30 C
Porto Velho
25 março 2026

Trump mira o Brasil e deve prejudicar eleição da direita

O especialista americano Erick Langer, professor de história na Universidade de Georgetown, afirmou que, após a operação militar que resultou no sequestro de Nicolás Maduro, Donald Trump continuará sua intervenção na América Latina. Ele  acredita que Trump deseja transformar o país “em uma colônia econômica dos Estados Unidos”, com foco no petróleo do país.

Segundo o professor, “os Estados Unidos querem controlar a produção petrolífera da Venezuela”, independentemente do regime, o que resultaria em “mais do mesmo sofrimento para o povo venezuelano”. Langer também apontou que, após a prisão de Maduro, o governo dos EUA poderia apoiar Delcy Rodríguez, a vice-presidente da Venezuela, em vez de María Corina Machado, uma das líderes da oposição.

Langer destaca que “Rodríguez é mais manipulável que María Corina”, que, apesar de ter apoio popular, seria mais difícil de controlar. Langer ainda aponta que “Trump não quer María Corina no poder, pois ela não seria tão manipulável quanto Rodríguez, embora ambas busquem abrir o mercado para o petróleo estrangeiro”.

O professor acredita que as ações do republicano na América Latina têm como objetivo “dominar economicamente a região”, e que sua interferência nas eleições de outros países, incluindo o Brasil, pode prejudicar a direita. O especialista afirma que “o nacionalismo falaria mais forte” diante da intervenção de Trump, e que “o Brasil é o grande contrapeso contra as investidas dele”.

Erick Langer, professor de história na Universidade de Georgetown, nos EUA. Foto: BBC

“Tenho certeza de que Trump vai se meter, quando puder. Mas acho que os povos não se deixam vender. Mas claro que temos que pensar no que aconteceu com Milei, quando os Estados Unidos anunciaram ajuda de US$ 20 bilhões”, apontou.

Ele também sugere que, ao tentar influenciar as eleições no Brasil, Trump acabaria fortalecendo o nacionalismo. “A interferência dos Estados Unidos na vida política brasileira não vai favorecer os partidos da direita, porque isto servirá como arma para o nacionalismo dos demais”, prosseguiu.

Para ele, “se Lula continuar sendo forte e se continuar assim, muito contido com o que aconteceu na Venezuela — porque, na verdade, foi muito contido —, esta calma continuará sendo uma potência contra a direita”. Langer diz que o Brasil é o único país “grande o suficiente para para Trump e dizer ‘chega’ aos Estados Unidos”.

VÍDEOS: Estudante de Cacoal representará Rondônia em seletiva nacional de atletismo

Luan Vitor Scharff Barbosa, de 16 anos, será o...

Cobra cascavel é encontrada perto de casas e assusta moradores de bairro em Rondônia

Uma cobra cascavel de mais de um metro de...

Bandido leva 30 segundos para matar ciclista à luz do dia e diz que crime foi a ‘mando do diabo’

Imagens feitas por câmeras de segurança ajudaram a Polícia...

Empregos com carteira assinada crescem 106% em Ariquemes no 1º trimestre

Ariquemes registrou um crescimento de 106% nas contratações com...

Mulher é baleada dentro de carro e diz não saber de onde saiu o tiro

Uma mulher de 31 anos, Eliane P.S., 31 anos,...

Sintero realiza 1ª assembleia geral de 2026 em Vilhena

O Sintero, por meio da Regional Cone Sul, promove...

Jovem é morta após pedir celular do namorado

A jovem Raiane Maria Santos, de 21 anos, que foi...

Guerra no Irã pode afetar comida no planeta

A guerra no Irã começa a pôr em risco o abastecimento...

Aprovada em 1º lugar em concurso é esposa de delegado e fraudou prova

A Polícia Federal investiga a atuação de uma mulher...

Quarta-feira com pancadas de chuva e trovoadas em RO

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta de...

“Conta Comigo” fortalece combate à violência feminina em RO

O Ministério Público de Rondônia (MPRO), por meio da...

Supermercados passam a vender remédios

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei...

Bolsonaro terá 90 dias de prisão em casa

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu transferir...