Enquanto o governador de Rondônia, Marcos Rocha, enfrenta o que já é considerado por analistas e críticos como o pior momento de desgaste junto à opinião pública, buscando espaço em um novo partido político após romper publicamente com aliados — inclusive ao acusar o próprio vice-governador de traição —, integrantes de sua base seguem protagonizando episódios que aumentam o ruído político no estado.
Em Vilhena, o secretário regional do Governo, o policial penal Wesley Geminiano, passou a ser alvo de críticas e ironias nas redes sociais após a divulgação de um vídeo em que utiliza um personagem diminuto, batizado de “Weslezinho”, em uma encenação considerada por internautas como propaganda pessoal e eleitoral antecipada. O vídeo foi publicado nas redes sociais de um assessor direto do governador Marcos Rocha e rapidamente viralizou, sendo amplamente ironizado por usuários, que questionam a prioridade do governo diante da grave crise enfrentada pelo estado.

As críticas ganham força em um contexto de denúncias de abandono nas áreas essenciais, como saúde, segurança pública, educação e infraestrutura. A situação da saúde pública, em especial, ganhou grande repercussão após a deputada estadual Cláudia de Jesus afirmar publicamente que se sente “envergonhada” por não conseguir atender às demandas dos servidores da área, declaração que repercutiu fortemente nas redes sociais e em grupos de profissionais da saúde.
Na capital, Porto Velho, o jornalista Rubens Coutinho, conhecido por sua atuação independente, publicou um vídeo denunciando o que classificou como as mazelas do atual governo. No material, ele relembra que Marcos Rocha foi eleito na chamada onda bolsonarista, mas teria abandonado o ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem antes atribuía sua trajetória política. Segundo Coutinho, o governador hoje se mantém em um discurso fortemente religioso, “ajoelhado em nome de Deus”, enquanto problemas básicos seguem sem solução.
Entre as denúncias mais graves relatadas pelo jornalista está a falta de viaturas do Instituto Médico Legal (IML) para atendimento de ocorrências. Em um dos casos citados, um corpo teria permanecido por horas em via pública, ao lado de familiares que clamavam por apoio do Estado — situação que gerou forte comoção e indignação.
Ainda segundo Rubens Coutinho, a segurança pública vive um colapso silencioso, com a ausência de novos concursos para a Polícia Militar e a redução gradual do efetivo. Ele destaca a contradição de o chefe do Executivo estadual ser um coronel da PM, enquanto, segundo suas palavras, “faltam soldados nas ruas e estrutura mínima para o trabalho policial”.
Diante desse cenário, cresce nas redes sociais e nos bastidores políticos a percepção de um governo desconectado da realidade da população, enquanto aliados apostam em ações de autopromoção que ampliam o desgaste de uma gestão já pressionada por crises sucessivas.
Veja o video

https://www.instagram.com/reel/DT2ryqyDkDD/?igsh=MWUyb3FlYTRjMXBkdQ==
Fonte: Folha dos Municípios





