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7 abril 2026

Bolsonaro teria surrupiado relógio de mesa de diamantes e estatueta de ouro, investiga PF

Além dos conjuntos de joias devolvidos ao patrimônio da União, a Polícia Federal investiga outros presentes luxuosos dados por governos de países do Oriente Médio que teriam sido surrupiados por Jair Bolsonaro (PL) e incorporados a seu acervo pessoal após o ex-presidente deixar o Planalto.

Reportagem de Reynaldo Turollo Jr. e Eduardo Gonçalves, no jornal O Globo desta segunda-feira (5), mostra que ao menos outras 5 peças, além das joias, que teriam sido desviadas por Bolsonaro são investigadas pela PF e chamaram a atenção dos agentes.

As peças foram escondidas por Bolsonaro em uma das 175 caixas enviadas ao bunker montado na fazenda do ex-piloto de corridas, Nelson Piquet, que fica próxima à atual residência do ex-presidente. No total, Bolsonaro teria incorporado ao acervo privado cerca de 9 mil itens.

Entre os objetos está um relógio de mesa cravejado de diamantes, esmeraldas e rubis dado pelo príncipe dos Emirados Árabes Unidos Mohamed Bin Zayed Al Nahyan.

O relógio, de 61 centímetros de altura, foi “confeccionado em prata de lei com banho de ouro, cravejado com diamantes, esmeraldas e rubis” e tem um  “domo ornado com arabescos em prata e ouro”, representando o edifício Qasr Al Watan, localizado em Abu Dhabi, segundo a descrição feita pelo Gabinete de Documentação Histórica da Presidência. O valor não foi registrado, mas o objeto foi incorporado ao acervo privado do ex-presidente.

A PF investiga ainda o suposto surrupio de três esculturas, sendo uma feita de ouro, prata e diamantes; um incensário de madeira dourada.

Uma das esculturas, presente do vice-ministro dos Emirados Árabes, Mansour Bin Zayed Al Nahyan, tem 25 centímetros e é talhada em aço, prata, ouro e diamantes, com figuras de animais. Essa peça, de acordo com o detalhamento feito pela Presidência, exibe “árvores em prata e ouro e, no interior, representação de gazelas, órix, cavalos, bodes, cabras e flamingos em prata entre palmeiras”.

Na parte de baixo há ainda “uma bandeira dos Emirados Árabes Unidos, em suas cores, cercada por diamantes”, diz o documento.

Os outros três itens na mira da PF foram entregues em 2019 pela embaixada dos Emirados Árabes no Brasil e por autoridades durante uma viagem de Bolsonaro a Abu Dhabi. Um deles é uma escultura de navio antigo, com 54 centímetros, feita de metal.

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