O governador de Rondônia, Marcos Rocha, retorna ao centro das articulações políticas com uma série de decisões importantes a serem tomadas nos próximos dias. Nos bastidores do Palácio Rio Madeira, a informação mais recorrente é de que o chefe do Executivo estadual deve promover mudanças significativas em sua equipe de governo, especialmente no primeiro escalão.
O principal motivo para a possível reformulação está ligado ao cenário eleitoral de 2026. Vários secretários da atual gestão estariam se preparando para disputar cargos eletivos no próximo pleito, o que exige desincompatibilização dentro dos prazos legais. Diante disso, Marcos Rocha pretende montar o que aliados chamam de “time definitivo”, com o objetivo de concluir seu oitavo ano à frente do Governo de Rondônia.
Pesam ainda nas decisões do governador as especulações de que ele não deverá deixar o cargo para disputar o Senado, embora essa possibilidade ainda não esteja oficialmente descartada. Caso permaneça no comando do Executivo até o fim do mandato, Rocha quer garantir estabilidade administrativa e política para os últimos anos de gestão.
Entre os nomes cotados para deixar o governo para concorrer às eleições estão o secretário de Estado da Saúde, coronel Jefferson; o secretário de Segurança Pública, coronel Vital; o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Braguin, além de outros integrantes da equipe. Também é citado nos bastidores o secretário de Desenvolvimento Econômico, Lauro Fernandes, como possível candidato no próximo pleito.
Uma das maiores indefinições está na Casa Civil. O secretário Elias Rezende é apontado tanto como possível candidato a deputado federal quanto como um nome de confiança do governador para integrar uma chapa majoritária, podendo disputar o cargo de vice-governador em uma eventual corrida ao Governo do Estado.
Fiel ao seu estilo, Marcos Rocha não costuma antecipar decisões nem comentar publicamente mudanças em sua equipe. Historicamente, as alterações no secretariado só se tornam públicas após a publicação oficial no Diário Oficial do Estado. Ainda assim, interlocutores do governo afirmam que, além das saídas motivadas pelo calendário eleitoral, outras pastas estratégicas também podem sofrer mudanças.
Por enquanto, as informações permanecem no campo das possibilidades e articulações políticas. Não há confirmação se os substitutos virão de fora da atual estrutura ou se secretários adjuntos poderão ser efetivados como titulares. A expectativa é de que, nos próximos dias, o governador torne públicas suas decisões e dê início a uma nova fase de sua gestão.






