Em comunicado divulgado neste domingo (10), a Regional Cone Sul do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintero) denunciou que servidores temporários estão trabalhando sob forte pressão de gestores escolares e das Superintendências Regionais de Educação. Segundo o sindicato, as aulas na região estão ocorrendo de forma parcial, e muitos profissionais temporários têm medo de aderir à paralisação por receio de exoneração.
A denúncia também aponta que esses trabalhadores teriam sido informados de que teriam seus pontos cortados caso participassem da greve, conforme orientação da Secretaria de Estado da Educação (Seduc). O Sintero afirma que, no Cone Sul, são inúmeras as queixas de assédio e perseguição contra grevistas.
Casos mais graves, segundo o sindicato, estão ocorrendo nas Superintendências Regionais de Educação de Vilhena e Cerejeiras. Em Cabixi e Corumbiara, uma carta distribuída à comunidade escolar exaltou o trabalho de professores temporários em detrimento dos concursados, além de afirmar que as aulas seguem normalmente — informação desmentida pelo Sintero, que reforça que a realidade é de funcionamento parcial. Documento semelhante também foi denunciado pela direção do sindicato em Espigão do Oeste.
O departamento jurídico do Sintero informou que está adotando medidas judiciais para coibir as práticas de assédio e perseguição, e que os casos serão levados ao Ministério Público para garantir o livre direito de greve aos trabalhadores da educação.
A greve estadual segue por tempo indeterminado após negociações frustradas com o Governo de Rondônia, e a categoria reivindica valorização profissional, melhores condições de trabalho e respeito aos direitos dos servidores.
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