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17 março 2026

Bêbado, diretor de escola militar mata jovem após ‘perder’ mulheres para vítima em bar

Elias Ribeiro da Silva, 54, preso acusado de matar o segurança Claudemir Sá Ribeiro, 26, teria se revoltado ao ver que as mulheres que o acompanhavam foram para a mesa onde a vítima estava com amigos. Revoltado com a situação, ele foi até a onde o alvo estava, conversou com o grupo e, na sequência, efetuou um disparo a queima-roupa. O crime aconteceu durante a noite desse domingo (23), em um bar de Colniza (1.065 km ao noroeste de Cuiabá).


O relato da dinâmica do crime é do delegado, Ronaldo Binoti Filho, que ouviu o irmão da vítima, a ex-namorada, funcionários do bar e o policial acusado.

“Quando Claudemir chega com o irmão e se senta próximo do suspeito, Elias já estava em visível estado de embriaguez, por beber o dia todo juntamente com algumas mulheres. No estabelecimento, Elias se revoltou porque essas mulheres que estavam com ele, teriam saído da mesa em que estavam e se deslocado até a mesa de Claudemir”, explicou o delegado.

 

Uma funcionária do bar disse à polícia em depoimento que o suspeito havia reclamado com funcionários do bar, dizendo que ele teria pagado bebidas para as jovens e “agora elas estavam sentadas com faccionados”. A funcionária do bar disse, ainda, que o suspeito teria falado em “matar todo mundo”.

Momentos depois, Elias saiu da sua mesa e foi até a mesa em que os rapazes estavam, sentou e começou a conversar. “Pelos vídeos que a gente juntou, não houve nenhuma ameaça à integridade física do Elias. Os rapazes continuam bastante quietos, e o Elias saca sua arma de fogo e dispara a queima-roupa contra a vítima, que morre no local”, detalhou o policial.

Segundo o delegado, após a execução, o suspeito continuou no estabelecimento e fez ameaças aos clientes do bar, dizendo que mataria todos que participassem de alguma organização criminosa.

Investigação constatou que a vítima e o irmão não tinham ligação com facção criminosa, nem passagens por algum delito.

“Ele não teve nenhum fundamento para agir da forma que agiu. Foi uma atitude completamente covarde. Nesses 3 anos que estou atuando no noroeste de Mato Grosso, este foi o homicídio mais covarde que atuei até aqui”, finalizou.

Elias Ribeiro da Silva foi autuado por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e por impossibilitar qualquer chance de defesa da vítima. O suspeito irá passar por audiência de custódia e está à disposição da Justiça.

 

Ele era diretor de escola militar na cidade e foi afastado do cargo nesta segunda, assim que o caso repercutiu.

Claudemir Sa Ribeiro

Gazeta Digital

 

 

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