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Porto Velho
1 novembro 2026

Rondônia se levanta contra a violência de gênero

A violência de gênero segue atravessando a vida das mulheres em Rondônia e em todo o país de forma brutal, cotidiana e devastadora. Nas páginas policiais e na memória das famílias brasileiras, permanecem registradas as marcas deixadas por facas, balas, socos, chutes, hematomas e por todas as formas de dor que expressam o aprisionamento e a tirania de um patriarcado que alimenta o machismo estrutural e a misoginia. É esse sistema que, todos os dias, ceifa a vida de meninas e mulheres.

Dados nacionais do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) revelam a gravidade do cenário: 1.497 mulheres assassinadas em 2024 — o equivalente a quatro mulheres mortas por dia no Brasil. Em Rondônia, o quadro também é alarmante. Somente entre janeiro e outubro deste ano, a Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (SESDEC) registrou 24 casos de feminicídio, mulheres mortas pelo simples fato de serem mulheres.

Diante da escalada da violência, o Levante Nacional contra o Feminicídio, Transfeminicídio e Lesbocídio convocou uma mobilização nacional, unindo os Levantes estaduais e municipais ao Ato “Mulheres Vivas”. Em Porto Velho, o Levante Estadual contra o Feminicídio reuniu redes, coletivos, sindicatos, movimentos feministas, artistas e ativistas no Espaço Alternativo, em uma grande manifestação intitulada Ato Pela Vida das Mulheres.

A mobilização contou com a participação de diversas lideranças políticas e sociais, entre elas a deputada estadual Ieda Chaves, o desembargador Álvaro Kalix, Rosimar Francelino (Rede Lilás), Risolene Souza (Secretaria Estadual de Mulheres do PT), Giovana Noletto (SINDIR), Mara Valverde (FPM), Hanna Lopes (CONCIL), Ananda (Movimento Olga Benário), além de Mariangela, Luciana Oliveira, Sílvia Pinheiro e muitas outras integrantes do Levante Feminista contra o Feminicídio em Rondônia.

Artistas também marcaram presença, como Erika e o bloco “Eu Te Avisei”, Selma Pavaneli (Ruante) e diversas outras mulheres que levaram música, arte e poesia para fortalecer o ato. O encontro reuniu ainda organizações sociais, movimentos culturais e coletivos que, juntos, ecoaram vozes de resistência e convocaram toda a sociedade – especialmente os homens – a refletir e assumir compromisso no enfrentamento à violência de gênero.

O Ato Pela Vida das Mulheres reforçou que o combate ao feminicídio exige união, políticas públicas eficientes, proteção às vítimas e a desconstrução urgente das estruturas de violência que se reproduzem diariamente. Em coro, as participantes deixaram um recado claro: as mulheres não aceitarão mais ser silenciadas. A luta continua nas ruas, nas instituições e em toda a sociedade, até que todas possam viver livres de medo.

Fonte: LFCFTL/RO

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