Mídia Rondônia – O presidente da Câmara Municipal de Chupinguaia, vereador Gardell Vinicíus, PSD, se manifestou nesta segunda-feira, 11, sobre o polêmico projeto de lei enviado pelo prefeito Wesley Araújo, que provocou protestos de trabalhadores da educação e da saúde no município.
Em entrevista ao Mídia Rondônia, Gardell afirmou que o município vive um momento delicado devido às discussões envolvendo o reajuste salarial dos professores e as mudanças questionadas pela categoria.
Segundo ele, o sindicato e os profissionais da educação apresentaram manifestações e questionamentos durante as sessões realizadas na Câmara Municipal, o que ampliou o debate em torno da proposta encaminhada pelo Executivo.
Como presidente da Casa de Leis, Gardell Vinicíus disse que pretende atuar como mediador entre os servidores e a prefeitura, buscando construir uma solução conjunta para evitar maiores prejuízos à população.
“Vamos levar as demandas ao prefeito e sentar novamente com a equipe de vereadores e o sindicato para tentar um novo realinhamento”, afirmou.
O parlamentar destacou ainda que o clima de confronto entre servidores e administração municipal não é positivo para nenhum dos lados e pode acabar prejudicando diretamente os estudantes da rede pública.
“A briga não é boa para ninguém. Nem para o Executivo, nem para o Legislativo e muito menos para os alunos, que acabam sendo prejudicados”, declarou.
Durante a entrevista, Gardell também fez um relato pessoal ao falar sobre sua ligação com a educação e demonstrar solidariedade à categoria dos professores.
“O que somos nós sem a educação? Os professores formam o caráter, formam advogados, engenheiros, médicos. Minha mãe é da classe das professoras, o que me traz muito orgulho”, disse o presidente da Câmara.
Gardell Vinicíus também esclareceu que os problemas financeiros e judiciais envolvendo os salários dos professores não começaram agora e são resultado de pendências acumuladas ao longo dos últimos anos no município.
Segundo ele, existem processos judiciais contra a prefeitura relacionados a valores não pagos desde 2017, além de obrigações previstas em lei que deixaram de ser cumpridas em legislaturas anteriores.
O presidente da Câmara adotou um tom conciliador ao reconhecer os direitos dos professores e a importância da categoria, mas ressaltou a necessidade de encontrar um equilíbrio entre as reivindicações dos servidores e a realidade financeira enfrentada pela prefeitura.
De acordo com Gardell, embora a atual gestão tenha iniciado em 2025, cabe agora ao município buscar soluções para resolver o passivo acumulado ao longo dos anos.
“Essa situação não começou agora, mas é responsabilidade da atual administração buscar uma solução para esse problema”, pontuou.
As manifestações dos trabalhadores da educação e saúde ocorreram após a aprovação de um projeto considerado prejudicial pelas categorias, que acusam a prefeitura de promover mudanças sem diálogo e de provocar perdas salariais aos servidores.
A expectativa agora é de que novas reuniões entre vereadores, sindicato e prefeitura sejam realizadas nos próximos dias em busca de entendimento.







