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30 setembro 2026

Secretário de Trump manda vetar 380 livros com temas sobre Holocausto, racismo e feminismo

O gabinete do secretário de Defesa do governo Trump, Pete Hegseth, ordenou a retirada de 381 livros da biblioteca da Academia Naval dos Estados Unidos. A decisão faz parte de uma ação para remover conteúdos ligados à diversidade, equidade e inclusão. Foram vetados títulos sobre racismo, feminismo, identidade de gênero e o Holocausto. A medida foi definida como parte de uma “limpeza ideológica” nas instituições militares.

Entre os livros banidos estão “Lembrando o Holocausto”, que trata da preservação da memória do genocídio de judeus, “Perseguindo Trayvon Martin”, sobre racismo estrutural nos EUA, e “Meio americano”, que fala sobre afro-americanos na Segunda Guerra. Também foi retirado o livro “Uma mulher respeitável”, sobre o papel de mulheres negras no século XIX.

A autobiografia de Maya Angelou, “Eu sei por que o pássaro canta na gaiola”, também foi removida.

Maya Angelou: escritora e ativista dos direitos civis teve sua autobiografia removida da biblioteca da Academia Naval dos EUA após ordem do gabinete do secretário de Defesa do governo Trump – Foto: Reprodução

O decreto de Trump, assinado em janeiro, proibia conteúdos sobre diversidade apenas em escolas públicas do ensino básico. Mesmo assim, o Pentágono decidiu aplicar a regra nas academias militares. A retirada dos livros ocorreu pouco antes de uma visita de Hegseth à instituição, mas o governo afirma que as ações não têm ligação direta.

Segundo a agência Associated Press, um oficial do governo revelou que a Academia Naval foi instruída a fazer a revisão do acervo “no fim da semana passada”. Não há confirmação se a ordem veio diretamente de Hegseth ou de sua equipe.

Os livros vetados incluem temas como violência racial, sexualidade e o papel social das mulheres em diferentes culturas.

A medida tem sido criticada por parlamentares e organizações que defendem a liberdade acadêmica. Servidores do Departamento de Defesa relataram desconforto com a decisão e afirmam que a exclusão de conteúdos históricos pode prejudicar a formação dos cadetes.

DCM

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