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Porto Velho
31 janeiro 2026

Adolescente de 14 anos descobre câncer raro nos ossos após queda com bezerro e busca tratamento em Porto Velho: ‘Nada é impossível’

O adolescente Claudiney Santos, de 14 anos, teve a rotina de cuidar do gado, tirar leite das vacas, andar a cavalo e a ajudar o pai no seringal alterada após descobrir um osteossarcoma, um tipo de tumor maligno que ocasiona dores e inchaços nos ossos longos dos braços e pernas.

A doença foi descoberta no ombro direito depois de uma queda com um bezerro em dezembro do ano passado. Desde então, os pais do adolescente, que é filho único, iniciaram uma batalha para salvar o menino.

Claudiney mora com a família às margens do Rio Purus, no Seringal Boa Esperança, e para chegar ao local é preciso percorrer de seis a sete horas de barco, saindo de Sena Madureira, no interior do Acre. O pai dele é um pequeno agricultor e era ele quem o ajudava a cuidar do gado.

O jovem se acidentou ao derrubar um bezerro ano passado e, inicialmente, machucou o braço esquerdo. Após a queda, foi levado a Rio Branco para fazer um tratamento e se recuperou. Porém, depois começou a sentir fortes dores no braço direito.

O diagnóstico veio após uma ressonância magnética: os médicos descobriram o tumor ósseo maligno no ombro.

“Estou tratando essa doença e pra Deus nada é impossível”, disse o jovem ao G1.

Luta e sonhos pausados

 

O adolescente estava aprendendo a tocar violino para se apresentar durante os cultos da igreja em que frequenta com os pais. Ele precisou interromper os estudos para iniciar o tratamento. Este ano, o adolescente iria estudar no 9º ano.

No final de dezembro, ele viajou com a mãe para buscar tratamento. “Demorou muito, até que conseguimos colocá-lo no Hospital de Amor e quando veio, já estava sem tato no braço. Precisou fazer uma biopsia e piorou ainda mais porque inchou o braço. Agora o inchaço desceu pros dedos”, contou o pai.

Claudiney vai precisar passar, inicialmente, por 10 sessões de quimioterapia para que o tumor, que é do tamanho de um limão, desinche e, assim, possa passar por uma cirurgia.

“Se estiver desinchado, pode fazer cirurgia, se não estiver, vai ter que fazer mais quimioterapia até desinchar. Ele disse que se tirar assim, tira tudo. Fica sem nada, osso, com tudo. Aí ele perde o braço. Mas, se fizer o tratamento, tomar a quimioterapia direitinho, pode fazer a cirurgia e conseguir ficar com o braço”, torce o pai.

O jovem está na UTI e foi descoberto um trombo no coração e um nódulo no pulmão. Ele passa por outro tratamento que consiste em medicamento para a trombose para que possa dar continuidade às sessões de quimioterapia.

Busca por tratamento

 

Ao g1, o agricultor Claudeni Costa Silva, 46 anos, pai de Claudiney, contou que o filho está em tratamento no Hospital do Amor de Porto Velho, em Rondônia, porque não conseguiu atendimento na capital acreana.

Segundo ele, a família buscou ajuda médica em duas unidades de saúde de Rio Branco, contudo, ouviu dos profissionais que não há tratamento para esse tipo de câncer no estado. A reportagem aguarda o posicionamento da Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre).

Antes de ir ao estado vizinho, a família buscou até mesmo o Tratamento Fora do Domicílio (TFD), mas, segundo o agricultor, não conseguiu o benefício e resolveu ir para o Hospital do Amor com suas próprias economias.

Dificuldades

 

O agricultor falou ainda das dificuldades enfrentadas pela família durante o tratamento do filho. Eles estão em uma pousada alugada em Porto Velho, porém, o hospital fica em um local afastado. Frequentemente, o filho volta para a hospedagem, mas precisa retornar para continuar o tratamento.

“Estamos eu e a mãe dele. É nosso filho único e largamos tudo lá [no seringal]. Ela não tinha como ficar por aqui só com ele porque não tinha como lavar a roupa e decidimos alugar um lugar. Só que são 23 quilômetros para o hospital. A gente tá pagando quase que diariamente R$ 50, R$ 60 de uber”, alegou.

Para custear o tratamento do filho, o agricultor iniciou uma campanha de arrecadação de recursos. O agricultor declarou que toda ajuda é bem-vinda, já que o casal precisa diariamente fazer esse transporte e pagar mensalmente o aluguel de onde estão hospedados.

Claudiney comentou que há uma mulher que tirou uma foto sua e está pedindo dinheiro em seu nome, porém, desconhece quem seja. “No Instagram, o pessoal pegou minha foto e estão me divulgando e ganhando dinheiro no meu nome, fora do meu Pix”, disse ele.

Fonte: G1 AC

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