23.6 C
Porto Velho
14 julho 2026

OAB pune advogado por uso de IA em RO

Na 504ª Sessão do Conselho Seccional da OAB RO, a primeira pauta trouxe ao centro dos debates um tema inédito sobre os limites éticos do uso de tecnologia na prática jurídica. O Plenário avaliou a conduta de um profissional acusado de inserir comandos invisíveis a olho nu em uma petição prática técnica conhecida como prompt injection (injeção de comando). Ao final da deliberação, o Conselho proclamou, por unanimidade, a suspensão do advogado por 30 dias, referendando a decisão cautelar da presidência.

Como o processo tramita sob sigilo para preservar as partes envolvidas, foco da deliberação se deu estritamente sobre a materialidade dos fatos e a repercussão da conduta no ordenamento jurídico. Abaixo, os principais pontos apresentados durante a sessão:

A denúncia e o posicionamento da presidência

Ao abrir o caso, o presidente da Seccional, Márcio Nogueira, sustentou que inserir comandos ocultos nas peças, supostamente destinados à leitura por sistemas de inteligência artificial ou pelo próprio magistrado, fere o princípio da lealdade processual.

O argumento central é direto: ocultar informação na peça compromete o devido processo legal. Ao esconder o comando, retira-se da parte contrária a oportunidade de conhecer o documento em sua integralidade e de construir contra-argumentação em igualdade de condições, o que a coloca em situação de desvantagem.

O caso veio à tona depois que a parte contrária identificou a técnica e relatou a ocorrência ao juízo. Para o presidente, a simples intenção de ocultar os comandos já basta para configurar a violação do dever de lealdade. Por essa razão, a suspensão preventiva recaiu, de forma exclusiva, sobre o profissional que assinou digitalmente a petição.

Os argumentos da defesa

A defesa, realizada de forma virtual, sustentou que o uso da técnica teve caráter estritamente experimental, voltado a testar uma nova ferramenta tecnológica.

O representante legal contestou a classificação do ato como prompt injection e o definiu como “concatenação semântica”. Segundo a defesa, a intenção era ocultar do olho humano o que estava visível, mantendo no código da peça exatamente as mesmas informações do texto aparente. Sustentou ainda que a prática não buscou induzir o sistema a erro e não influenciou os comandos nem a decisão final do juiz.

VÍDEOS: Estudante de Cacoal representará Rondônia em seletiva nacional de atletismo

Luan Vitor Scharff Barbosa, de 16 anos, será o...

Cobra cascavel é encontrada perto de casas e assusta moradores de bairro em Rondônia

Uma cobra cascavel de mais de um metro de...

Bandido leva 30 segundos para matar ciclista à luz do dia e diz que crime foi a ‘mando do diabo’

Imagens feitas por câmeras de segurança ajudaram a Polícia...

Empregos com carteira assinada crescem 106% em Ariquemes no 1º trimestre

Ariquemes registrou um crescimento de 106% nas contratações com...

Mulher é baleada dentro de carro e diz não saber de onde saiu o tiro

Uma mulher de 31 anos, Eliane P.S., 31 anos,...

Servidor é preso por desvio de medicamentos em RO

Um servidor do Hospital Municipal de Espigão d'Oeste (RO)...

Técnica de enfermagem é presa por tentar sequestrar bebê

Uma técnica de enfermagem foi presa após tentar levar...

Pesquisa aponta alta rejeição de Flávio Bolsonaro

A pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (13) mostra o...

Fuga entre Cerejeiras e Vilhena acaba em prisão

Três criminosos que haviam roubado o carro de um...

Projeto reúne mais de 100 mulheres em Vilhena

Mais de 100 mulheres participaram, no dia 7 de...

Fúria se reúne com apoiadores nesta segunda em Vilhena

Mídia Rondônia - O pré-candidato ao Governo de Rondônia...

Grávida sofre tentativa de feminicídio em Cerejeiras

Uma mulher grávida, de 35 anos, sobreviveu a uma...

Polêmica em RO: Prefeito sanciona lei sobre leitura da Bíblia

O prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, sancionou a...