Mesmo durante o recesso de fim de ano, o governador de Rondônia, Marcos Rocha, adiantou a aliados que pretende promover mudanças significativas em sua equipe de governo. Sem cravar datas, o chefe do Executivo garantiu que ao menos três secretários deverão ser substituídos, em uma reorganização estratégica da gestão.
Um dos principais fatores que pesaram para a decisão foi o relatório do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) sobre as contas públicas da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). O documento apontou fragilidades que colocam em risco a eficiência financeira do governo, levando Marcos Rocha a admitir, pela primeira vez, a possibilidade de exoneração do secretário da pasta, coronel Jefferson Ribeiro da Rocha.
Outra situação que tem causado desgaste no Palácio Rio Madeira envolve o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Regis Braguin. Segundo interlocutores, o governador estaria insatisfeito com a condução da crise envolvendo os praças da corporação, o que acabou dando munição política ao deputado estadual Rodrigo Camargo, um dos principais críticos da atual gestão.
Além disso, Braguin passou a ser alvo de críticas internas após aparecer em vídeos ligados a partidos políticos, incentivando uma eventual candidatura ao Governo do Estado. O fato de o comandante não ter tratado do assunto previamente com o governador e já ventilar uma pré-candidatura ao Palácio Rio Madeira pelo partido Novo aumentou o desconforto entre os auxiliares mais próximos de Marcos Rocha.
Outro nome que está no radar para possível mudança é o do secretário de Segurança Pública, coronel Felipe Vital. Apesar de ser avaliado positivamente pelos resultados apresentados no combate à criminalidade, com operações realizadas tanto na capital quanto no interior, Vital é pré-candidato à Câmara Federal, o que pode inviabilizar sua permanência no cargo diante do cenário eleitoral de 2026.
De acordo com aliados, o governador Marcos Rocha afirmou que só deverá anunciar oficialmente os substitutos após o retorno do descanso com a família, neste final de ano. Até lá, as articulações seguem nos bastidores, com forte expectativa de ajustes no primeiro escalão do governo estadual.






