O CEO do Iter, Victor Godoy, afirmou que os R$ 5 milhões repassados pela Cedro Participações ajudaram a bancar os custos operacionais e iniciais do instituto educacional fundado pelo ministro do STF André Mendonça. O acordo entre a entidade e a empresa foi firmado em 2024. Com informações de Folha de S.Paulo.
Godoy, que comandou o Ministério da Educação no governo de Jair Bolsonaro, disse que o Iter assinou um contrato de R$ 5,9 milhões com a Cedro. “A ideia foi cobrir, com esse valor, os custos operacionais e iniciais para o instituto funcionar”, declarou.
O CEO afirmou que o instituto buscava um parceiro para viabilizar o início de suas atividades. “Não queríamos doações de ninguém”, disse Godoy. “Pactuamos, então, um empréstimo dentro da lógica de mercado.”
A Cedro desembolsou R$ 5 milhões dentro de um contrato de mútuo, modalidade em que os valores podem ser convertidos em ações. O acordo havia sido revelado pelo UOL.

Contrato prevê devolução antecipada dos recursos
Godoy disse que o Iter começou a devolver os valores de forma antecipada porque a instituição será transformada em uma sociedade sem fins lucrativos. Até agora, 5,3% do montante já teria retornado à Cedro.
A Cedro informou que analisava oportunidades no setor educacional e escolheu investir no Iter. A holding foi fundada pelo empresário mineiro Lucas Kallas, que atua nos setores de mineração, agronegócio e logística.
Kallas também foi parceiro do ex-banqueiro Daniel Vorcaro em outros negócios. Em 2023, o empresário detinha 8% da companhia de biotecnologia Biomm; no ano seguinte, a gestora WNT, ligada a Vorcaro, comprou ações da empresa.
O fundador da Cedro investiu ainda na Latache Capital, acionista da Oncoclínicas, empresa que alocou R$ 478 milhões em CDBs do Banco Master. Em junho, a Polícia Federal indiciou Kallas sob suspeita de integrar um esquema de extração ilegal de minério de ferro na Serra do Curral, na região metropolitana de Belo Horizonte; um mês depois, ele deixou a presidência do conselho de administração da Cedro. (DCM)





