A PGR (Procuradoria-Geral da República) aponta confusão patrimonial em um fundo ligado a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, utilizado para investir R$ 300 milhões no Atlético-MG, conforme informações da colunista Natália Portinari, do UOL.
Segundo o pedido de busca e apreensão que embasou a operação sobre o Master, o Astralo 95, usado para investir no clube, está entre os fundos que, de acordo com comunicação do Banco Central, teriam sido usados para desviar dinheiro da instituição financeira.
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Em conjunto com o Reag Growth 95, o Astralo 95 movimentou cerca de R$ 1,45 bilhão de recursos do Master entre abril e maio de 2024. Os principais beneficiários finais declarados do Astralo 95 são parentes de João Carlos Mansur, ex-dono da gestora Reag, liquidada por decisão do Banco Central.
A PGR afirma que há dúvidas sobre o verdadeiro controlador da cadeia de fundos, já que o Astralo 95 detinha 100% das cotas do Galo Forte FIP até novembro de 2024 e, a partir de dezembro, 80% das cotas passaram a ser de Daniel Vorcaro e 20% permaneceram com o Astralo 95.
Essas informações “estão em contradição com o conhecimento público que, desde o final de 2023, indicava Daniel Vorcaro como o proprietário do Galo Forte FIP”, afirma a Procuradoria. A Galo Forte foi usada por Vorcaro para adquirir um quarto da Galo Holding, controladora da SAF do Atlético-MG.
Confusão patrimonial e movimentações bilionárias
De acordo com a investigação, o fundo que comprou a participação no clube teria sido usado para desviar recursos do banco, sem detalhar a origem exata dos R$ 300 milhões investidos.
A confusão patrimonial citada pela PGR indica que não está claro se o aporte no Galo Forte partiu de recursos de Vorcaro, do Master ou de outros investidores, já que as transações entre os fundos se cruzam.
No total, a apuração do MPF (Ministério Público Federal) em São Paulo identificou movimentações de R$ 5,7 bilhões para fundos que podem ter recebido valores desviados do Master, tendo como destinatários finais empresas em nomes de laranjas.





