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24 setembro 2026

Acostumado na mamata, Eduardo Bolsonaro se recusa a trabalhar

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro reagiu, nesta sexta-feira (2), ao decreto da Polícia Federal que determina seu retorno imediato ao cargo de escrivão da corporação. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele afirmou que não pretende se submeter à decisão e fez críticas à PF.

Eduardo disse que a cassação do mandato ocorreu em 18 de dezembro por decisão da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. Segundo ele, no dia seguinte, a perda do mandato foi publicada no Diário Oficial da União, acompanhada da determinação para que retomasse as funções na PF. Ele declarou que isso ocorreu “como se já estivessem esperando por isso”.

Em publicação na rede social X, Eduardo Bolsonaro declarou: “Não abdiquei de todos os privilégios parlamentares para me sujeitar aos caprichos dos bajuladores de tiranos, que chefiam a Polícia Federal.” Numa referência à polícia secreta da Alemanha nazista, o ex-parlamentar afirmou que não trocaria a “honra” pela “burocracia pública”: “Que a Gestapo faça o que bem entender com meu concurso público, jamais trocaria minha honra por um emprego na burocracia pública.”

O ex-deputado disse que não tem condições de retornar ao Brasil neste momento, citando o que classifica como “perseguição judicial” e a ausência de “normalidade democrática” no país. Ele afirmou ainda que não pretende abrir mão do cargo na Polícia Federal “de mãos beijadas” e declarou que vai lutar para mantê-lo.

Eduardo também disse temer prejuízos funcionais, mencionando a possibilidade de perder a aposentadoria vinculada à Polícia Federal, o porte de arma e a pistola funcional. Antes de se eleger parlamentar, ele ocupava o cargo de escrivão da PF.

Com a determinação publicada nesta sexta-feira, Eduardo Bolsonaro deve retornar à sua lotação de origem, na Delegacia da PF em Angra dos Reis, litoral do Rio de Janeiro. Ele afirmou no vídeo que não pretende cumprir a ordem enquanto questiona judicialmente os atos que resultaram em sua cassação e no retorno ao cargo.

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