente do Executivo estadual e seguirá no cargo até o dia 5 de janeiro do próximo ano. A definição, consolidada com o fim do prazo para renúncia neste sábado (4), põe fim às especulações sobre uma possível disputa ao Senado e impacta diretamente o cenário político no estado.
A decisão já havia sido sinalizada anteriormente, após a crise política envolvendo o vice-governador, quando Rocha chegou a acusá-lo de traição. Com a permanência confirmada, também são descartadas as possibilidades de candidaturas de sua esposa, Luana Rocha, e de seu irmão, Sandro Rocha.
Nos bastidores, a escolha do governador frustrou os planos políticos dos irmãos Júnior Gonçalves e Sérgio Gonçalves, que ainda alimentavam expectativas de mudança até as últimas horas do prazo legal.
Com a permanência no cargo, Marcos Rocha passa a reorganizar sua estratégia eleitoral e deve atuar diretamente na coordenação da campanha do ex-prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, ao Governo de Rondônia. O mandato será estendido até janeiro devido à alteração constitucional que mudou a data de posse dos novos governadores eleitos.
Secretários deixam cargos para disputar eleições
No mesmo contexto, uma edição extra do Diário Oficial do Estado, publicada na sexta-feira (3), confirmou a exoneração de integrantes do primeiro escalão do governo. As mudanças atendem à legislação eleitoral, que exige o afastamento de ocupantes de cargos públicos para concorrer nas eleições.
Entre os exonerados estão Luiz Claudio Pereira Alves, que comandava a Emater; Carlos Magno Ramos, então adjunto da Casa Civil; e Lauro Fernandes da Silva Júnior.
Um dia antes, o coronel Felipe Vital já havia sido exonerado da Secretaria de Segurança Pública com o mesmo objetivo.
Com o fim do prazo para desincompatibilização, o cenário político em Rondônia entra em uma nova fase, marcada por definições estratégicas, articulações e pelo fortalecimento das pré-candidaturas para as eleições de 2026.







