Vanessa é esposa de Ezequiel Ferreira Luiz, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 14 anos de prisão por sua participação na invasão e depredação do Palácio do Planalto. Ele foi sentenciado pelos crimes de associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e dano qualificado, com uso de substância inflamável. Apesar das provas e da decisão judicial, Vanessa alegou que seu marido foi condenado injustamente e classificou sua prisão como uma punição por “curiosidade”.
No entanto, o ato promovido por bolsonaristas ganhou contornos polêmicos, pois Ezequiel Ferreira Luiz sequer está preso. Ele é considerado foragido da Justiça, o que evidencia a tentativa de manipulação do discurso político. A presença de sua esposa e dos seis filhos tem sido amplamente explorada em eventos políticos, numa estratégia para impulsionar o movimento em favor da anistia.
A proposta de anistia interessa diretamente a Jair Bolsonaro, que utiliza os presos condenados e os foragidos do 8 de janeiro para tentar garantir sua própria reabilitação política. O ex-presidente, prestes a ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por tramar golpes de Estado, também é investigado por outros crimes, como a venda ilegal de joias e a falsificação da caderneta de vacina contra a Covid-19 para ingressar nos Estados Unidos no período de sua fuga, na véspera dos ataques às sedes dos Três Poderes.
O uso político da família do foragido e a mobilização de seus seis filhos nos atos políticos reforçam a estratégia bolsonarista de sensibilização da sociedade para a aprovação da anistia. O tema segue sendo discutido no Congresso Nacional, enquanto Bolsonaro busca apoio para evitar que seja impedido definitivamente de disputar futuras eleições.
Agência Brasil






