O governador eleito de Rondônia, Marcos Rogério (PL), acusou aliados do Partido dos Trabalhadores (PT) de disseminar informações falsas envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL) e negou que seu futuro governo pretenda cortar direitos dos servidores públicos estaduais. A manifestação ocorre em meio à circulação de um documento intitulado “Tesouraço Estadual” e à disputa presidencial entre Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em entrevista à imprensa, Marcos Rogério afirmou que o documento que circula entre servidores públicos não foi elaborado por ele nem por sua equipe e não representa as propostas de sua futura administração. O governador eleito classificou o material como uma montagem e declarou que pretende fortalecer os serviços públicos e valorizar os profissionais responsáveis pelo atendimento à população.
A controvérsia em Rondônia ocorre em um cenário de disputa nacional marcado por diferentes preocupações do eleitorado. Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (14) aponta que 43% dos entrevistados têm mais medo da volta da família Bolsonaro ao poder, enquanto outros 43% temem mais um novo mandato de Lula. Outros 3% afirmaram temer os dois cenários, 6% disseram não ter medo de nenhum deles e 5% não souberam ou não responderam.
O levantamento também investigou os motivos apontados pelos entrevistados que manifestaram receio da volta da família Bolsonaro. Entre as justificativas, aparecem a rejeição pessoal a Flávio Bolsonaro ou à família, preocupações com autoritarismo, golpe e ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF), avaliação negativa do governo Jair Bolsonaro e o temor de que programas sociais sejam encerrados.
De acordo com os dados divulgados, 16% desse grupo citaram rejeição pessoal a Flávio ou à família Bolsonaro. Autoritarismo, golpe e ataques ao STF foram mencionados por 11%, mesmo percentual registrado para a avaliação negativa do governo Jair Bolsonaro e a possibilidade de encerramento de programas sociais. Corrupção, rachadinha e o caso Master apareceram em seguida, com 9%.
A mesma pesquisa, realizada entre os dias 10 e 13 de outubro com 2.154 pessoas com 16 anos ou mais, também mediu as intenções de voto para o segundo turno presidencial. Flávio Bolsonaro aparece com 46%, enquanto Lula registra 44%, cenário de empate técnico considerando a margem de erro de dois pontos percentuais. O levantamento tem nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08729/2026.





