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Porto Velho
8 fevereiro 2026

Uso do dinheiro público pode ser critério na escolha de senador

A renúncia ao uso de verba pública, principalmente quando não se precisa, é no mínimo um ato de responsabilidade social

Edson Lustosa

Que o financiamento público de campanha nunca foi visto com bons olhos pelo povo
brasileiro é coisa que todo o mundo sabe. O que muita gente não sabe é que,
apesar desse senso comum, são quase R$ 5 bilhões destinados para a campanha
deste ano. E o que é mais preocupante: os partidos são os gestores dessa
dinheirama, podendo destinar os recursos segundo critérios de cada agremiação.
Mas há, nestas “paragens do poente”, uma boa notícia: nem todos os candidatos ao
Senado por Rondônia estão usando recursos do Fundo Especial para o
Financiamento de Campanhas (FEFC). Pelo menos é esse o caso do empresário da
produção rural Jaime Bagattoli, do Partido Liberal (PL). Em seus discursos, ele
afirma que não concorda com mais esse custo recaindo sobre o povo brasileiro. E se
comporta conforme o que afirma: não utilizou e garante que não vai utilizar nem um
centavo do dinheiro público para sua campanha. Tem respaldo pra isso, já que em
2018, quando também disputou uma cadeira no Senado Federal, agiu da mesma
forma, recusando-se a usar o dinheiro público.
Bagattoli tem sido assertivo quando indagado sobre sua postura: “um país como o
Brasil, com as demandas públicas urgentes que tem, jamais deveria aplicar recursos
nesse tipo de despesa.” Como diversidade e democracia caminham juntas, há nas
demais candidaturas ao Senado por Rondônia, diferentes comportamentos
financeiro-eleitorais. No site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nas prestações de
contas, identifica-se quem foram os candidatos ao Senado por Rondônia que mais
receberam recursos público para suas campanhas:
1º – Jaqueline Cassol (PP) – R$ 3.500.000,00 – 99,09% do orçamento da campanha
2º – Expedito Júnior (PSD) – R$ 2.800.000,00 – 100,00% do orçamento da
campanha
3º – Mariana Carvalho (PSDB) – R$ 2.570.000,00 – 96,25% do orçamento da
campanha
4º – Acir Gurgacz (PDT) – R$ 1.000.000,00 – 88,65% do orçamento da campanha
Considerando o que as pesquisas têm apontado como preferência popular, é de se
considerar que a postura de Bagattoli no que se refere a sua recusa a lançar mão do
dinheiro público esteja lhe rendendo reconhecimentos, adesões e apoios. As urnas
darão a palavra final.

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