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30 junho 2026

Avião que caiu em SP entrou em ‘parafuso chato’ antes da queda; vídeo

acidente aéreo ocorrido em Vinhedo (SP), que resultou na morte de 61 pessoas, envolveu uma condição crítica conhecida como “parafuso chato”. De acordo com três oficiais da Força Aérea Brasileira (FAB) ouvidos pelo UOL, essa condição significa que a aeronave perdeu sustentação e começou a descer em um movimento rotacional vertical até colidir com o solo. O “parafuso chato” é uma situação extremamente perigosa porque, para que o avião mantenha o voo, o ar que passa por baixo das asas precisa ser mais rápido do que o que passa por cima. Isso só é possível quando a aeronave se desloca para frente com velocidade horizontal adequada.

Quando um avião entra em “parafuso chato”, a sustentação se perde, e a recuperação da aeronave se torna muito difícil, especialmente em baixa altitude. No caso do acidente em Vinhedo, as investigações conduzidas pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) deverão fornecer mais detalhes sobre as causas e circunstâncias exatas do incidente. No entanto, não há ainda um prazo definido para a divulgação dos relatórios preliminar e final. Vários fatores podem contribuir para o “parafuso chato”, mas os oficiais da FAB preferiram não especular sobre as possíveis causas específicas deste caso.

O Acidente
O que se sabe até o momento é que, às 13h20, a aeronave estava a uma altitude de 17 mil pés. Dois minutos depois, o turbo-hélice havia perdido a maior parte dessa altitude, descendo para 4 mil pés, antes que o sinal de GPS fosse interrompido. A aeronave envolvida era um ATR-72, que transportava 57 passageiros e quatro tripulantes em um voo que partiu de Cascavel (PR) com destino a Guarulhos (SP). Este acidente foi o primeiro registrado pela companhia VoePass desde que a empresa mudou de nome, anteriormente conhecida como Passaredo.

O acidente em Vinhedo é significativo também porque a aviação comercial brasileira não registrava um acidente com tantas vítimas há 17 anos. A tragédia reacende o debate sobre a segurança aérea e a necessidade de rigor nas investigações para evitar que incidentes semelhantes voltem a ocorrer

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