A extrema direita brasileira promete tomar as ruas neste domingo, 3 de agosto, em defesa de Donald Trump, do tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos contra o Brasil e em apoio às sanções internacionais contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Organizados por figuras conhecidas do bolsonarismo, como o pastor Silas Malafaia e a jornalista Cristina Graeml (Podemos), os atos estão sendo convocados como reação à “censura” e “perseguição” do Judiciário brasileiro. No entanto, o pano de fundo político é mais amplo: consolidar a narrativa bolsotrumpista de 2026 e pressionar pela anistia dos golpistas do 8 de janeiro.
A fala de Graeml dissemina a retórica bolsonarista de enfrentamento ao STF e ao governo Lula, numa tentativa de nacionalizar pautas do trumpismo adaptadas à realidade brasileira.
Malafaia convoca Avenida Paulista: “Fora Moraes”
Em São Paulo, o pastor Silas Malafaia será um dos líderes do protesto na Avenida Paulista, a partir das 14h. Segundo ele, os atos deste domingo visam exigir o fim das medidas cautelares contra Jair Bolsonaro (PL) e pressionar pela aprovação do PL da anistia para os envolvidos no 8 de janeiro.
Nos bastidores, o evento é visto como termômetro da força do bolsonarismo em meio às restrições judiciais ao ex-presidente e à crescente pressão internacional sobre o STF. A sanção de Moraes pelos EUA, sob a Global Magnitsky Act, será celebrada pelos manifestantes como “vitória da liberdade de expressão”.
Análise crítica: o bolsonarismo abraça Trump e despreza o Brasil
Enquanto o tarifaço de Donald Trump ameaça milhares de empregos brasileiros e prejudica exportações estratégicas, parte do bolsonarismo celebra a punição ao país como se fosse vitória política. A aliança ideológica entre Bolsonaro e Trump está sendo usada para justificar até mesmo medidas econômicas que colocam o Brasil em desvantagem.
É neste cenário que os protestos do dia 3 se tornam mais que um simples grito de guerra contra Moraes ou o STF. Eles revelam a radicalização de um setor político que vê em sanções externas um instrumento legítimo de disputa doméstica, mesmo que isso custe a soberania nacional.
Moral da história
O domingo promete ser mais um capítulo do confronto entre bolsonarismo, Judiciário e democracia. As manifestações a favor de Trump, da anistia e do tarifaço deixam claro: há um setor da sociedade disposto a aplaudir sanções estrangeiras se isso significar atacar seus adversários políticos internos.
Fonte: Blog do Esmael






