A crise na educação rondoniense, que já vinha desgastando a imagem do governador Marcos Rocha, especialmente na região do Cone Sul, culminou nesta terça-feira (12) com a exoneração da secretária de Comunicação, Rosângela Aparecida da Silva. A decisão ocorre após semanas de críticas públicas e insatisfação generalizada sobre a falta de informações a respeito das ações do governo e da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) nos sete municípios que compõem a região.
Na semana passada, o radialista e apresentador de TV Isak Laurentino intensificou o debate, criticando duramente a ausência de comunicação oficial e lembrando, durante seu programa, os gastos com diárias internacionais do governador e seus assessores. A fala repercutiu amplamente e expôs ainda mais o distanciamento do governo com a população local.
A greve da educação, que segue mobilizando servidores em todo o estado, também contribuiu para o desgaste político. A secretária de Educação, Anan Pacini, vem sendo alvo de fortes acusações de perseguição a servidores e de práticas de assédio moral, o que ampliou a pressão sobre o Executivo.
Além da saída de Rosângela Aparecida, há rumores de que Anan Pacini também deverá ser exonerada nos próximos dias. Nos bastidores, comenta-se que a gestão da Seduc poderá ser assumida interinamente pela servidora de carreira Débora Raposo.
A mudança na equipe do governo é vista como uma tentativa de conter a crise e melhorar a comunicação institucional, especialmente em um momento em que o desgaste junto à opinião pública cresce e a pressão de servidores e sindicatos aumenta.






