O presidente Lula (PT) chamou Flávio Bolsonaro (PL) de adversário de “mais baixo nível” que já enfrentou em uma eleição, neste sábado (24), durante caminhada de campanha em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. O petista acusou o senador de mentir e voltou a citar a morte de Ana Clara Gomes Machado, de 5 anos.
Antes de iniciar o ato, Lula comparou a disputa com eleições anteriores contra Fernando Henrique Cardoso, José Serra, Geraldo Alckmin e Fernando Collor. “Estamos chegando ao final de mais uma campanha. Uma campanha que, possivelmente, tenha sido a campanha feita por um adversário de mais baixo nível possível”, afirmou.
O presidente disse que Flávio “não é uma pessoa, é uma mentira” e acusou o adversário de não ter compromisso com o que fala. “Ele decora os textos, não tem nenhum compromisso com a verdade, com aquilo que fala. Ele diz sim e não com a mesma desfaçatez”, declarou.
As críticas ocorreram na manhã seguinte ao último debate presidencial, realizado pela Globo na sexta-feira (23). No encontro, Flávio usou a expressão “nove dedos” para se referir a Lula, que perdeu um dedo da mão esquerda em acidente de trabalho em 1964, e pediu desculpas após ser cobrado pelo petista.
Caso Ana Clara voltou ao centro das críticas
Lula também retomou o caso de Ana Clara Gomes Machado, morta em fevereiro de 2021 após ser atingida por um disparo enquanto brincava diante de casa, em Niterói. Flávio atuou na defesa do policial militar Bruno Dias Delaroli, acusado pelo Ministério Público de efetuar o tiro.
Cristiane Gomes da Silva, mãe da criança, acompanhou o debate na plateia a convite da campanha de Lula. Flávio declarou no confronto que confiava que o policial não havia feito o disparo e ressaltou que ele ainda não tinha sido julgado.
Na caminhada, Lula criticou a conduta do senador ao tratar do episódio. “Vocês viram o cinismo dele ao falar da morte da menina Ana Clara? Vocês viram a desfaçatez? Errou o nome da mãe. Essa gente não presta”, disse o presidente, que também voltou a chamar o adversário de “miliciano”.
O ato se concentrou na altura do Posto 5, na avenida Atlântica, e reuniu apoiadores vestidos de vermelho e com camisas da seleção brasileira. O carro de Lula parou por cerca de 15 minutos após um pneu furar, e ele trocou de veículo antes de prosseguir.
“Eu queria dizer para vocês que o pneu do nosso carro furou. Se fosse meu adversário, ele ia dizer que eu fui eu que furei”, brincou Lula. Ele afirmou estar confiante para o segundo turno de domingo (25): “Amanhã eu serei eleito presidente da República outra vez”.
Sob calor previsto de até 34°C, participantes passaram mal e receberam atendimento de bombeiros. Janja pediu que os apoiadores permanecessem onde estavam durante a troca de veículo, enquanto pontos de hidratação e ambulantes distribuíam e vendiam água ao longo do percurso.





