O comentarista político Carlos Caldeira utilizou as redes sociais nesta quinta-feira (27) para denunciar o que classificou como um suposto esquema de “rachadona” envolvendo recursos do Fundo Eleitoral em Rondônia.
Sem citar nomes de candidatos ou partidos, Caldeira afirmou ter recebido inúmeras denúncias sobre possíveis irregularidades envolvendo candidaturas nas eleições de 2026. Segundo ele, as informações e documentos que recebeu serão encaminhados à Polícia Federal (PF) para investigação.
De acordo com o comentarista, pessoas sem histórico ou perfil político estariam sendo estimuladas a disputar as eleições por partidos que, na avaliação dele, não teriam chances de eleger representantes. A suspeita levantada é de que algumas dessas candidaturas seriam utilizadas principalmente para acessar recursos do Fundo Eleitoral.
Caldeira relatou que, entre as denúncias recebidas, estaria a de um suposto candidato que teria recebido uma proposta para devolver parte do dinheiro destinado à campanha ao dirigente partidário.
Como exemplo, ele citou uma situação em que o candidato receberia R$ 100 mil do Fundo Eleitoral e devolveria R$ 30 mil.
Em sua publicação, o comentarista afirmou:“O que está acontecendo no nosso estado é que pessoas sem nenhum perfil para a política, foram cooptadas para serem candidatos com o objetivo de FAZER RACHADONA, devolvendo 70% do valor recebido e ficando com 30%”.
Ainda segundo Caldeira, a prática ocorreria principalmente com candidatos que receberiam valores entre R$ 50 mil e R$ 100 mil, em partidos que, segundo ele, não teriam probabilidade de eleger candidatos.
Carlos Caldeira disse que pretende entregar à Polícia Federal os documentos relacionados às denúncias para que os fatos sejam investigados.
Até o momento, porém, não foram divulgados os nomes dos supostos envolvidos, partidos ou candidatos, nem apresentados publicamente elementos que comprovem as acusações.
As informações divulgadas por Caldeira representam denúncias ainda não comprovadas. Eventuais irregularidades deverão ser apuradas pelas autoridades competentes, que poderão verificar a origem dos recursos, sua utilização e a existência ou não de qualquer acordo para devolução de valores.
A reportagem não atribui a prática de irregularidades a nenhum candidato ou partido específico, uma vez que os nomes não foram mencionados pelo comentarista. O espaço permanece aberto para eventuais manifestações dos envolvidos caso sejam identificados posteriormente.
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