Aclamada como “grande líder” pelo bispo Robson Rodovalho, no evento evangélico Arena Xperience 2026, da Igreja Sara Nossa Terra, no último domingo (16), Michelle Bolsonaro (PL) segue ignorando a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e já teria avisado ao marido, Jair Bolsonaro (PL), preso na Papudinha, que só fará campanha ao enteado se ele se desculpar por acusá-la de traição.Ao lado de Nikolas Ferreira (PL-MG), outro que tem tido atritos com os filhos de Bolsonaro, e Damares Alves (Republicanos), Michelle foi aclamada como grande líder pelo bispo Rodovalho, que nesta terça-feira (17), a pedido, deu “assistência espiritual” ao ex-presidente na prisão.“Obrigado pela vida da Michele que será a nossa grande líder, Senhor, nesse país na sua graça. No lugar que o senhor colocar”, afirmou Rodovalho nos bastidores com os políticos.
Colega de Bolsonaro na Câmara entre 2006 e 2010, o líder da igreja Sara Nossa Terra vem substituindo o pastor Silas Malafaia como “guru” espiritual do ex-presidente. Malafaia se afastou do clã justamente por discordar da unção de Flávio como pré-candidato, escanteando a ex-primeira-dama.
Nas redes sociais, o bispo publicou uma foto com Michelle e Bolsonaro e um longo texto após encontrar o ex-presidente na Papudinha nesta terça-feira de Carnaval.
Rodovalho diz que encontrou Bolsonaro “um pouco mais equilibrado no que diz respeito aos soluços, porém assustado por uma crise de pressão alta que teve ontem” e fez coro com a ex-primeira-dama ao dramatizar a situação do ex-presidente.
“Com os olhos lacrimejados algumas vezes, ele declarou: ‘Eu creio na força e no poder de Deus, não sei como, mas vou vencer’. Continuo vendo a necessidade eminente do cuidado em sua casa, facilitando os tratamentos e fortalecendo suas emoções”, afirmou.
Traição
Na Papudinha, Michelle também teria comunicado Bolsonaro que não deve apoiar a pré-candidatura de Flávio e explicou o motivo. Passados mais de dois meses, a ex-primeira-dama não se pronunciou nas redes sociais e nem do PL Mulher sobre a pré-candidatura do enteado.
Michelle teria dito a Bolsonaro que ainda espera desculpas do enteado que, em meio à fervura da disputa no clã presidencial, teria enviado uma mensagem a acusando de trair o clã, ao buscar lançar uma candidatura própria sem o aval do patriarca.
Michelle vinha trabalhando a pré-candidatura justamente a partir dos eventos do PL Mulher, bancados pelo presidente da sigla, Valdemar da Costa Neto.
Após o marido ungir Flávio como pré-candidato, a ex-primeira-dama paralisou os atos nos estados e diz que irá se dedicar a cuidar das marmitas ao ex-presidente.
No entanto, Michelle segue em contato com lideranças evangélicas, que ainda apostam em uma reviravolta na decisão de Bolsonaro.






