Railson Ferreira da Silva, suspeito de auxiliar na fuga do amigo Vinícius Wallace após o assassinato de Jaiane Lemos e Everaldo Oliveira, foi solto nesta quarta-feira (6), por decisão da Justiça de Rondônia. Ambos os envolvidos já foram pronunciados e deverão ser levados a júri popular pelos crimes de feminicídio e homicídio qualificado. A data do julgamento ainda não foi definida.
O crime brutal ocorreu em abril de 2024, na zona Sul de Porto Velho. Câmeras de segurança flagraram o momento em que Vinícius Wallace pula o muro da casa de sua ex-namorada, Jaiane Lemos. No interior da residência, ele assassinou Jaiane e seu amigo Everaldo Oliveira a tiros. A tragédia aconteceu na frente da filha do ex-casal, uma criança com menos de dois anos de idade.
Após o duplo homicídio, Vinícius deixou a casa do mesmo modo como entrou: pulando o muro. Ele fugiu do local em um carro dirigido por Railson Ferreira da Silva, que, segundo a investigação, sabia do crime e ajudou o amigo a escapar. Quatro dias depois, Vinícius Wallace se entregou à polícia.
Com a soltura de Railson, cresce a expectativa pelo julgamento do caso, que gerou grande comoção em Porto Velho e reacendeu os debates sobre violência contra a mulher e impunidade. O Ministério Público sustenta que os dois agiram em conjunto e com premeditação, o que agrava a situação dos réus.
A defesa de Railson, no entanto, argumenta que ele não teve participação no assassinato e que apenas deu carona ao amigo. O caso segue em tramitação e, segundo fontes do Judiciário, o júri popular deverá ocorrer ainda este ano.







