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10 abril 2026

Religiosos de extrema-direita associam novo uniforme da seleção ao satanismo

A Seleção Brasileira fará história na Copa do Mundo de 2026 com um uniforme totalmente inédito: pela primeira vez, a camisa away (número 2) será vermelha, substituindo a tradicional azul, e produzida pela Jordan, divisão de basquete da Nike. Nas redes sociais, a informação viralizou com piadas por parte do público e revolta dos bolsonaristas, que usam o verde e amarelo da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) como uniforme da extrema-direita.

Alguns criticam a cor por ser a cor associada a partidos e movimentos de esquerda, como o PT e a CUT (Central Única dos Trabalhadores). Outros religiosos de extrema-direita chegam a associar o possível novo uniforme ao “satanismo”.

“Vocês têm um mau gosto terrível. Usar essa camisa vermelha que só remete ao MST, PT, CUT e Che Guevara é um tiro no pé no marketing”, escreveu um seguidor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Ano de eleição, vagabundo com a camisa amarela da seleção e vagabundo com a vermelha”, ironizou outra usuária do X, antigo Twitter.

Outros memes que surgiram nas redes sociais relembram com sarcasmo o bordão usado pela extrema-direita no auge do anti-petismo: “A nossa bandeira jamais será vermelha… mas a camisa será”.

De acordo com informações exclusivas do Footy Headlines, site especializado em esporte, a nova coleção marcará uma ruptura com a tradição dos uniformes reservas azuis que acompanham a equipe desde 1958, quando a camisa estreou na final que consagrou o primeiro título do Brasil.

Na ocasião, só era produzido um uniforme para a competição, mas a delegação brasileira precisou improvisar na decisão contra a seleção anfitriã do torneio, a Suécia, que também vestia-se de amarelo. Para convencer os atletas, que contava com Pelé e Garrincha no grupo, o roupeiro fez uma associação com o manto azul de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.

“Trocar o manto de Nossa Senhora Aparecida por uma camisa vermelha é satanismo”, pregou um bolsonarista mais religioso.

Manchado pela extrema-direita, o amarelo da seleção parecia estar perdido para sempre, vestido pelo bolsonarismo em cada comício golpista. Quem sabe uma nova cor mude esse cenário, assim como alemães e italianos fizeram após o nazi-fascismo.

Veja algumas reações:

 

 

 

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