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15 outubro 2026

Tenente-coronel é preso por matar esposa PM

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, foi preso em São José dos Campos, interior de São Paulo, pela morte de sua esposa, a soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos. Ela foi encontrada morta com um tiro na cabeça no apartamento onde o casal morava no Brás, em São Paulo, em 18 de fevereiro.

Natural de Taubaté, no interior de São Paulo, Geraldo é formado em ensino superior, segundo os autos do processo, mas curso específico não tenha sido revelado. Ele ingressou na Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP) e foi promovido ao cargo de tenente-coronel em 2025, uma das mais altas patentes da corporação.

Antes da promoção, ele era major e atuava no 11º Batalhão da Polícia Militar, responsável por áreas importantes da capital paulista, como a Avenida Paulista e os bairros da Bela Vista e Jardins. Ele foi transferido para o Comando de Policiamento de Área Metropolitana Cinco (CPA/M-5) quando recebeu a patente de tenente-coronel.

Geraldo pediu afastamento das funções após a morte de Gisele e 35 anos na Polícia Militar. Ele participou da Força Tática e esteve em diversas unidades da corporação, incluindo no Litoral Norte e na capital. Sua remuneração mensal bruta era de R$ 30.861,87, com um total líquido de R$ 17.270,56, de acordo com o Portal da Transparência do Governo de São Paulo.

Tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto e a soldado Gisele Alves. Foto: Reprodução

Em seu depoimento à polícia, Geraldo afirmou ter conhecido Gisele em 2021 e oficializado o relacionamento em 2023, casando-se no ano seguinte. Ele disse que a relação se tornou “conturbada” em 2024, com várias discussões, principalmente após ele ser alvo de denúncias anônimas na Corregedoria da Polícia Militar.

Segundo ele, essas acusações de infidelidade eram uma “vingança” devido a alterações que ele realizava no batalhão. As denúncias incluíam imagens alteradas e perfis falsos, gerando constantes brigas entre o casal.

Geraldo afirmou que as acusações de infidelidade e as mensagens de perfis falsos para Gisele foram fatores que contribuíram para o desgaste do relacionamento, levando o casal a dormir em quartos separados desde agosto de 2025.

A prisão foi determinada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) após o pedido da Polícia Civil pela prisão preventiva do tenente-coronel.

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