Condenada a 14 anos de prisão por envolvimento nos atos ocorridos em Brasília em 8 de janeiro de 2023, Sílvia de Amorim Jesus, moradora de Jaru (RO), fugiu após a expedição do mandado de prisão determinado a pedido do Supremo Tribunal Federal (STF). O certificado de evasão foi emitido pela Secretaria de Estado da Justiça de Rondônia (Sejus) no último sábado (5).
Sílvia estava sendo monitorada por tornozeleira eletrônica enquanto recorria da condenação. No entanto, em 13 de agosto, o processo transitou em julgado, encerrando a possibilidade de novos recursos. O mandado de prisão foi expedido posteriormente, no dia 27 de agosto.
Segundo relatório da Sejus, no dia seguinte à expedição do mandado, 28 de agosto, a tornozeleira eletrônica deixou de transmitir informações ao sistema de monitoramento. Inicialmente, o dispositivo teria ficado sem bateria. Na sequência, o sistema registrou um alerta indicando um possível rompimento da tornozeleira.
A equipe responsável pelo monitoramento tentou entrar em contato com Sílvia pelo telefone informado à Casa de Prisão Albergue e Semi-Aberto de Jaru, mas não obteve resposta.
Ainda de acordo com o documento, uma equipe realizou uma busca no endereço onde a condenada deveria estar, porém ela não foi localizada. Conforme registrado no relatório, também não foram encontrados elementos que indicassem que Sílvia permanecesse no imóvel.
Diante da situação, a Secretaria de Estado da Justiça registrou a evasão e comunicou o caso às autoridades responsáveis pelo cumprimento da ordem judicial.
Sílvia foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal a 14 anos de prisão em razão de sua participação nos atos de 8 de janeiro de 2023, quando manifestantes invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.
Com o trânsito em julgado da condenação e a expedição do mandado de prisão, ela deveria iniciar o cumprimento definitivo da pena, mas deixou de ser localizada pelas autoridades após a interrupção do monitoramento eletrônico.




