A morte brutal da vendedora de joias Mauzira Borges Dutra Ferreira, de 61 anos, tem gerado forte em Rondônia. O caso, marcado por violência e frieza, vem repercutindo intensamente nas redes sociais e entre moradores, que cobram justiça.
De acordo com as investigações, Mauzira foi vítima de uma emboscada. O suspeito, identificado como Rubens Rebolças Soares, conhecido como “Baianinho”, teria se passado por comprador interessado nas joias e marcado um encontro com a vítima.
Segundo a Polícia Civil, ao chegar ao local combinado e permitir a entrada do homem em seu carro, Mauzira foi rendida. Ela foi levada até uma estrada na região do Calcário, onde acabou sendo assassinada com golpes de faca. Após o crime, o suspeito fugiu levando diversas joias, avaliadas em cerca de R$ 500 mil, que até o momento não foram recuperadas.
A prisão de “Baianinho” ocorreu na última sexta-feira (3), ainda em Espigão D’Oeste, após um trabalho de inteligência da polícia que incluiu análise de imagens de câmeras de segurança e cruzamento de informações. Ele foi encaminhado ao presídio de Pimenta Bueno.
O crime está sendo investigado como latrocínio — roubo seguido de morte —, cuja pena pode chegar a até 30 anos de prisão, conforme o Código Penal. Ainda de acordo com a polícia, o suspeito possui antecedentes criminais por tráfico de drogas e roubo, com registros desde 2006.
A brutalidade do caso gerou revolta na população, especialmente pela forma como a vítima foi enganada e morta. Amigos e familiares prestaram homenagens nas redes sociais, descrevendo Mauzira como uma mulher trabalhadora, conhecida e respeitada na comunidade.
A Polícia Civil segue com as investigações para tentar localizar as joias roubadas e esclarecer todos os detalhes do crime. Enquanto isso, o caso reforça o alerta sobre os riscos em negociações informais e encontros com desconhecidos, especialmente quando envolvem bens de alto valor.






