Apesar do anúncio feito pelo governador de Rondônia, Marcos Rocha, sobre o reajuste salarial de 6,27% para os professores da rede estadual, o Sintero (Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Rondônia) seguirá mobilizado. A informação foi reforçada neste final de semana pela presidente da entidade, professora Dioneida Castoldi, que destacou que outras reivindicações continuam sem resposta.
Segundo a presidente, o sindicato luta por um ganho real para toda a categoria, e o reajuste anunciado representa apenas o cumprimento da primeira pauta: o piso salarial para os professores e a extensão do mesmo percentual para os técnicos educacionais. “Além disso, buscamos garantir em lei que os técnicos também tenham anualmente o mesmo percentual de reajuste dos professores”, enfatizou Dioneida.
Outro ponto de cobrança são as titularizações e a regulamentação dos benefícios como auxílio alimentação e auxílio transporte, demandas que ainda não tiveram um posicionamento efetivo do governo. A presidente também alertou que a situação dos técnicos de nível 1 e nível 2 precisa ser resolvida.
“A luta continua, porque o governo só cumpriu a primeira parte. O mínimo do mínimo. Não é isso que a categoria quer. Nós temos uma reunião marcada para o dia 6 de maio e mantemos o indicativo de greve”, destacou.
O anúncio do governador Marcos Rocha foi feito na sexta-feira, 25, por meio das redes sociais, quando informou que o reajuste será financiado com recursos próprios da Educação. Também foi confirmado o envio de projeto de lei à Assembleia Legislativa para contemplar técnicos e analistas educacionais, mesmo que essa categoria não esteja prevista na Lei do Piso Nacional.
Dioneida lembra que a luta é por mais investimentos e valorização dos trabalhadores.






