O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) respondeu a uma cobrança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Daniel Vorcaro com um ataque ao passado judicial do petista e elogios a Sergio Moro e Deltan Dallagnol. A troca ocorreu neste domingo (18), durante o debate presidencial da Band. No trecho, o candidato do PL não explica sua relação com o ex-banqueiro e passa a falar da Lava Jato.
Lula abriu a cobrança acusando o adversário de apresentar sucessivas versões sobre o caso. “Porque ele não percebe que só no caso do Vorcaro ele contou 43 mentiras. Quarenta e três mentiras”, afirmou. O presidente disse que as declarações eram desmentidas pela imprensa e comparou o comportamento do senador ao de seu pai: “O pai dele mentia 11 vezes por dia. Ele está batendo recorde”.
Na sequência, o petista cobrou uma explicação sobre o vínculo com Vorcaro. Enquanto Flávio Bolsonaro começava a responder, Lula insistiu: “Explica, explica”.
O senador passou então a apontar o público do estúdio. “Você está vendo esse auditório aqui lotado, cheio de gente? Sabe quantas pessoas aqui já foram condenadas ou presas por corrupção e lavagem de dinheiro? Só você”, declarou, dirigindo-se ao presidente.
Flávio Bolsonaro também saudou Moro e Dallagnol, a quem atribuiu atuação no combate à corrupção, e acusou Lula de ajudar a desmantelá-la. A resposta deslocou o confronto da relação com Vorcaro para a operação que levou à prisão do petista.
As condenações de Lula na Lava Jato, porém, foram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal em 2021, após o reconhecimento de que a Justiça Federal de Curitiba não tinha competência para julgar os processos. Em outra decisão, a Segunda Turma do STF reconheceu a parcialidade de Moro no caso do triplex.
A referência às “43 mentiras” já havia aparecido em uma disputa judicial da campanha. Na véspera do debate, o TSE rejeitou o pedido de Flávio Bolsonaro para retirar um vídeo que o chama de “mentiroso Master”. Segundo a decisão relatada na cobertura, a peça identificava um levantamento do Aos Fatos como origem da contagem e se enquadrava na crítica político-eleitoral.




