A Justiça do Rio Grande do Sul tornou réus nesta sexta-feira (28) D’andre Grayson e Mayanna Angelina Rodgers, pais de Oliver Grayson, de 3 anos, morto após agressões em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre. D’andre, missionário norte-americano de 33 anos, responderá por homicídio qualificado com dolo eventual e quatro crimes de tortura contra Oliver e outros três filhos. Mayanna responde por quatro acusações de tortura por omissão. Os dois seguem presos preventivamente.
O Ministério Público atribui ao pai socos, tapas, mordeduras e agressões com fios e cordas contra os filhos. A denúncia afirma que, em 5 de julho, D’andre se irritou porque Oliver não lhe deu “bom dia”, deu socos no menino e bateu a cabeça dele contra o piso. A criança morreu três dias depois, em decorrência de traumatismo cranioencefálico grave. A acusação aponta as qualificadoras de motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Mayanna não responderá pelo homicídio, pois as denúncias nesse ponto foram arquivadas. Para o MP, ela sabia das agressões, presenciava episódios de violência e não impediu os crimes nem comunicou as autoridades. A acusação abrange casos ocorridos em São Paulo, Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, que serão julgados em Viamão. O órgão também pediu a perda do poder familiar e indenização mínima de R$ 50 mil por danos morais. As defesas afirmaram que apresentarão argumentos no processo; os advogados de Mayanna disseram que buscarão sua liberdade.






