Uma equipe de fiscalização formada por agentes da Polícia Federal (PF), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) foi atacada a tiros na sexta-feira (6), quando deixava a Terra Indígena Sete de Setembro, em uma área que abrange os municípios de Cacoal, em Rondônia, e Rondolândia, em Mato Grosso.
O ataque ocorreu após a Operação Lenha Fria, realizada para combater a extração ilegal de madeira em terras públicas. Apesar dos disparos, nenhum integrante da equipe ficou ferido.
De acordo com as informações da fiscalização, ao deixar a terra indígena, os agentes encontraram a estrada bloqueada por árvores derrubadas, aparentemente com o objetivo de impedir a passagem das equipes. Na sequência, foram efetuados disparos de arma de fogo contra os servidores.
A Polícia Federal informou que vai investigar o ataque para identificar os responsáveis pelos tiros.
Operação terminou com prisão e destruição de materiais
A Operação Lenha Fria resultou na prisão em flagrante de uma pessoa suspeita de participar da exploração ilegal de recursos florestais em área pública.
Durante a fiscalização, os agentes localizaram um trator e duas motocicletas utilizados na retirada irregular de madeira. Os veículos foram inutilizados pelo Ibama para impedir que continuassem sendo empregados na atividade criminosa.
Também foram destruídas 14 toras de madeira, cortadas para permitir a execução da medida. As equipes apreenderam ainda uma motosserra, dois aparelhos celulares e uma antena de internet via satélite.
Crime em terra indígena
A Terra Indígena Sete de Setembro é tradicionalmente ocupada pelo povo Paiter Suruí. Por se tratar de uma área pertencente à União, a exploração de madeira sem autorização configura crime de competência da Justiça Federal.
A pessoa presa foi autuada em flagrante por desmatamento ou exploração econômica de floresta em terras de domínio público sem autorização, conforme o artigo 50-A da Lei nº 9.605/1998.
A legislação prevê pena de dois a quatro anos de reclusão, além de multa.
Além dos crimes ambientais identificados durante a operação, a Polícia Federal deverá apurar as circunstâncias dos disparos contra os agentes públicos, bem como identificar os responsáveis pelo ataque.
O caso evidencia os riscos enfrentados por equipes de fiscalização ambiental durante operações de combate à exploração ilegal de recursos naturais em áreas protegidas.






