A psicóloga gaúcha Jéssica Mras, aos 33 anos, decidiu passar por uma mastectomia bilateral preventiva após descobrir uma mutação no gene BRCA2, que aumenta o risco de câncer de mama e ovário. Embora não tivesse diagnóstico da doença, a decisão foi influenciada pela história de sua família, que já enfrentou casos graves, incluindo sua mãe e avó.

Após receber o diagnóstico de mutação genética, Jéssica escolheu a cirurgia preventiva em vez de esperar pelo surgimento da doença. A mutação no gene BRCA2 pode aumentar o risco de câncer de mama em até 45%, mas não garante que a doença se manifestará. Jéssica optou pela mastectomia após meses de consultas médicas, considerando que, se viesse a desenvolver câncer de mama, acabaria passando pela cirurgia de qualquer forma.
O processo foi doloroso, mas, após o laudo anatômico, que revelou células atípicas, ela sentiu que sua decisão havia sido correta, já que o risco de câncer foi significativamente reduzido. Além da mastectomia, Jéssica enfrenta a complexa decisão de retirar os ovários. Essa cirurgia induz menopausa precoce e pode afetar a fertilidade, o que a faz refletir sobre a maternidade e o impacto potencial na saúde a longo prazo.
Jéssica também considera o impacto da transmissão da mutação para os filhos, já que há 50% de chance de passar o gene para a próxima geração, o que a leva a ponderar alternativas, como o congelamento de óvulos.
DCM





