22.7 C
Porto Velho
31 julho 2026

Intervenção no Brasil: PCC e CV podem entrar na mira do terrorismo dos EUA

O governo dos Estados Unidos prepara a classificação das facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. A medida, que pode ser anunciada nos próximos dias pelo Departamento de Estado, abre caminho para sanções econômicas e levanta preocupações sobre a possibilidade de operações militares norte-americanas que atinjam território brasileiro.

Segundo informações divulgadas inicialmente pela colunista Mariana Sanches, do UOL, e confirmadas por diferentes fontes ligadas ao governo dos EUA, o processo técnico que sustenta a decisão já teria sido concluído dentro da administração norte-americana. Restariam agora etapas políticas e burocráticas para formalizar a inclusão das facções na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, na sigla em inglês).

A classificação implica uma série de medidas automáticas por parte de Washington. Entre elas estão o congelamento de ativos de integrantes das organizações sob jurisdição norte-americana, a exclusão dessas redes do sistema financeiro dos Estados Unidos e a proibição de qualquer forma de “apoio material” por cidadãos ou empresas do país.

Temor de intervenção no Brasil

Além das sanções financeiras, o enquadramento traz consequências diplomáticas e estratégicas. Ao considerar grupos criminosos como organizações terroristas, o governo norte-americano passa a tratar suas bases e estruturas operacionais como potenciais alvos legítimos de ações militares, inclusive fora de seu território — o que gera apreensão em autoridades brasileiras.

No Brasil, o tema já chegou ao Palácio do Planalto. O governo brasileiro foi alertado sobre o avanço da proposta e tenta reabrir canais de diálogo com Washington. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, teria sido informado sobre a discussão durante agenda recente na capital norte-americana e buscava contato com o secretário de Estado, Marco Rubio, para tratar do assunto.

Diplomatas avaliam que a medida pode comprometer tentativas recentes de aproximação entre os dois governos. O combate ao crime organizado vinha sendo tratado como uma possível pauta de cooperação entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, em um encontro que chegou a ser cogitado para ocorrer entre março e abril. A adoção unilateral da classificação, no entanto, pode tensionar a relação bilateral.

Nos bastidores, a discussão sobre o enquadramento de facções criminosas como organizações terroristas é conduzida há meses dentro da administração norte-americana. Participam do debate autoridades como o subsecretário de Estado para o Hemisfério Ocidental, Christopher Landau, além de integrantes da equipe de política antidrogas do governo.

A iniciativa também tem implicações para empresas e cidadãos. Companhias que atuam em regiões onde essas organizações operam podem passar a enfrentar riscos legais ampliados, incluindo sanções do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos por meio do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC). O órgão já alertou empresas sobre os riscos de realizar negócios em países onde cartéis classificados como terroristas estão presentes.

A possível designação também se insere em uma estratégia mais ampla da administração Trump de tratar o narcotráfico como uma ameaça equivalente ao terrorismo internacional. Em discursos recentes, o presidente norte-americano chegou a mencionar a possibilidade de realizar ataques contra cartéis fora do território dos Estados Unidos, uma abordagem que especialistas apontam como juridicamente controversa.

Se confirmada, a inclusão do PCC e do CV colocaria as facções brasileiras em uma lista que já reúne organizações criminosas de outros países da América Latina, como cartéis mexicanos e grupos armados da Colômbia e do Haiti.

Autoridades brasileiras temem que a decisão seja usada como instrumento de pressão política sobre o país e amplie o debate sobre a presença ou atuação direta de forças norte-americanas na região.

VÍDEOS: Estudante de Cacoal representará Rondônia em seletiva nacional de atletismo

Luan Vitor Scharff Barbosa, de 16 anos, será o...

Cobra cascavel é encontrada perto de casas e assusta moradores de bairro em Rondônia

Uma cobra cascavel de mais de um metro de...

Bandido leva 30 segundos para matar ciclista à luz do dia e diz que crime foi a ‘mando do diabo’

Imagens feitas por câmeras de segurança ajudaram a Polícia...

Empregos com carteira assinada crescem 106% em Ariquemes no 1º trimestre

Ariquemes registrou um crescimento de 106% nas contratações com...

Mulher é baleada dentro de carro e diz não saber de onde saiu o tiro

Uma mulher de 31 anos, Eliane P.S., 31 anos,...

Show de Juliana Bonde gera investigação em RO

O Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO)...

Arquiteta descobre traições no velório do namorado

A arquiteta Kaline Macedo relatou ter descoberto, no velório...

PT vai ao TSE contra postagens falsas

A Federação Brasil da Esperança, formada pelo PT, PCdoB...

Confirmado: Confúcio será o segundo voto do PT em RO

O Partido dos Trabalhadores (PT) reafirmou, na manhã desta...

Idoso passa mal e morre dentro de motel em RO

Um idoso de 64 anos morreu no final da...

Foragido atira contra policiais e acaba morto em RO

O foragido Cristoph Barzotto Moura da Silva morreu baleado...

Sintero quer Cartão Feira para servidores de Colorado

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de...

PSOL/Rede faz convenção e mira aliança com o PT

A Federação PSOL/Rede realiza na próxima terça-feira (4) sua...