Um vídeo do influenciador Uesley Aquino de Souza, conhecido como Wesley Souza, usando uma tornozeleira e dançando em um shopping de Porto Velho, viralizou nas redes e trouxe consequências: ele perdeu o benefício do monitoramento eletrônico e voltou para a prisão no regime semiaberto.
Uesley foi condenado em julho de 2025 por roubo à mão armada. De acordo com a Secretaria de Justiça de Rondônia (Sejus), ele cumpria pena em regime semiaberto e, desde abril de 2025, tinha autorização para deixar a unidade prisional utilizando tornozeleira eletrônica.
O vídeo, que já ultrapassa 3 milhões de visualizações, mostra o influenciador e um amigo fazendo uma coreografia na parte interna do shopping. A tornozeleira eletrônica usada por Uesley chamou a atenção dos seguidores (veja acima).
O amigo que estava com o Uesley, Gabriel Ferreira, disse que os dois costumam produzir conteúdos para a internet, mas nenhum havia alcançado tanta repercussão. Segundo ele, a grande visibilidade pode ter motivado a ação das autoridades, que determinaram o recolhimento do jovem.
O motivo principal não foi a dança em si, mas o descumprimento das condições estabelecidas pela Justiça para que ele permanecesse fora do presídio, segundo informou a Sejus. Entenda os pontos principais:
- Violação de perímetro: ele estava autorizado a sair de casa apenas para trabalho ou estudo, previamente comprovados e autorizados pela Unidade de Monitoramento Eletrônico do Sistema Prisional (Umesp). O shopping não estava na rota autorizada.
- Além disso, ele não informou a saída, deixou a área autorizada e permaneceu fora do trajeto permitido.
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Como funciona a tornozeleira eletrônica?
Criada para monitorar presos fora do sistema prisional, a tornozeleira eletrônica é hoje uma das principais alternativas à prisão em regime fechado. O equipamento já foi utilizado por condenados da operação Lava Jato, agressores impedidos de se aproximar das vítimas e investigados submetidos a medidas cautelares.
Com cerca de 128 gramas, a tornozeleira é um pouco mais grossa que um celular e pode passar despercebida quando coberta pela calça.
Apesar do tamanho, o equipamento é equipado com GPS e modem para transmissão de dados via sinal de celular.
As informações são enviadas em tempo real para uma central de monitoramento, que pode operar de qualquer lugar do país.
O sistema possui mecanismos contra tentativas de violação. A cinta da tornozeleira é resistente e contém uma fibra óptica que emite sinal contínuo. Caso seja cortada, um alarme é disparado.





