A formação da federação partidária entre PRD e Solidariedade, oficializada nacionalmente em 25 de junho de 2025 e homologada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quarta-feira (4), inaugura uma nova configuração política tanto no país quanto em Rondônia. A união das duas siglas cria uma estrutura que funcionará como um único partido pelos próximos quatro anos, com compartilhamento de tempo de TV, recursos do fundo partidário e eleitoral, além do lançamento de candidaturas conjuntas.
Em Rondônia, a homologação da federação altera significativamente os rumos internos das duas legendas e evidencia novas dinâmicas de poder. O comando estadual ficará sob Fábio Gonçalves, figura central no núcleo político do governo e irmão do vice-governador Sérgio Gonçalves e do ex-chefe da Casa Civil, Júnior Gonçalves. Já no Solidariedade, a presidência será assumida por Avenilson Trindade, também alinhado ao grupo do vice-governador.
A junção dessas lideranças demonstra uma condução fortemente centralizada e revela que, no estado, a federação ultrapassa a mera formalidade institucional: ela se consolida como peça estratégica dentro do projeto político governista.
O principal objetivo do movimento é montar chapas competitivas para as eleições de 2026, tanto para a Câmara Federal quanto para a Assembleia Legislativa. A federação busca atrair candidatos com base eleitoral sólida, como prefeitos, vereadores e lideranças regionais — estratégia que difere de composições partidárias que apenas cumprem tabela.
A chegada da federação a Rondônia, contudo, gera tensões internas. Grupos tradicionais das siglas perdem espaço, especialmente setores ligados ao ex-deputado federal Nilton Capixaba, cuja influência política foi reduzida após a condenação no caso da “máfia das ambulâncias”, tornando-o inelegível até 2032/2033.
Com isso, a nova distribuição de forças coloca o grupo do vice-governador em uma rota paralela — e possivelmente conflituosa — à base do atual governador. Nos bastidores, avalia-se que esse embate tende a se intensificar conforme se aproxima o ano eleitoral de 2026.
Para analistas, o surgimento da federação representa mais que uma articulação administrativa: redesenha o tabuleiro político de Rondônia, reorganiza blocos de influência e antecipa o tom das disputas que dominarão o debate político nos próximos anos.
Com a aliança, PRD e Solidariedade passam a ocupar posição central nas articulações regionais e se tornam um dos polos determinantes da próxima disputa eleitoral no estado, podendo influenciar diretamente a formação das chapas majoritárias e proporcionais em 2026.

Com informações do Portalconectanews





