Servidores da educação em greve realizam, nesta terça-feira (19), um pit stop em Vilhena, como forma de chamar a atenção da população para a falta de valorização da categoria por parte do governo de Rondônia. A mobilização acontece a partir das 9h40, no cruzamento das avenidas Major Amarante e Paraná, um dos pontos mais movimentados da cidade.
Segundo a diretora regional do Cone Sul do Sintero, professora Lívia Maria, o movimento tem crescido nos últimos dias com a adesão cada vez maior dos servidores efetivos, que se somam aos trabalhadores temporários e fortalecem a mobilização. “Os profissionais da educação entenderam que a luta é coletiva, que não podemos retroceder, e por isso estão participando ativamente das manifestações”, destacou.
A direção do Sintero também segue visitando escolas em todo o Cone Sul e continua recebendo denúncias de perseguição e assédio contra servidores temporários, que estariam sendo pressionados a retornar às atividades sob ameaça de corte de ponto e até de contratos. A entidade denuncia essas práticas como tentativas do governo de desmobilizar o movimento grevista, mas garante que a resistência continua firme.
Na última sexta-feira (15), o governador Marcos Rocha esteve no município de Corumbiara, onde foi cobrado diretamente pelos trabalhadores em greve, mas não deu respostas concretas às reivindicações. Durante o ato, a assessora do governo, Jaqueline Cassol, tentou intervir para impedir as manifestações, porém não conseguiu conter os protestos, que seguiram de forma organizada e pacífica.
Já em Cacoal, os educadores realizaram um grande protesto em frente à sede da Superintendência Regional de Educação. Na ocasião, o professor Xavier comandou os discursos e fez duras críticas ao governo estadual, acusando a administração de ignorar completamente as necessidades da categoria e de não apresentar propostas reais para solucionar a crise.
A greve da educação em Rondônia, iniciada em 6 de agosto, já entra em sua terceira semana e segue sem previsão de encerramento. No Cone Sul, escolas permanecem paralisadas e o clima entre governo e trabalhadores continua tenso, com manifestações em várias cidades da região e a promessa de novas mobilizações nos próximos dias.






